quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BEDA #31 - As Garotas de Pemberley na Bienal do Livro SP

E chegamos ao último dia do BEDA!!! E só não postamos em dois dias, agora na reta final, por motivos pessoais das nossas colaboradoras. Foi muito divertida essa maratona, e espero que vocês tenham curtido junto com a gente.

Domingo foi um dia particularmente especial, pois teve encontro do GDP na Bienal do Livro SP!!! E nesse post vamos falar um pouco sobre o que achamos do evento.

GDP em SP: Vanessa, Fernanda, Aline e Flávia.
 Fotos com a Samanta Holtz, Larissa Siriani, Fernanda Medeiros, Adelina Barbosa e Lavínia Rocha. 


Aline

Foram os dois dias mais intensos desse ano. Minha primeira Bienal em SP. Minha segunda vez na "terra da garoa" (que estava muito quente, contrariando os prognósticos de frio). Fiquei encantada com o tamanho do espaço, a quantidade de estandes, nem consegui visitar todos, e os inúmeros eventos que aconteciam simultaneamente.

Na quarta feira passada, mostrei minha lista de compras e outras indicações. Acabei comprando um livro a mais, o Confissões Online 2, um YA da carioca Íris Figueiredo. Fora isso foram muitos marcadores, bottons, além desse kit maravilhoso que ganhei na sessão de autógrafos de O garoto do cachecol vermelho, da Ana Beatriz Brandão (tem até camisa!!!). Além disso, conheci vários autores, matei a saudade de outros, e encontrei pessoalmente amigas com as quais converso a mais de dois anos pela internet, entre elas, em especial, as paulistas aqui do GDP. E tenho sentido cada vez mais orgulho da Literatura Nacional, com autores que demonstram talento desde muito cedo. Ana Bia, por exemplo, tem 16 anos!!! Já li três dos nove livro comprados (sou meio compulsiva) e estou apaixonada por Quando o amor bater à sua porta, Amor Plus Size e Como se fosse magia. Também tirei fotos no trono de ferro e na Plataforma do Harry Potter no estande da Rocco. Para quem quiser ver as minhas fotos, estou postando no meu instagram.

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Vanessa

Particularmente, eu adorei a bienal desse ano. Se em uma livraria já dá vontade de sair comprando um monte de livros, na bienal essa vontade é ainda maior. Não poderia ser diferente, com estandes de várias editoras que tanto gostamos tão pertinho da gente. 

Entretanto, como não dá para sair comprando tudo que se vê pela frente, foquei nos lançamentos que eu queria esse ano. E adquiri três deles, Amor nos tempos do ouro, da Marina Carvalho, No meio do caminho tinha um amor, primeiro livro lançado do Matheus Rocha e Muito amor por favor, escrito por quatro autores, Matheus Rocha, Ique Carvalho, Arthur Aguiar e Frederico Elboni.

Confesso que estou ansiosa para ler Amor nos tempos do ouro, pois recentemente estive em Ouro Preto e minha curiosidade por tudo que aconteceu nessa época foi despertada. E esse romance promete acrescentar ainda mais informações sobre esse tema, já que a autora estudou a história da época para escrever o romance. Os outros dois lançamentos são em formato de crônicas, e pretendo lê-los ainda esse ano, mas um pouquinho por vez. 

Além desses comprei outros dois livros, O orfanato da senhorita Peregrine para crianças peculiares de Ransom Riggs, e Eu sou Malala, de Malala Yousafzai e Christina Lamb. O primeiro, já tinha ouvido falar bastante, mas confesso que não me interessei muito, e nem pensava em adquiri-lo. Mas ao assistir ao trailer do filme no cinema, minha curiosidade aguçou bastante, e quero estar lá na estreia. Então resolvi comprar o livro e ler antes do lançamento do filme, que está previsto para 29 de setembro. E claro, comecei a leitura por ele, já que estou muito interessada na história. Li apenas as 50 primeiras páginas e já estou gostando bastante.

