quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva Literária 2015

Sim... Hoje é 31 de Dezembro, e aqui estamos nós, trabalhando arduamente para seu divertimento, conhecimento, e... Tá bom, parei. Mas o post de hoje é legal, acredite em mim!


Bem, hoje é dia de Retrospectiva. Olhar para trás e pensar em tudo o que fizemos, tudo o que deixamos de fazer, tudo o que começamos, tudo o que paramos na metade. Dia de finalizar, começar, recomeçar. É um dia de reflexão, de encontrar lições e aprendizagens nos últimos 364 dias. Sabe aquela meta que você estipulou desde 2011 e ainda não conseguiu cumprir? Então, está na hora de deixá-la para trás. Não desistir dela, apenas se convencer de que não é pra ser, e traçar novos planos, afinal o nome é ANO NOVO por algum motivo. [Reflita sobre isso com calma depois.]
Deixando a parte psico-filosófica de lado, somos um blog Literário, sendo assim, nossa retrospectiva só pode ser... [tambores e música de suspense] Literário! Eeeeeee \o/ \o/ \o/ \o/ Está vendo essa estante charmosa do Skoob aqui ao lado? Pois então, falaremos sobre o que lemos esse ano e que mais nos marcou, positiva e negativamente. E como vocês sabem, somos várias garotas unidas em prol de Pemberley, e sorteamos entre nós as questões. Então pra não deixar ninguém perdido, ao lado da pergunta estará o nome de quem respondeu. Sem mais delongas, vamos às questões!

(Vanessa) A aventura que me tirou o fôlego:

         As aventuras de Hckleberry Finn, de Mark Twain.
O autor narra as peripécias do garoto, que, fugindo do pai que o maltratava, se aventura em uma jangada pelo rio Mississipi, na companhia de Jim, um escravo fugido. Os dois param em lugarejos ao longo do rio para se abastecerem de suprimentos, e em cada lugar acontece uma nova aventura. No final dá a sensação de não ter lido apenas uma história de aventura, mas várias.

(Thais) O terror que me deixou sem dormir:

         Sob a redoma, de Stephen King. 
Ganhei o livro de presente de aniversário e assim que comecei a ler não pude mais largar. O livro narra a história dos moradores de uma cidade do interior dos EUA que se vêem presos sem nenhuma explicação plausível por uma "redoma", um campo de força que os aprisiona e abandona a própria sorte.

(Michelle) O suspense mais eletrizante:

          Sangue na Neve, Jo Nesbø
É bem verdade que não li muitos suspenses esse ano, e por mais que esse não seja tããão eletrizante, Sangue na Neve me marcou, e eu não poderia deixar de citá-lo. A história de Olav, cheia de altos e baixos, decisões certas e erradas, interpretações corretas ou equivocadas, me prendeu à leitura, que foi fácil, e eu terminei em, juro, 3 horas. Simplesmente não conseguia parar. Recomendo. Resenha aqui!


(Jesiane) O romance que me fez suspirar:

         O diário de Bridget Jones, de Helen Fielding.
Conheci esse livro quando estava no ensino médio, época difícil para mim, por indicação da bibliotecária, comecei a ler, me apaixonei. Até hoje quando me sinto mal, triste ou desanimada pego os dois primeiros livros do seu lugar privilegiado da minha estante e volto a rir e suspirar com a vida da Bridget. Esse é o livro que sempre me faz suspirar.

(Raquel) A fantasia que me encantou:

         As crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. 
As sete crônicas nos contam desde a criação de Nárnia até a batalha final dos narnianos. Apesar das adaptações cinematográficas serem boas, elas não contam - obviamente - toda a história, por isso é muito legal ler os livros. Além disso, Lewis escreve de uma forma extremamente leve e envolvente, o que torna a leitura divertidíssima. E para aqueles que acham que as crônicas são apenas “historiazinhas” infantis, saibam que, na verdade, é preciso que tenhamos uma sensibilidade bem aflorada para sermos capazes de perceber um conhecimento profundo nas coisas simples.

