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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

BEDA #26 - GDP Entrevista: Augusto Alvarenga


Augusto Alvarenga nasceu no interior de Minas, em João Monlevade, e atualmente mora em Belo Horizonte. É libriano, estudante de cinema, apaixonado por romances e histórias inspiradoras. Se diz viciado em narrativas – escritas, vistas ou contadas. Publicou seu primeiro livro, “Um Amor, Um Café & Nova York” em 2014, o segundo volume no ano seguinte. Seu maior desejo é conseguir tocar, cada dia mais, o coração das pessoas com suas palavras e páginas. Nessa entrevista ela vai falar um pouco sobre a carreira e suas obras.

1 - Quando e como você começou a escrever?

Eu comecei a escrever lá em 2010. Eu tinha 14 anos e tava querendo desabafar diversos sentimentos pelos quais eu estava passando, mas não sabia como fazer isso (já que não queria falar sobre). Acabei descobrindo a escrita, me apaixonei e não parei mais...

2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?
Sempre que eu tenho uma ideia eu tento insistir nela por um tempo, pensar mais, explorar as possibilidades. Aí eu sempre tenho um caderninho comigo que eu costumo anotar tudo, todos os principais acontecimentos, uma espécie de “roteiro”, e procuro filmes parecidos para me ajudar a ambientar também. Depois, crio uma playlist especial e começo a escrever... Já a inspiração me vem muito na rua, “do nada”. As vezes estou no ônibus indo para a faculdade, ou na rua enquanto passeio com meu cachorro, e vem a ideia. Corro para casa (ou para o meu caderninho) para poder anotar tudo.

3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?

Com certeza! No curso de cinema, além de aprendermos a fazer roteiros/criar personagens/explorar histórias, estamos sempre vendo filmes, curtas e coisas inspiradoras... então tudo isso acaba me ajudando demais na hora de escrever.

4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?

Com certeza, pretendo explorar. A questão das diferenças vem muito dos personagens, eles quem ditam como a história vai ser contada, como é o romance etc. Como os personagens são diferentes, acaba nunca tendo uma formula específica, e isso me ajuda muito a não ter uma zona de conforto. Não quero me prender em nada, então, veremos o que me inspira e consigo trabalhar de forma bacana...

5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?

Não... E eu quase nunca planejo isso. Penso numa história, e durante o desenvolvimento, se vejo que ela ficaria grande demais ou com potencial, eu acabo fazendo mais volumes. Os leitores também pedem muito certas continuações, mesmo que elas não estejam no planejamento. Acho que ambos os livros (únicos ou séries) são desafiadores, e eu realmente não tenho preferência... realmente, vai do que a história pede.

6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?

Ambas as coisas. Por exemplo, eu nunca fui à Nova York mas sou apaixonado pela cidade desde pequeno. Então, já sabia de algumas coisas que eu gostaria de fazer/visitar lá caso fosse, e aí coloquei tudo nos meus personagens. É sempre um pedaço de mim, com muuuuuita pesquisa, e um rumo próprio que a história sempre toma.

7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?
Acho que o maior desafio no 1+1 foi dividir a história com alguém e saber onde aceitar as opiniões, onde ceder e onde se manter firme. É saber que não é uma história só sua, e fazer concessões pelo bem da história nem sempre é a coisa mais fácil...



8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?

Eles sempre me apoiam muito, e isso é muito bom. É sempre legal quando muitas vezes, vem parentes de outras cidades e a gente se encontra no lançamento, sabe? Acaba virando uma festa, e isso é muito gostoso. Meus pais são muito divulgadores, e isso também é bem engraçado. Eles estão sempre interessados com o que ando escrevendo, em como anda o mercado, e isso deixa as coisas um pouco mais fáceis.

9 - Qual é a importância da representatividade em obras voltadas para o público jovem adulto?