E por fim, a história da Malala eu comprei para conhecer melhor, saber além das coisas que já ouvi falar a respeito dela. Admiro a luta pela qual ela passou, e diz respeito diretamente à área em que trabalho, a educação.

Enfim, foi muito produtivo estar presente nessa bienal, pois comprei livros dos quais queria, conheci algumas escritoras, e reencontrei queridas amigas das Garotas de Pemberley, e deu para matar um pouquinho da saudade.

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Fernanda

A Bienal do livro é um verdadeiro paraíso para qualquer amante de livros, são tantos estandes diferentes que fica impossível decidir o que levar ou não, dá vontade de levar um exemplar de cada.

Esse ano fui com o objetivo de comprar alguns livros que eu quero muito ler, como O Navio das Noivas da Jojo Moyes, O Primeiro Último Beijo da Ali Harris e Quando o Amor Bater á sua Porta da Samanta Holtz ( que por sinal consegui conhecê-la e tive o livro autografado).

Mas o que eu gostei mesmo foi de caçar livros e conhecer autores novos, como Jackaby do William Ritter,que parece ser muito bom e estava com 50% de desconto e o livro Mais que uma Escolha da Bruna Longobucco, que me falou pessoalmente da historia e pediu que eu desse minha opinião aqui no blog (o que logo logo vou fazer).

Dessa vez comprei somente cinco, mas posso garantir que minha lista de desejos aumentou drasticamente, ainda mais com o tanto de amostras de livros (aqueles com o primeiro capitulo) que eu ganhei, isso só te deixa com mais e mais vontade de ler esses livros.



E é claro, o mais importante de tudo, foi rever as GDP de São Paulo ( Flávia e Vanessa) e conhecer a Aline. Infelizmente não conseguimos ficar juntas muito tempo, mas foi tempo suficiente para nos divertirmos muito e trocarmos muitas dicas de leitura.




terça-feira, 30 de agosto de 2016

BEDA #30 Amor & Amizade: Lady Susan no cinema





Título original em inglês: Love & Friendship

Título no Brasil: Amor e amizade

Ano produção: 2016

Dirigido por: Whit Stillman

Lançado pela primeira vez em 1871, Lady Susan é um livro um pouco diferente do que costumamos ler de Jane Austen. Isso porque ela não é aquela heroína austeniana tradicional, solteira, que procura um casamento. Isso definitivamente não define nossa protagonista. 

Antes disso, e longe de poder ser considerada ingênua, Lady Susan é uma imponente viúva, e essa sua condição não a deixou em uma situação financeira estável, digamos assim. Isso a fez fazer algumas “visitas” duradouras a amigos e parentes. E nessas visitas que desenrola o enredo desse livro que, nesse ano, teve uma adaptação lançada nos cinemas.


Tanto no livro quanto no filme, podemos observar uma mulher de temperamento marcante e envolvente, tão forte quanto a beleza da qual a marca. Aonde chega, Susan tem sua presença notada, como não poderia deixar de ser. Suas ações são todas voltadas pelo seu interesse próprio, em detrimento da felicidade dos demais, inclusive de sua filha, Frederica.

Susan mostra-se fútil, ao mesmo tempo que manipuladora, querendo que sua filha faça um casamento sem amor, por interesse, como era costume naquela época. Paralelo a isso, ela procura um novo casamento para que possa se estabelecer, e encontra no irmão de sua cunhada, Mr. Vernon, uma oportunidade para isso.


Lady Susan fica hospedada na maior parte da trama na casa de seu cunhado, Mr. Vernon, irmão de seu falecido marido, e todos ao seu redor, com exceção de sua cunhada Mrs. Vernon, acatam suas vontades, e caem nas articulações tramadas por ela. Durante todo o tempo, Susan conduz com astúcia suas artimanhas, entretanto o final tem uma pequena reviravolta.


