sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[Coisas pelas quais Jane Austen não passou] Aaah... Vai borrar meu Rímel!

Preciso retocar o rímel...

       Aí nós caprichamos na produção: aquela blusa maravilhosa, aquele jeans que levanta o bumbum, cabelo sem um frizz sequer, e a make com aquele olhão marcado. Perfeito! E então o boy escolhe um lindo romance, completamente chorável, bem na estréia. Lá se vai meia hora de preparo no rímel em meio às lagrimas. Quem nunca? 
       Não adianta. Mesmo se não for pelas lágrimas, vai ser o batom que se vai depois da bebida (ou dos beijos?), o delineador naquele dia de calor de 50°C, ou a sombra quando você, acidentalmente, coça o seu olho e esquece que está produzida. Um dos momentos mais comuns na vida de toda mulher, por mais simples que seja a make. Eu por exemplo uso apenas lápis, rímel, blush e batom no dia a dia, e volta e meia estou em apuros. 

       Mas então, será que Jane Austen já passou por isso? Será que ela sentiu a angústia de perceber as lágrimas chegando e ela estar com aquela maquiagem bafônica? A resposta é única: Não! Vamos falar um pouquinho de maquiagem. 

       Mulheres são vaidosas desde que temos registro. É natural querermos nos sentir bonitas, e desde a Bíblia temos exemplos de mulheres que queriam se sentir mais belas do que seu natural. Temos registros da Idade Média retratando cosméticos elaborados, com cores diferentes e fórmulas bastante estranhas. Basta colocar o nome Cleópatra no seu buscador do Google que você vai encontrar uma mulher muito bem maquiada, com o rosto claro - nada comum para uma região como o Egito - e olhos bem marcados.
       No entanto, a maquiagem foi caindo em desuso, e entre a Idade Média e o final do século XIX deixou de ser utilizada. Somente as prostitutas e as mulheres de classe baixa se atreviam a usar cor em suas faces, enquanto que as de classes altas se orgulhavam de sua palidez, a ponto de usarem giz e clara de ovos para dar uma ajudinha. Foi apenas no início do século XX que a maquiagem começou a se tornar comum. No final de 1800 temos a fotografia sendo cada vez mais usada, e o uso da maquiagem se tornou algo habitual para esta época. Os espelhos se tornaram mais acessíveis e cada vez mais pessoas compravam um para suas casas. Enquanto estes dois pontos eram importantes, a chave para o uso habitual da maquiagem foram os filmes, bem mais tarde. Jane Austen veio bem antes disso tudo! 
       Mas o título fala do rímel. O rímel surgiu por volta de 1830, criado por Eugène Rimmel. Nossa diva morreu alguns anos antes, e podemos entender que ela não pôde experimentar esse invento [maravilhoso, por sinal!]. O cosmético "em alta" na época era o pó com base de giz, que deixava as mulheres de classes mais altas ainda mais branquinhas, regra áurea da aristocracia. Elizabeth I usava. 

       Aliás, vamos falar de Elizabeth? 
       Eis aí uma rainha que não poupava para estar bela. A filha bastarda que herdou o trono da Inglaterra queria ser lembrada como algo além de "bastarda", e escolheu para si a característica 'bela' e intocada. Muitos cosméticos foram feitos por farmacêuticos locais, conhecidos como boticários na Inglaterra, e ingredientes comuns incluíam mercúrio, chumbo e ácido nítrico, e há quem diga que sua careca e falta de dentes foi devido ao uso contínuo de tais substâncias - apesar de estudos afirmarem que o real motivo foi a varíola. Devido a isso, os cosméticos começaram a ser vistos como uma ameaça para a saúde na Inglaterra Elizabethana.

       Mas e Jane? 
       Bom, sabemos [ou vamos descobrir agora ;)] que o sr Austen era Pároco, religioso. Não eram uma família rica, e, não sei os outros, mas Jane não era muito dada a vaidades. Não seria de seu feitio ficar horas a frente do espelho se maquiando. Talvez um pouco de pó e algum blush - rouge!, que surgiu no século XVIII por Alexander Bourjois. Ou nem isso. Tapinhas e beliscos nas bochechas funcionavam muito bem a esse propósito, já que era um absurdo uma mulher ficar corada na frente de um homem. Mas Michelle, e se o homem em questão falar algo impróprio ou a elogiar? Ah, querido leitor, falaremos disso em breve, numa próxima publicação da série Coisas pelas quais Jane Austen não passou! 


http://historiadaestetica.com.br/blog/page2/2015/09/16/d9376a88-efe8-45db-9992-23738b77131d.aspx http://www.sobrebeleza.com/sobre-maquiagem/historia-da-maquiagem.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Mais que Uma Escolha