Na minha opinião, é das coisas mais importantes. É um tema que pretendo trabalhar sempre – independente do “tipo” de representatividade. Vivemos em um país tão abundante e diferente, que limitar os personagens e suas histórias a estereótipos e padrões é um absurdo. Por isso, pretendo sempre abordar o tema, colocando sempre personagens reais e situações reais nos meus livros, para que as pessoas possam ler e, com sorte, se enxergarem ali.

10 - Como é seu relacionamento com a atual editora?

Até o momento, as coisas têm funcionado bem e temos sempre trabalhado em conjunto, eles respeitam muito minhas opiniões e isso é bem importante.

11 - Quais são seus autores favoritos?

Tenho diversas inspirações nacionais e internacionais... acho que do Brasil, podemos listar a Bianca Briones, o Daniel Bovolento e uma galera que acabou virando amizade, que é algo ótimo. Já nos internacionais eu gosto bastante do John Green, mas tenho tido menos autores “favoritos” e mais “obras” favoritas recentemente...

12 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?

Eu tento usar as mais práticas, tipo o Instagram/Snapchat/Facebook e Twitter. A interação com os leitores nessas quatro é mais fácil, então eu acho ótimo. Eles estão sempre mandando fotos, mensagens e comentários, que acabam por nos aproximar bastante, e isso é uma delícia. Esse contato direto, eu lançando textos/livros e el@s respondendo quase imediatamente...





13 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?

Estarei na Bienal todos os dias, e estou suuuuuuper animado para rever/conhecer meus leitores Paulistas (e de todos os lugares do Brasil que estiverem por lá). 

14 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?

Eu e os autores da editora D’Plácido temos um livro de contos em conjunto, que diferente dos outros atuais, são interligados. Ou seja, o meu personagem participa da história da Adelina, que participa da história da Lavínia – que também está no meu, e essa mistura toda foi muito deliciosa. Esse livro vai ser lançado em breve, assim como o Um Amor, Um Café & Nova York 3...

OBRIGADA!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

BEDA #19 - GDP Entrevista - Lavínia Rocha



Lavínia Rocha tem 19 anos e é mineira de Belo Horizonte. Publicou em 2010 seu primeiro livro, “Um amor em Barcelona”, e em 2014, “De olhos fechados”. “Entre Três Mundos” (resenha em breve), o primeiro de uma trilogia de fantasia, foi escrito aos doze, reescrito aos dezessete, e lançado no ano passado. Essa semana lança em BH o segundo livro da série, “Entre Três Segredos”. Costumava morrer de vergonha só de imaginar as pessoas lendo seus livros e confundindo-a com suas personagens principais, mas depois percebeu que personagens são como filhos: sempre adquirem características de quem os cria. Lavínia adora o contato com leitores nas redes sociais, bienais, palestras e bate-papos nas escolas – e acredita que essa relação é um dos melhores presentes que a carreira de escritora lhe deu.




1 - Quando e como você começou a escrever?

Eu tinha 11 anos e vi que adorava inventar histórias para os deveres de Produção de Texto, mas me irritava o limite de 30 linhas que a professora determinava. Então decidi escrever no computador do tamanho que eu quisesse. Só que naquela época, eu ainda não sabia que o que eu escrevia viria a se tornar livros...


2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?

Na maioria das vezes, não sei aonde a história vai chegar. Tenho uma ideia inicial e vou desenvolvendo meus personagens, seus problemas, suas relações. Aos poucos mais ideias vão surgindo, e eu vou moldando o livro de acordo com o que quero que aconteça. É muito comum eu ter uma ideia no meio do livro e mudar algo no início para encaixar bem.
Minha inspiração vem de tudo: vida real, outros livros, filmes, séries...


3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?

Eu acabei de começar a cursar História, então ainda não percebo influência, mas acredito que vá acontecer.


4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?

São livros bem diferentes de escrever, porque, por exemplo, na fantasia tive mais liberdade para criar, já nos outros, existiu uma maior preocupação com a realidade. Me encontrei bastante na fantasia e acredito que continuarei nesse gênero.


5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?

