Mostrando postagens com marcador Emma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emma. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de dezembro de 2016

Maratona Jane Austen Day na Netflix

Quer programa melhor para esse fim de semana cinzento (pelo menos aqui na região sudeste está assim) do que assistir os filmes inspirados ou relacionados na obra da Jane Austen? No momento a Netflix está com seis filmes assim. Aperte o play e binge-watching!!!


1 - Emma (1996)


A jovem e agradável Emma Woodhouse (Gwyneth Paltrow) adora cuidar dos problemas de outras pessoas. Ela se dedica incessantemente a unir homens e mulheres que na teoria tem tudo para dar errado. Apesar de lidar corriqueiramente com o romance, Emma é confusa em relação aos seus sentimentos, sobretudo os que envolvem o Sr. Knightley (Jeremy Northam). (Ganhador do Oscar 1997 de Melhor Trilha Sonora Original. Filme com um elenco simpático e meu Mr. Knightley favorito!!!)








2 - Palácio das Ilusões (1999)


Aos 12 anos de idade a jovem Fanny passa a morar de favor em Mansfield Park, a casa do esposo de sua tia, Sir Thomas Bertram (Harold Pinter). Inteligente e estudiosa, ela logo se torna amiga de seu primo Edmund (Jonny Lee Miller), o filho mais novo de seus tios, apesar de ser sempre destratada por seu tio e pelas suas primas fúteis. Com o passar do tempo Fanny se torna uma bela mulher, que acaba chamando a atenção de Henry Crawford (Alessandro Nivola), jovem que se tornou recentemente seu vizinho juntamente com sua irmã, Mary (Embeth Davidz). Notando o interesse de Henry por Fanny, os tios dela logo promovem um encontro entre os dois para logo depois se sentirem revoltados com o desprezo que a jovem demonstra pelo seu novo vizinho. (De onde tiraram esse título em português é uma questão que nunca entenderei. Jonny Lee Miller também foi protagonista de outra adaptação de Jane Austen, a minissérie Emma, 2008).


3 - Noiva e Preconceito (2004)


Na cidade de Amritsar, na Índia, a sra. Bakshi (Nadira Babbar) luta para encontrar bons partidos para suas quatro lindas filhas. Porém tudo vai por água abaixo quando Lalita (Aishwarya Rai), a segunda mais velha, decide escolher seu noivo. Do encontro com o magnata americano William Darcy (Martin Henderson) surge uma relação de amor e ódio. Lalita fica furiosa com o preconceito e a falta de respeito que William demonstra em relação à Índia, enquanto ele fica exasperado com as reclamações da moça, que o considera um americano mimado. Em meio a tantos atritos, nasce uma atração irresistível. (E não é que Jane Austen e Bollywood deu uma mistura interessante e divertida?) Resenha aqui.




4 - Orgulho e Preconceito (2005)


Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem. (Emma Thompson, Elinor Dashwood em Razão e Sensibilidade 1995 participou do roteiro, apesar de não ter sido creditada. Keira Knightley foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel e o diretor Joe Wright ganhou o Bafta de Melhor Revelação em 2006. Meu primeiro contato real com Jane Austen, há 8 anos. Já sei o filme de cor!!!). Resenha aqui.


5 - Amor e Inocência (2007)


1795. Jane Austen (Anne Hathaway) tem 20 anos e começa a se destacar como uma escritora. Enquanto ela está mais interessada em desvendar o mundo, seus pais querem que ela logo se case com um homem rico, que possa assegurar seu status perante a sociedade. O principal candidato é o sr. Wisley (Laurence Fox), neto da aristocrata Lady Gresham (Maggie Smith), mas Jane se interessa é pelo malandro Tom Lefroy (James McAvoy), cuja inteligência e arrogância a provocam. (Cinebiografia fofinha, a gente fica com a aquela sensação “bem que Jane merecia um romance como os que escreveu”. James MacAvoy <3). Resenha aqui.




6 - Austenlândia (2013)


Com mais de 30 anos de idade, Jane Hayes (Keri Russell) não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem do seus sonhos pode se tornar uma realidade. (Baseado no livro de mesmo nome da escritora Shannon Hale. J.J. Feild, no filme Mr. Henry Nobley, um dos atores do resort, interpretou um mocinho Austen em Northanger Abbey, 2007, onde fez Mr. Henry Nobley. Austenlândia é garantia de boas gargalhadas.)

Sinopses - Fonte: Adoro Cinema

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Jane Austen no cinema




Hoje, 13 de outubro, é comemorado o dia do escritor. E nada melhor do que esse dia para falarmos da nossa querida Jane Austen, não é mesmo? Todos nós que a adoramos sabemos que, apesar de sua criação literária não ser vasta, sua qualidade é inegável. Não é a toa que ela é considerada a maior escritora de língua inglesa de todos os tempos. Um fato interessante que podemos observar hoje, é que inúmeras obras já foram criadas a partir da produção literária austeniana. São livros, fanfics, filmes, contos, enfim, criações que inspiraram e inspiram seus fãs a criarem e recriarem histórias e personagens.

