domingo, 29 de março de 2015

Viajando com Jane Austen - parte 1

            Se você é um (a) verdadeiro (a) Janeite, como eu, já sonhou em pegar um avião e passear pela Inglaterra com os livros da Jane como mapa. Mas imagine você respirar o mesmo ar que nossa querida Austen respirou? Ou sentar nos bancos da mesma igreja onde ela já esteve sentada? Ou mesmo olhar da mesma janela para o cenário que inspirou várias de suas histórias? Inspirador, não? Bom, esse é um dos meus maiores sonhos, e agora, faço questão de sonhar com vocês!
            Jane Austen não apenas foi como ainda é uma das melhores e maiores escritoras da Inglaterra. Nasceu em 1775, publicou diversos romances, morreu em 1817 e após isso outros romances de sua autoria também foram publicados. Eu sou fã de todos eles, óbvio! Hoje vou montar um “minipercurso” pelo Reino Unido, uma pequena viagem que podemos fazer em apenas um dia – amparadas por um carro – já que todo o percurso se encontra no Distrito Administrativo de Hampshire. 
             Começamos por Steventon, perto de Basingstoke, onde ela nasceu e viveu seus primeiros 25 anos. Lá podemos visitar a igreja, que é a única edificação datada de sua época que ainda permanece.  Depois, seguimos 34 km (40 minutos de carro) a sudeste de Chawton, onde viveu durante os últimos anos de sua vida, e onde encontramos sua casa, que hoje é um museu, Casa de Jane Austen.  E finalmente, mais 27 km a sudoeste (30 minutos), Winchester, onde viveu seus últimos dias, e onde encontramos a Catedral de Winchester, local onde está enterrado seu corpo.

Steventon

            Steventon é uma aldeia rural com uma população de cerca de 250 no norte de Hampshire , Inglaterra. Perto da cidade de Basingstoke, é a aldeia onde Jane Austen nasceu em 1775 e viveu até que ela tinha 25. A casa em que vivia foi destruída em 1823, mas a igreja ainda está de pé. Igreja de São Nicolau foi construída em 1200. Pequenas mudanças foram feitas desde então, mas a estrutura básica permanece a mesma.
            Mesmo que você não pode ver a casa em que vivia, vale a pena ir para Steventon, porque este era o lugar onde ela passou seus primeiros anos e reuniu grande parte da inspiração para seus romances. 

Chawton

             Chawton é uma vila e freguesia no Oriente Hampshire distrito de Hampshire , Inglaterra. Em 2000, tinha uma população de cerca de 380.

              O irmão de Jane Austen herdou uma grande propriedade em Chawton e Jane e sua mãe e irmã moraram em uma de suas casas a partir de 1809 até pouco antes de sua morte em 1817. A casa foi transformada em um museu, onde você pode ver as letras originais de Jane Austen, a mesa onde ela escrevia, seu quarto, uma colcha que ela fez com sua mãe e irmã, e alguns de seus pertences. Há um pub e salões de chá em frente da casa.

Winchester


        Winchester é uma cidade no sul da Inglaterra, capital do condado de Hampshire, com uma população de aproximadamente 35 mil habitantes. É sede do Distrito de Winchester, sede do governo local da área central de Hampshire, incluindo a própria Winchester e uma área de várias localidades em redor. Winchester foi há muito tempo atrás capital da Inglaterra.
Quando estava doente, Jane Austen se mudou e morreu ali. Ela morava na rua da faculdade em Winchester (a casa tem uma placa). Ela está enterrada na Catedral de Winchester.

Em uma tarde, ou manhã, podemos visitar locais tão preciosos, cheio de histórias e raízes literárias. Podemos nos sentir mais perto de uma grande heroína, que nos inspira há 200 anos com seus romances, suas piadas, suas polêmicas, suas ironias...

quarta-feira, 25 de março de 2015

No Mundo da Luna - o novo lançamento de Carina Rissi





  • Título Original: No Mundo da Luna
  • Autora: Carina Rissi
  • Editora Verus
  • Número de págs: 476


  • Estamos muito felizes com os acontecimentos do mês de março, e hoje vamos compartilhar
    com vocês um dos motivos de nossa felicidade. FOI LANÇADO O MAIS NOVO LIVRO DE CARINA RISSI! A autora está em turnê pelo Brasil desde 19/03 com seu novo sucesso, No Mundo da Luna. Sim, já é um sucesso. A autora brasileira já está na boca e na estante do povo!
    No último dia 01/03, Carina divulgou a sinopse de No Mundo da Luna.  “A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito - não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.”