Minha primeira experiência de série é com Entre 3 mundos, mas gostei tanto que passei a preferir série a livro único.



6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?

Desde o meu segundo livro, passei a preferir nosso país como cenário. Em De olhos fechados, embora se passe em minha cidade, exigiu muita pesquisa de mim, porque trago um pouco da história dos pontos turísticos de BH. Já em Entre 3 mundos, não houve essa necessidade, pois o livro se passa em um Brasil fictício.


7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?

O primeiro desafio é vencer a insegurança de entregar algo que atenda ou supere as expectativas dos meus leitores. O retorno que venho recebendo de Entre 3 mundos é tão positivo, que bate aquele frio na barriga de não agradar tanto quanto. Além disso, é preciso tomar muito cuidado com detalhes do primeiro livro que precisam ser retomados, porque não pode haver nenhum tipo de contradição. Mas de uma maneira geral, gostei muito de escrever uma continuação. Não precisei mais apresentar os personagens, então pude desenvolver ainda mais as relações e as características.



8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?

Eles são meus maiores apoiadores! Sempre me ajudam a divulgar meu trabalho e me dão a maior força para seguir o meu sonho.


9 - Qual é a importância da representatividade em obras voltadas para o público jovem adulto?

É uma das coisas mais importantes para mim! A literatura tem um poder de influência fortíssimo, e usá-lo para o bem é muito positivo para a nossa sociedade. Fora isso, fazer com que nossos jovens se sintam representados nas histórias é importantíssimo para autoestima e para a quebra de estereótipos.


10 - Como é seu relacionamento com a atual editora?

É ótimo! Acho muito bacana o apoio que a D’Plácido dá aos jovens escritores brasileiros!


11 - Quais são seus autores favoritos?

Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Paula Pimenta, Marina Carvalho e Carina Rissi.


12 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?

É fundamental. Me comunico muito com meus leitores através do Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat e Youtube. Eles fazem perguntas, ficam sabendo das novidades sobre minha carreira e acabam se sentindo mais próximos de mim.




13 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?

Estou superanimada! Vai ser minha primeira participação na Bienal de São Paulo, e espero que seja um evento muito bacana! Estarei lá do dia 26/08 até o dia 3/09, no estande da Leitura.


14 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?

Meu próximo projeto é o livro de contos, “Amores Improváveis”, com os outros cinco autores de literatura da D’Plácido (Bibi Ribeiro, Adelina Barbosa, Fernanda Medeiros, Augusto Alvarenga e Mariana Cestari). Ainda não temos a data do lançamento, mas os contos já estão todos escritos. Depois disso, é provável que eu comece a escrever o último livro da trilogia Entre 3 mundos, mas ainda não faço a menor ideia de quando ficará pronto tampouco de quando será o lançamento (espero que não demore tanto haha).

OBRIGADA!!!

Imagina, foi um prazer! *-* 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

BEDA #12 - GDP Entrevista: Samanta Holtz

Samanta Holtz nasceu no dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro. Começou a escrever ainda na adolescência, mas só em 2012 publicou seu primeiro livro, o romance histórico “O Pássaro”, com o qual foi premiada nos “Destaques Literários 2012”. Em 2013 publicou “Quero ser Beth Levitt” e em 2014, o livro escrito na adolescência, “Renascer de um Outono”. Também em 2014 recebeu a nomeação de Escritora Humanitária, que integra o prêmio Anita Garibaldi – em defesa dos direitos da mulher. Nessa Bienal do Livro de São Paulo, lançará seu quarto romance, “Quando o amor bater à sua porta”, pela Editora Arqueiro. Nessa entrevista, ela conta um pouco sobre a carreira como escritora, sobre seu mais novo trabalho e suas preferências literárias.

1 - Quando e como você começou a escrever?