Várias de suas obras já foram adaptadas para o cinema, e tantos outros filmes que não levam o nome de adaptação, foram inspirados em seus livros e personagens. Há um universo para deleitar-se para quem é fã de Austen. Uma das adaptações mais famosas é a do livro Orgulho e Preconceito, de 2005, assinada pelo diretor Joe Wright. Quem nunca suspirou com Matthew Macfadyen interpretando Mr. Darcy?

Mas hoje vamos falar de outros três filmes, adaptações de outros livros da nossa querida escritora. O primeiro deles é do meu segundo livro preferido da Jane (Orgulho e Preconceito sempre vai ser o primeiro), Persuasão, de 2007. Dirigido por Adrian Shergold, o filme conta com Sally Hawkins, como Anne Elliot, e Rupert Penry-Jones (suspiros) como Capitão Wentworth.



Particularmente, eu gosto muito desse filme. Ele é literalmente uma viagem pelo romance da Jane. Há quem critique um pouco a escolha da atriz, pela sua falta de beleza, mas é exatamente assim que ela é descrita no romance. 

O filme mostra-se bem fiel ao livro (apesar de eu não considerar esse um requisito para uma boa adaptação), conta-nos exatamente os tormentos pelos quais passa o coração da nossa heroína Anne, que mostra-se bem resignada por não ter o amor de Wentworth, já que ela o recusou há oito anos. Mesmo conformada, ela sofre ao ver seu amado dispensar atenções às outras moças, preterindo-a sempre. Entretanto, Wentworth age mais por orgulho ferido, pois ele também nunca deixou de amar Anne. Bem, como sabemos que os romances austenianos sempre caminham para um final feliz, posso citar que Wentworth escreve uma carta a Anne (ahhh, as cartas....), confessando-lhe que sempre a amara. O final (tanto do livro quanto do filme) é encantador.



O segundo livro que falaremos é Emma. Quem não conhece, admira e adora a nossa cupido? Esse romance foi muito bem retratado em um filme homônimo, de 1996, dirigido por Douglas McGrath. No elenco temos Gwyneth Paltrow interpretando nossa protagonista e Ewan McGregor como Mr. Knightley. O casal de amigos convive durante toda a história. Mr. Knightley, mais velho que Emma, é sempre sua companhia, mas dá conselhos e broncas como ninguém quando acha que a amiga passa dos limites.



Ver esse filme é revisitar o romance. Tudo impecável, cenário, figurino, personagens... E muita intromissão de Emma na vida amorosa de seus amigos. Mas como sabemos, no final ela que acaba se apaixonando pelo seu melhor amigo. O filme ganhou o Oscar na categoria de melhor trilha sonora, que realmente é apaixonante.




O terceiro filme foi baseado em Mansfield Park, e tem o nome de Palácio das ilusões, de 1999, dirigido por Patricia Rozema. A nossa protagonista, Fanny Price, é interpretada por Frances O’Connor, e Edmund Bertram por Jonny Lee Miller. O filme é bem ambientado e produzido, o cenário é fascinante, propício para contar as desventuras de Fanny, desafortunada, desprezada, ninguém a entende, exceto Edmund, seu primo e melhor amigo. Ele a compreende como ninguém, e é o único refúgio de Fanny, que tão jovem se vê obrigada a morar num estranho palácio, cercada de pessoas que, apesar de preocupadas com sua criação e bem estar, pouco se lembram que ela é uma jovem com sentimentos.


Aos poucos Fanny se desenvolve, tornando-se tão inteligente e independente (conforme a época permitia), e torna-se nossa heroína. Uma coisa admirável em sua personalidade é a recusa constante de seu pretendente, Henry Crowford (Alessandro Nivola), mantendo-se fiel ao seu amor secreto pelo primo e melhor amigo. O filme retrata bem o romance, e tornou-se um dos meus preferidos.



Passear pelo universo criado a partir dos romances de Austen é sempre prazeroso, espero que assistam aos filmes e façam suas comparações com os livros, pois o bom leitor sempre terá elogios e críticas quando o assunto é: adaptação de nossos livros preferidos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Clube do Livro: Emma (2009)



Título original em inglês: Emma
Título no Brasil: Emma
Ano produção: 2009
Dirigido por: Jim O’Hanlon


Emma foi o quarto livro publicado por Jane Austen, em 1815-1816. Para quem não conhece a história (resenhada aqui), Emma é uma jovem linda, inteligente e rica, que não está interessada em relacionamentos amorosos para si, mas acha que é uma boa ideia se intrometer na vida amorosa dos outros. E é justamente suas ações como “casamenteira” que movimentam a trama. 