(Josana) A saga que me conquistou:

          Jogos vorazes, de Suzanne Collins.
Ela nos mostra que mesmo em meio a pobreza, passando por muitas dificuldades, perdendo pessoas importantes ao nosso redor, nos não podemos desistir de lutar por um mundo melhor, para que as pessoas tenham alguma chance de um futuro. Ela encanta o leitor logo nas primeiras páginas, nos mostrando que é algo que vale a pena ser lido e relido inúmeras vezes. Resenha aqui!


(Thais) O clássico que me marcou:

         O Morro dos ventos Uivantes, de Emily Brontë
O Morro dos ventos Uivantes é um livro fascinante, com uma grande história de amor, mas com um diferencial: esse livro surpreende com esse amor amaldiçoado, vingativo e intenso vivido por Heathcliff e Cathy.

(Deborah) O livro que me fez refletir:

As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavander, de Leslye Walton.
 Me fez pensar sobre o quanto o que é desconhecido incomoda e provoca medo, e o quanto isso afeta aquele que sofre preconceito. Uma história muito bem desenvolvida e com leitura fluida e agradável. Recomendo. Resenha aqui!

(Maria) O livro que me fez rir:

         Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. 
A doçura encantadora do Sr Bingley e a urgência totalmente genuína da Sra Bennet proporcionam diálogos engraçadíssimos e situações hilárias - desde que só aconteça com eles. O humor despreocupado do Sr Bennet traz risadas singelas, porém difíceis de conter. Fato é que, Orgulho e Preconceito, além de ser um romance pleno, é também uma comédia sutil e inteligente, do jeito que eu gosto.


(Josana) O livro que me fez chorar:

         Em chamas, da saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. 
Ele nos mostra que as pessoas não perderam a esperança em meio à repressão que sofriam ao verem Katniss e Peeta vencerem juntos os jogos vorazes. O livro me fez pensar na humanidade e os rumos que tomou. O que mais me marcou foi o ataque ao hospital, ver que atacavam inocentes. Ao mesmo tempo, mostra a luta pra se manter vivo; enquanto a capital quer mandar no que o povo faz, as pessoas começam a lutar pra mudar suas realidades. Resenha aqui!
 

(Michelle) O livro que me decepcionou:

         O Diabo Veste Prada, dLauren Weisberger
Li porque ganhei a sequência... e pela primeira vez achei um filme melhor do que o livro. Nem vou falar muito porque... estou decepcionada.

(Michelle) O livro que me surpreendeu:

         Meus Vizinhos Italianos, de Tim Parks. 
Iniciei a leitura por recomendação. Sabia que se tratava de uma biografia, e já imaginei uma narrativa histórica pontual. E me surpreendi positivamente com a narrativa desse autor inglês que conta em primeira pessoa suas aventuras e desventuras de modo irônico e divertido. Uma autobiografia que é quase um romance! Super-recomendo.


(Deborah) O livro que devorei:

A Ilha dos Dissidentes, de Bárbara Morais.
primeiro livro da autora possui protagonista feminina forte e que sofre alguns preconceitos, e tem uma história muito bem desenvolvida e pensada, que proporcionou uma leitura fluida e agradável de ler. Devorei!

(Jesiane) O livro que abandonei:

         Divergente, de Veronica Roth. 
Foi uma grande decepção para mim, odiei os personagens e a história. Tentei ir até o meio do livro mas a cada página a leitura era mais difícil, então decidi abandonar o livro e só assistir aos filmes, que por sinal, são melhores que a narrativa.

(Hanna) A capa que amei:

         Dançando sobre Cacos de Vidro, de Ka Hancock.


(Bruna) O thriller psicológico que me arrepiou:

         Identidade Roubada, de Chevy Stevens. 
Uma história intensa que me deixou aflita, porém me prendeu do início ao fim. A experiência assustadora e angustiante da protagonista bem como as passagens chocantes e reviravoltas me causaram não só arrepios como coração acelerado. Assustador, surpreendente, emocionante. De fato o que eu espero de um thriller psicológico!