Título Original: Mais que Uma Escolha
Autora: Bruna Longobucco
Editora: Publicação Independente
Páginas: 221
Sinopse: Sara é filha de pais separados. A mãe, Maria, é uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos. Seu pai, Almir, é um fazendeiro rico e tacanho. Não consegue lidar com a filha e a associa à ex-mulher, por quem sente profunda mágoa, o que forma um abismo entre eles. Por imposição da mãe, Sara de repente é forçada a largar a faculdade e a cidade onde vive para passar um tempo na fazenda do pai, no interior de Minas Gerais. E lá ela se envolve com Caio, o jovem administrador das terras com quem Almir tem uma forte ligação. Antes que a razão possa se manifestar, nasce ali um amor forte e incontrolável. Porém, uma série de enganos e contratempos acaba por separar o casal. O tempo passa. Sara se torna uma profissional realizada, tem um filho de 5 anos e muitas contas para acertar com o pai e o ex-marido. Quando conclui sua Residência em Medicina Veterinária ela decide que chegou a hora de enfrentar o passado e sua volta intempestiva vai surpreender a todos que vivem na Fazenda Fivela de Ouro. O que ela não sabe é que ainda existe alguém capaz de tudo para impedir que ela se aproxime de Caio. Mais que uma escolha é um romance envolvente e cheio de conflitos. Uma história de desencontros, suspense e paixão.

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Esse livro foi um dos que adquiri na Bienal esse ano e tive a grande honra de conversar com a autora que foi super simpática e me contou um pouco sobre a historia, é claro que fiquei curiosa e não pude deixar de comprar.

Adoro incentivar autores nacionais e ainda mais aqueles que valorizam o nosso país, alguns autores nacionais usam cenário de outros países o que as vezes não faz muito sentido, mas nesse livro conseguimos viajar para o estado de Minas Gerias, da até para sentir cheirinho de pão de queijo.

A trama não envolve somente o romance entre o peão e a mocinha da cidade filha do patrão, ela foca bastante em relacionamento familiar e em como um mal entendido pode mudar todo rumo da nossa historia.

A narrativa é super gostosa de ler e os personagens são super cativantes. Caio e Sara vivem um romance tão bonito e puro, mas que acaba sendo prejudicado pela inveja de varias pessoas a sua volta.

A historia começa com o prologo na adolescência de Sara, uma menina que ao meu ver é mimada e egoísta, e logo passa para o que seria a fase adulta dela. Aos poucos você vai desvendando o motivo da personalidade dela( Sara) ser assim e junto com cada página você consegue presenciar o crescimento dela como pessoa. Confesso que durante boa parte do livro eu não gostei da personagem, achava ela um pouco insuportável, mas fui descobrindo um lado melhor dela conforme o desenrolar da narrativa. Já Caio podemos dizer que é o perfeito herói, sensível, dedicado e extremamente apaixonado pela protagonista. A diferença entre a vida deles é bem grande e acompanhar como juntos eles superam cada obstaculo e, é claro, os vilões da historia é bem divertido e emocionante.

Vale muito a pena ler o livro, li ele em três dias. Para quem está procurando alguma coisa leve, gostosa de ler e cheia de reviravoltas é super indicado ler ele.





terça-feira, 4 de outubro de 2016

TOP Comentarista Especial

Senhoras e Senhores...

VOLTAMOS!!!!!!!!!! 


E voltamos com a corda toda!
Esse mês teremos uma edição especial do TOP Comentarista que vocês já conhecem, no entanto, fiquem atentos pois nem todas as postagens estarão concorrendo.


  • Apenas as postagens de JULHO, AGOSTO, SETEMBRO E OUTUBRO terão comentários válidos para a promoção;
  • Para que seu comentário seja válido, você precisa logar com o Disqus, que você pode sincronizar com a sua conta do facebook, por exemplo. Super fácil;
  • Você pode comentar quantas vezes quiser, mas o que vale é a quantidade de postagens que você comentou. Não adianta comentar 30 vezes numa única postagem, pois qualquer um que comentar uma vez em duas postagens vai ganhar de você;
  • Os comentários precisam ter conteúdo, e nós só consideraremos os comentários de quem realmente dedicou algum tempo lendo o post. Não nos enrolem, hein! Estamos de olho! Mr. Darcy é muito exigente, como vocês já sabem!
  • Aquela pessoa que comentar na maior quantidade de posts, leva o prêmio. Caso haja empate, sortearemos entre os maiores comentaristas.
E por falar em prêmio...
Dessa vez a Editora Arqueiro, nossa parceira, vai nos ajudar nessa parte. O livro prêmio será o lindo Quando o Amor Bater a Sua Porta, da Samantha Holtz.

Então, gostaram?
Corre pra comentar!
O resultado sai no dia 02 de novembro. Ate lá, boa sorte!

PS.: Aqueles que já ganharam prêmio nas outras edições do TOP Comentarista das Garotas de Pemberley: Hora de dar a vez pros amiguinhos! Quem já ganhou não vai ganhar dessa vez, ok?! Não fiquem tristes. Mas é que queremos dar presente para todos! :*