    Depois da minha leitura, apenas fiquei mais apaixonada pelo estilo e escrita de Carina. Em “No Mundo da Luna”, Carina conta a história de Luna (óbvio), uma jornalista recém formada trabalhando para uma revista, descendente de ciganos por parte de mãe mas que nunca se interessou por esse estilo de vida, e tocou sua vida alheia a isso. Num determinado ponto, sua vida começa a dar errado. Problemas de relacionamento, no trabalho... e nesse momento ela alcança uma “promoção” no trabalho: ser colunista. Ela sempre quis isso, mesmo sendo numa área que não lhe atraía: Horóscopo.  Apesar de não acreditar em magia, ou mesmo em horóscopo, Luna aceita a coluna, mas escreve sem acreditar no que está escrevendo. Todos começam a perceber que as previsões que Luna, ou melhor, Cigana Clara fazia para a coluna estavam realmente acontecendo, mas ela preferia acreditar apenas em sua avó, da parte cigana da família, que acertava em tudo o que dizia. E quando conhece Viny, fotógrafo freelancer da revista, ela começa a achar que ele é o cara das previsões de sua avó. Mas as reviravoltas que acontecerão em sua vida farão com que entenda que existe si magia em si, mais especificamente em seu coração: o amor! Carina vem surpreendendo com a construção de seus personagens, de modo que, podemos amar o personagem, nos ver naquele personagem, ou odiar aquele personagem. E Luna não é diferente. Apesar de jornalista, apresenta sérios problemas de comunicação, tão sérios que por vezes me deu vontade de entrar no livro e esgana-la! É cega, nada objetiva, pessimista... defeitos reais, que muitos de nós temos.
    Carina Rissi é autora de outros sucessos, Perdida, Procura-se um Marido e Encontrada. Paulista, ama o que faz, e foi com imenso prazer que ela atendeu TODOS os leitores que apareceram nas etapas da turnê, e acredito que continuará nesse mesmo ritmo ate o final. 


    Carina vem atraindo fãs de todas as idades. Romancista, apaixonada por Jane Austen, é capaz de escrever romances épicos (como é o caso de Perdida e Encontrada) e romances modernos (Procura-se um Marido e No Mundo da Luna). Possui também uma capacidade incrível para criar mocinhos e heróis apaixonantes, e podemos encontrar diversos tipos; apaixonados e doces, sérios e trabalhadores, cafajestes e divertidos. Da pra agradar a todos os gostos!

    E aí, gostou? Procura aí em baixo, e, se a Carina for passar pela sua cidade, programe-se e não perca essa oportunidade de bater um papo com Carina Rissi.

    domingo, 22 de março de 2015

    Casos de Família - Tema de hoje: Sou brasileiro, mas não leio livros nacionais

                    Esse post começou com o intuito de ser minha segunda resenha aqui no blog. Eu tinha escolhido falar sobre um livro nacional recente escrito por Raphael Montes, mas acabou se tornando uma reflexão sobre a relação que temos com a literatura nacional (bem... pelo menos a minha). Sei que esse é um ponto sensível, mas acho importante expor meu ponto de vista na tentativa de chamar a atenção não só de quem vai ler, mas também servir como uma auto-crítica. Então, aqui vai...
                    Não sei como é a relação de vocês com os livros nacionais, mas acredito que muitos (alguns...alguém...talvez?) vão concordar comigo quando digo que a literatura nacional se limita durante muitos anos de nossas vidas como os “livros clássicos e chatos que temos que ler” (se você nunca falou isso, com certeza ouviu alguém fazer esse discurso) ao longo da nossa formação escolar.
    Somos obrigados a ler escritores como Machado de Assis (sou machadiana de coração), Gonçalves Dias, Drummond e outros; todos ótimos escritores e responsáveis pelo desenvolvimento literário de suas épocas, além de terem feito incríveis críticas sociais que até hoje conseguem provocar discussões acaloradas. Mas precisamos concordar que apesar de tudo isso, é quase impossível discordar da inadequação desses livros para despertar do interesse de (pré) adolescentes pela literatura tupiniquim. Não estou me referindo apenas a linguagem usada pelos escritores, conteúdo ou tema, me refiro também ao fato de nessa idade termos grande aversão por tudo o que nos é imposto a fazer.
    Nossos professores nos fazem ler esses livros com o único intuito de cobrar na prova sem muitas vezes se importar em contextualizar o período histórico do livro, sem nos apresentar uma breve biografia do autor. Apenas lemos o livro (ou pelo menos tentamos) e somos obrigados a gravar certos episódios para quando nos perguntarem sobre “ A” não respondermos “Z”. Não temos espaço para falar de nossas experiências durante a leitura nem expor nossas opiniões, apenas repetimos o que o professor falou em sala de aula e o que ele nos passou como gabarito da revisão feita antes da prova. Só um último detalhe para fechar esse parágrafo: NÃO estou culpando os professores aqui, estou culpando o sistema educacional que exige deles nos apresentarem uma quantidade absurda de matéria em pouco tempo.
    Por todos esses motivos, somos rapidamente jogados nos braços da literatura internacional, principalmente quando pensamos que as editoras nos bombardeiam a cada dia com essa literatura, fazendo propagandas “pesadas”, já que são mais vendáveis. Ainda não consigo entender essa preferência do brasileiro por tudo o que é estrangeiro! Não estou pregando aqui uma aversão ao que vem de fora, estou apenas chamando a atenção para algo que vejo e sofro na própria pele, e sim, em muitos momentos prefiro o que vem de fora ao que é brasileiro, mas aos poucos estou buscando o equilíbrio.  Enquanto isso, os livros nacionais tem pouco espaço em nossas estantes e também são poucos os que recebem tanta divulgação quanto os internacionais.

                    Então, se você chegou até o fim desse texto e se sentiu como eu, tenho uma proposta quase irresistível a fazer aos Bookaholics: Vamos incluir alguns livros nacionais (sejam os clássicos ou os atuais) em nossas listas de leitura?