Em 2009, a BCC levou ao ar uma minissérie em 4 episódios da obra. A responsável pelo roteiro foi Sandy Welch, que também escreveu os roteiros das minisséries Jane Eyre e North & South. O casal protagonista foi interpretado por Romola Garai (Atonement) e Jonny Lee Miller (Trainspotting). No elenco também encontramos Michael Gambon, o professor Dumbledore de Harry Potter, como Mr. Woodhouse, pai da protagonista. 



De maneira geral, a minissérie agradou as integrantes do nosso grupo. Os protagonistas foram elogiados, assim como o roteiro, que manteve a essência da obra original. O único porém ressaltado foi o núcleo do Frank Churchill. Filho do primeiro casamento do Mr. Weston, mas que foi criado pelos tios maternos, Churchill e Emma ficam próximos assim que se conhecem. Eles adoram implicar com Jane Fairfax, sobrinha de uma das moradoras da região, mas o seu comportamento diante da sociedade de Hartfield esconde seus verdadeiros sentimentos. Porém, para quem não leu o livro, essa parte da história pode ficar um pouco confusa. 

Emma e Frank Churchill

Outro ponto de destaque foi o figurino. O figurino da minissérie é impecável e totalmente condizente com os trajes usados na época. A figurinista conseguiu deixar as peças com um toque atual sem sair do que era usado naquele período de modo a deixar a obra mais agradável ao olhar dos expectadores.A escolha das cores usadas em cada personagem também ajudou a construir a personalidade deles, como por exemplo, os figurinos usados pela Emma, conseguiu mostrar as confusões da personagem e sua teimosa perante as situações. 



Assim, aproveitem que o bicentenário de Emma ainda não acabou e assitam a minissérie!!! E não se esqueçam de comentar conosco aqui no blog e em nossas redes sociais o que acharam!!!

sábado, 15 de agosto de 2015

Dia dos Solteiros

Falemos então dos solteiros. Não aqueles que estão sozinhos, tristes, comendo brigadeiro e indo a baladas beijando de boca em boca pra “sobreviver”. Falo daqueles convictos, de bem consigo mesmo, felizes com sua situação, sentindo-se completos sendo apenas um, e não dois (afinal, porque precisamos de uma segunda pessoa para estar completos? Estamos inteiros, ora bolas!) Sendo assim, tiramos das narrativas de Jane Austen uma solteira dessas.

Emma Woodhouse


Rica, bonita, influente, inteligente, feliz, bem relacionada, Emma Woodhouse afirmava que “Solteiros têm o poder!” Ok, não era bem assim que ela falava, mas era tipo isso.
“- Não se preocupe, Harriet, não serei uma pobre solteirona; e é a pobreza apenas o que torna o celibato lastimável para almas generosas! Uma mulher solteira com uma renda muito baixa pode ser uma solteirona ridícula e desagradável, motivo de escárnio para as crianças; mas uma mulher solteira de boas posses é sempre respeitável, e pode ser tão sensível e agradável como qualquer outra pessoa.”
Emma sabia de sua condição financeira, e não sentia falta de uma relação amorosa. Nem procurava nada nesse sentido para si. Mas para os outros – aqueles que precisavam – ela se empenhava. Casamenteira sem vocação, a protagonista vem mostrar uma grande polêmica da época: casamentos por interesse ou comodismo. Observamos em muitos casos mulheres relativamente pobres, que consideram o casamento como seu maior objetivo de vida, pois isso assegurava segurança e conforto. Contudo, Emma já era segura, e possuía meios suficientes para casar apenas por amor. Por isso se sentia tão bem em seu estado solteiro.
Mas e hoje? Hoje uma mulher pode batalhar e correr atrás do próprio sustento, não dependendo mais de casamentos proveitosos. Sendo assim, o que aprender com Emma Woodhouse? Simples: Autoconfiança e Amor Próprio. Tinha consciência de que era respeitada, e considerada agradável por todos em seu círculo de amizades. Era simpática, sorridente, amigável, extrovertida, apesar de um pouco orgulhosa, e mimada pelo pai. Mas isso não a impedia de ser querida. Pelo contrário, vivia recebendo visitas, convites e elogios.

Emma Woodhouse vem mostrar que não precisamos encontrar alguém e casar para viver “felizes para sempre”. Devemos estar felizes, e assim, cativar o respeito, a admiração, e o amor! Ser feliz consigo mesmo, e amar a si próprio, são os segredos para ser um(a) solteiro(a) bem sucedido.  


COLABORAÇÃO: Ádac Barbosa, Camila Rocha, Rafaela Degliomini. (Obrigada meninas!)