Quando criança, meu sonho era ser redatora do Maurício de Sousa, quando eu crescesse! Então, aos 7 anos de idade, comecei a montar minhas próprias “histórias em quadrinhos”, desenhando histórias e personagens criados por mim em grandes blocos de papel sulfite grampeados no meio. Então, vieram os diários, poesias, cadernos de textos... e, aos 14 anos, comecei a escrever romances. Foi ao acaso, eu me sentei para escrever uma história pensando que ela viraria um conto e, quando percebi, ela tomava cada dia mais forma. Foi assim que nasceu “Renascer de um Outono”, meu primeiro romance, concluído aos meus 16 anos de idade.

2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?

Para mim, não há maior inspiração do que a natureza! É lá, entre árvores e silêncio, que minha mente que acalma e tira todos os obstáculos até minha alma, que é a fonte de todas as ideias. Quando tenho uma ideia, a primeira coisa a fazer é anotar tudo o que posso pensar a respeito dela – personagens, possibilidades, caminhos, começos, meios, fins. É nesse “brainstorm” de anotações que surgem várias ideias e possibilidades novas! Também é sempre legal discutir possibilidades com minhas leitoras beta, elas acabam me apresentando ângulos que talvez, sozinha, eu não tivesse pensado. Então, quando tenho o começo, meio e fim da história idealizados e decididos, monto o roteiro e a ficha técnica dos personagens. Só então, começo a, literalmente, escrever! Gosto de escrever ouvindo música e, antes de me sentar ao computador, encher-me de energia positiva e acalmar a mente, às vezes com meditação (quando sinto que estou muito agitada). Amo o processo de escrita e, nele, muitas vezes, nascem até novas ideias, que depois preciso mudar lá no roteiro! É o momento em que minha alma trabalha por mim!

3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?

Bastante! Sou formada em Publicidade e Propaganda, e isso ajuda muito na divulgação do meu trabalho, dos eventos e das minhas obras. Apesar das editoras com as quais trabalho terem seus departamentos de marketing e comunicação, nada substitui a divulgação do próprio escritor diretamente ao seu público!

4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?

O amor pode acontecer e ser explorado na literatura de tantas formas, em tantas épocas e meio a tantas culturas diferentes que, para uma escritora, é sempre delicioso explorar novas formas! Já escrevi romance histórico, romance no estilo “contos de fadas”, drama, primeira pessoa, terceira pessoa... tudo é literatura, tudo é escrita e tudo é maravilhoso! Cada estilo tem seus desafios e suas delícias, claro, mas eu não elegeria um favorito. Creio que cada história pede um jeito de ser contada, um ambiente, uma voz. Um gênero que tenho bastante vontade de explorar, quem sabe em um futuro próximo, é o suspense / policial!


5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?

Até hoje, escrevi apenas livros únicos, mas não foi por “não gostar de séries”, e sim pelo perfil das minhas ideias até então trabalhadas. Tenho a intenção de trabalhar uma série, sim, porém não de livros sequenciais, e sim de histórias paralelas e independentes umas das outras. Muita gente pede a continuação de “Quero ser Beth Levitt” e, a julgar pela força dos personagens (tanto principais quanto secundários) e das histórias paralelas contadas na história, teria sim material para fazer isso. Quem sabe um dia!

6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?

A escolha depende da história que será contada. Quando tenho uma ideia, o local e época em que ela se passará deve condizer com o que quero transmitir a respeito da personagem; seu estilo de vida, os desafios que ela vive no dia-a-dia, seu status social entre outros vários fatores. A seleção do cenário não é aleatória, e sim parte da forma como a história e as personagens serão apresentadas ao leitor! É o universo no qual ele mergulhará, e isso deve condizer com todo o resto. Normalmente eu pesquiso bastante a respeito do lugar, vejo fotos, o site da cidade, tipo da população e, se eu não o conhecer pessoalmente ainda (como é o caso da maioria dos ambientes até hoje escolhidos), caminho por ele pelo “Google Maps” (risos!). A tecnologia e a internet ajudam muito! Ainda assim, quando existe a possibilidade, eu acho fortemente recomendável ao autor caminhar pelos locais em que a história se ambientará (especialmente se ela se passar no tempo presente) para poder retratar com maior fidelidade seus traços, sensações e detalhes.

