
Será
que existe um padrão para as mulheres e seus finais felizes? As vezes tentam
nos persuadir que sim, dissuadir nossos ideais para acreditarmos nos ditames da
sociedade. A Disney cansa de apresentar, a cada dia, que apenas as “princesas”
tem finais felizes, aquelas em geral ingênuas, magras, lindas, sensíveis. Mas
será que isso é verdade? Existe um padrão para finais felizes? Bom, acho que
não. E tenho certeza que Jane Austen concorda comigo.
Como
você é? Sensível? Romântica? Impulsiva? Ingênua? Sagaz? Forte? Fria? Modesta?
Saiba que, independente de quem você seja, não existe uma regra para o seu
biótipo. A não ser que você seja uma vilã... vilãs não costumam ter finais
felizes. Mas eu sei que você não é uma vilã! Então, você está com sorte.
Jane
Austen fez questão de, em cada um de seus livros, descrever uma heroína diferente
das demais. Elizabeth Bennet, Catherine Morland, Fanny Price, são exemplos de
mulheres completamente diferentes umas das outras, mas que alcançaram seus
finais felizes. Somos perfeitamente capazes de correr atrás de nossa felicidade,
como elas fizeram. Vamos entender melhor.
Prática, ajuizada, discreta, embora seja tremendamente sensível e
permita que governem sua cabeça, tem um lado emocional profundo que poucas
pessoas veem. Essa parece você? Elinor
Dashwood tinha seus defeitos, mas lutou por seu final feliz ao lado de sua
irmã, Mariane Dashwood, impulsiva,
romântica, impaciente, e talvez um pouco honesta demais. Gosta de poesia
romântica e novelas, e toca o piano lindamente, sente profundamente e ama
apaixonadamente. Qual delas reflete mais a sua personalidade? Nenhuma delas? E
que tal calma, fiel, e moralmente honesta, ama profundamente... e morre de
ciúmes. Então, Fanny Price te
representa? Ainda não? Bom, você pode ser uma líder, gostar de ser a rainha do
seu círculo social, e sente que é seu dever ajudar os menos influentes., muitas vezes se intromete nos assuntos dos
outros, embora o faz com um coração puro. Muitas vezes se engana com uma
imaginação fértil e fantasiosa, mas suas boas intenções e espírito criativo
fazem de você alguém que alguém poderia gostar. Melhorou? Ainda não? Ok, Emma Woodhouse não representa muita
gente, mas e Anne Elliot? Facilmente
persuadida, particularmente quando amigos e parentes tentar usar "o
caminho Elliot" contra você, mas
isso não significa que não tenha convicção. Na verdade, seu senso de dever é
esmagador, e mesmo que não
arrisque o pescoço, muitas vezes aprendeu a falar quando é preciso. Sabe como lidar com situações difíceis
e ama profundamente e constantemente. Não importa qual seja o seu defeito, é
justamente ele que te faz perfeita e única!
Percebeu que
não houve nenhuma descrição de princesa aí em cima? Pois bem, Jane Austen
deixou claro que a princesa vive dentro de cada uma de nós, e nós podemos sim
escolher como lidar com ela. O Dia Internacional da Mulher veio pra mostrar o
quanto você, mulher, é forte, dedicada e capaz. Capaz de estar certa, de
enfrentar os problemas de cabeça erguida, de fazer boas escolhas sozinha.
Você gosta de um bom romance gótico? É imaginativa e
ingênua e ao mesmo tempo cativante e desconcertante? Catherine
Morland teve seu final feliz sem precisar ser “a mulher perfeita segundo a
sociedade”. E o que dizer de Elizabeth
Bennet? Inteligente, espirituosa, e tremendamente atraente, tem uma boa cabeça em seus ombros, e
muitas vezes se sente diferente dentro da sua realidade, mas para quem não
parece muito perfeito a seus olhos, tem uma tendência ao preconceito que
serve-lhe muito mal, de fato. E eu
poderia citar muitas outras mulheres, como a cândida Jane Bennet, ou a egoísta Lady
Susan, mas a questão é: se seu final feliz não chegou, não é por conta de
sua personalidade. Nós lutamos muito pra conseguir o nosso lugar na sociedade
pra chegar agora e abaixar a cabeça pra o que ela dita? Não. E hoje o dia é
nosso para nos lembrar disso.

Não
somos fracas. Não devemos estar em segundo plano. Devemos ter nossas próprias
opiniões e elas devem ser ouvidas. Jane Austen teve muitas opiniões com
respeito a sociedade, e deixou-nos o legado de passar a frente seus
pensamentos. Não importa nossa idade, classe social, cor, localização
geográfica, devemos lutar pelo nosso espaço, nossos direitos, e é claro, pelo
amor. Com certeza existe um Mr. Darcy, um Capitão Wentworth, um Henry Tilney,
ou um Mr. Knightley por aí, a nossa espera!
Feliz
Dia Internacional da Mulher!