Um dos pontos fortes que podemos citar nessa adaptação, foi o cenário, que recria muito bem os ambientes do século XIX. O figurino é outro ponto alto do filme, e as personagens estiveram impecáveis, especialmente Lady Susan, com vestidos suntuosos a cada novo ambiente. O longa é rico em detalhes, e retrata bem a nobreza da sociedade inglesa dessa época, e, assim como no livro, não deixa de ter seu toque de humor, com personagens caricaturados, como o Sir James Martin, pretendente de Frederica.


Apesar de ser uma história diferente das demais escritas por Jane Austen, Lady Susan, escrito de forma epistolar, também tem seu lugar garantido no coração das fãs, pois no fundo trata-se da mesma temática, de forma diferente, com certeza, mas nos mostra o que já estamos acostumados, uma mulher como protagonista que precisa lidar com as adversidades impostas a ela, querendo encontrar alguém para se casar.

O filme é bem descontraído e cumpre seu papel, nos levando a uma agradável viagem para século XIX.

Produtores: Katie HollyKatie Holly e Lauranne BourrachotLauranne Bourrachot

Roteiro: Whit Stillman

Elenco

Kate Beckinsale: Lady Susan Vernon

Chloë Sevigny: Alicia

Conor Lambert: Wilson

Emma Greenwell: Catherine Vernon

James Fleet (I): Sir Reginald DeCourcy

Jemma Redgrave: Lady DeCourcy

Jenn Murray: Lady Lucy Manwaring

Justin Edwards: Charles Vernon

Morfydd Clark: Frederica Vernon

Tom Bennett: Sir James Martin








domingo, 28 de agosto de 2016

BEDA #28 - [Resenha] Noiva e Preconceito


Sinopse: Na cidade de Amritsar, na Índia, a sra. Bakshi (Nadira Babbar) luta para encontrar bons partidos para suas quatro lindas filhas. Porém tudo vai por água abaixo quando Lalita (Aishwarya Rai), a segunda mais velha, decide escolher seu noivo. Do encontro com o magnata americano William Darcy (Martin Henderson) surge uma relação de amor e ódio. Lalita fica furiosa com o preconceito e a falta de respeito que William demonstra em relação à Índia, enquanto ele fica exasperado com as reclamações da moça, que o considera um americano mimado. Em meio a tantos atritos, nasce uma atração irresistível. 


Noiva e Preconceito é a versão bollywoodiana de Orgulho e Preconceito. O filme é estrelado por Aishwarya Rai, uma das maiores estrelas do cinema indiano, e o ator neozelandês Martin Henderson (Grey's Anatomy). Além disso, temos no elenco Naveen Andrews (Lost e Sense 8) como Balraj - Bingley e Alexis Bledel (nossa eterna Rory Gilmore) como Georgie Darcy. De maneira geral, o filme é fiel aos principais pontos da narrativa de Orgulho e Preconceito, incorporando adaptações relacionadas a cultura indiana e a sociedade no século XXI. Como é comum em filmes de Bollywood, há muita música e dança, como um musical. 

No filme, a tensão entre Lalita e Darcy gira em torno do preconceito que o Darcy tem em relação a certos aspectos da cultura indiana, o que deixa a mocinha bem ofendida. Outro ponto importante é forma como os personagens foram caracterizados. Ela tende a caricatura em alguns casos, como o Mr. Kholi, que é bem inconveniente no filme. Além da Índia, o filme tem locações em Londres e na Califórnia. 

O filme está disponível no catálogo do Netflix e vale a pena ser visto tanto pela diversão proporcionada, uma vez que algumas passagens são bens engraçadas, pela paisagem indiana, pelas músicas e pela percepção de como a narrativa da Austen dialoga com diferentes culturas e permanece atual.



FICHA TÉCNICA

Nome Original: Bride and Prejudice
Ano de Lançamento: 2004
Diretora: Gurinder Chada
Gênero: Comédia/Musical/Romance/Drama
Duração: 112 min