(Aline) A frase que não saiu da minha cabeça:

          "Fios deixados ao léu por vezes se entrelaçam sozinhos, sem necessidade de agulhas ou fusos: se estiverem próximos, enrolam-se uns aos outros com a força de sua própria torção. E essa mesma torção pode, no transcurso natural das coisas, desmanchar o cordel resultante e refazer as meadas, devolvendo os fios a seu estado inicial." (As Sombras de Longbourn, Jo Baker)

Sempre gostei de metáforas sobre a vida. Essa me cativou pois a enxergo como uma alusão ao fato que a nossa essência permanece, mesmo que a vida nos leva para outros caminhos, independente das pessoas com quem nos relacionamos. Resenha aqui!


(Silvana) O(a) personagem do ano:

         Um personagem cativo na minha humilde opinião de leitora é aquele que no início não tem muito a oferecer, mas que ao decorrer da história ganha espaço, potencial e conquista sua admiração. Como personagem do ano, não posso deixar de falar sobre aquele que chegou despertando minha atenção e por fim conquistando meu coração, o Sr. Ian Clarke, do livro Destinado de Carina Rissi. O terceiro livro da Série Perdida se decorre através da visão do Sr.Clarke, a autora nos presenteia toda a profundidade de sentimentos que este querido personagem possui desde o primeiro livro e explora muito bem sua  personalidade que até então era pouco revelada nos livros anteriores. Se trata de uma deliciosa caça ao tesouro, descobrir cada cantinho da alma deste verdadeiro cavalheiro e se divertir com todo o seu carisma.

(Aline) O casal perfeito:

           Claire e Jamie, série Outlander, de Diana Gabaldon.
Depois de mais ou menos quatro mil páginas lidas, foi inevitável escolher os dois. É incrível acompanhar a história de amor desses dois personagens tão complexos, que pertencem a períodos diferentes, e que precisam aprender a confiar e a respeitar os segredos um do outro, ao mesmo tempo em que se apaixonam. A história dos dois não é nenhum conto de fadas, pois eles precisam enfrentar não só as dificuldades externas, como também a teimosia de cada um, o que leva a muitas discussões, para construírem um futuro juntos. Resenha aqui!

(Flávia) O(a) autor(a) revelação:

         FML Pepper. 
Me surpreendi com essa escritora niteroiense de fantasia! Ganhei o livro "Não Pare" de aniversário e deixei lá no cantinho por alguns meses, só comecei a ler porque achei que não era nacional (preconceito, mas estou tentando mudar!). Devorei o livro em um dia, e não sosseguei até comprar o próximo. Resenha aqui!



(Hanna) O(a) autor(a) que mais esteve presente entre as minhas leituras:

         Li Mendi, com os livros Alma Gêmea por Acaso, O Amor Está no Quarto ao Lado, A Verdadeira Bela, Coração de Pelúcia, O Mestre do Amor.


(Flavia) O gênero literário que mais li:

         Este ano foi bem variado, não teve um que se sobressaiu.

(Kerol) O gênero literário que preciso ler mais:

         Preciso ler mais Crônicas. Por ser um gênero literário na fronteira entre a literatura e o jornalismo, além da leitura por prazer, ler crônicas é um ótimo jeito de ter noções práticas de como escrevê-las.

(Bruna) O melhor livro nacional:

         De Repente Ana, de Marina Carvalho. 
Esta sequência é ainda melhor que o primeiro, Simplesmente Ana. Gostei dos capítulos intercalados pelas narrativas dos protagonistas. Neste livro além de amor encontramos humor e mistério. Sua narrativa leve e agradável nos envolve e diverte. Os trechos musicais dão um charme especial. Enfim, este livro me resgatou para a literatura nacional!


(Fernanda) O melhor livro que li em 2015:

         O melhor livro desse ano com toda certeza foi Uma curva no tempo, a história foi extremamente envolvente e muito diferente de todas que eu já li. Cada trecho do livro me prendeu de uma forma tão intensa que eu não conseguia largar, e o final até hoje (alguns meses depois de ler) ainda fica martelando na minha cabeça de uma forma que só quem já leu vai me entender. Resenha aqui!

Li em 2015 ....... livros.

Juntas, lemos 12 livros. Separadamente, entre 24 e 60 livros cada uma. Cada uma de nós tem seu próprio ritmo.

A minha meta literária para 2016 é:


         “Não vamos colocar meta...”, aliás, vamos sim! Subir de 24-60 para 36-72.