7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?

“Quando o amor bater à sua porta” foi uma história deliciosa de se escrever, e também bastante trabalhosa. O processo de preparação do texto e revisão trouxe à tona diversos pontos a serem alterados no original, alguns por ideia minha, outros por ideia da editora. Eram detalhes, mas que fariam diferença no resultado. A questão é que, quando você mexe em um detalhe, toda a história ao redor precisa ser reajustada para que as pontas fiquem bem amarradas! Claro que seria muito mais cômodo eu cruzar os braços e deixar o manuscrito do jeito que estava, porém não meço esforços quando se trata de levar ao leitor a melhor história. E, com uma equipe competente como a da Sextante trabalhando em parceria comigo, foi ainda mais prazeroso fazer isso!



8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?

Minha família é onde estão meus maiores incentivadores, meus maiores fãs, aqueles que sempre me apoiaram e acreditaram que eu alcançaria os sonhos que hoje são realidade. Inclusive, minhas duas “fãs número meio” são minha irmã e minha tia, Tatiana e Nete, e elas compõem o trio de leitoras beta dos meus livros, que é completado por minha prima Ana Paula. Desde pequena, só o que recebo deles é apoio e muito amor. Mesmo quando eu desanimava e achava que as coisas não iam acontecer, vinham meus pais, minhas irmãs, meus primos, minhas tias e me jogavam para cima de novo. Um grande exemplo disso é a história da “tia cara de pau”, que contei recentemente no Youtube e resultou até mesmo em uma ligação da Vera Holtz em meu celular para me agradecer! (risos) 

9 - Como é seu relacionamento com a atual editora?

É maravilhoso! Eu já tinha apenas motivos para ser grata, desde os primeiros passos da minha carreira, mas despertar o interesse da Sextante e ser contratada por eles foi mais um sonho realizado! Como sabemos, eles não recebem material não solicitado para analisar, então, quando eu soube que queriam ler meus originais, já foi uma grande honra. E a experiência de trabalhar com eles tem sido maravilhosa! É admirável o profissionalismo, a atenção que nos dedicam, a agilidade no trabalho. Dá até a impressão que você é o único autor deles, de tão eficientes que são (risos)! E a Alê, minha editora, nossa! Todos os elogios do mundo seriam insuficientes aqui. Ela abraça e adota a história como se fosse dela... se você estiver trabalhando de madrugada e bater uma crise às três da manhã, ela te atende, ela liga o computador e trabalha junto. Uma profissional competente, inteligente, maravilhosa, querida... sem palavras!

10 - Quais são seus autores favoritos?

Nossa, são tantos! Vou escolher alguns: amo os romances da Carina Rissi e do Maurício Gomyde, são sempre fenomenais! Também os livros de Dan Brown, cuja inteligência e sagacidade são incomparáveis. Leio tudo da Sophie Kinsella, as histórias dela são sempre hilárias e originais! E gosto muito também da J. K. Rowling, autora da minha série favoritíssima! Acho muito inteligente a forma como ela amarra mínimos detalhes e cria enredos ricos e fantásticos (em todos os sentidos!).

11 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?

São fundamentais! Fico imaginando o que seria de mim sem elas... acho que eu passaria o dia inteiro respondendo cartas, pois simplesmente não sei como viver sem o contato com os leitores (risos)! Aliás, também me comunico com alguns deles dessa forma, e acho uma delícia (embora nem sempre tenha tempo para responder com a agilidade que merecem!). Uso muito o Facebook e tento ler e responder tudo o que me enviam, seja em comentários, inbox, na página, no perfil pessoal... como o site tem limite de notificações para mostrar, sei que muita coisa acaba se perdendo quando finalmente consigo parar para ver tudo, mas felizmente tenho os leitores mais compreensivos do mundo! Também uso bastante o Instagram, o Twitter e o Snapchat, onde faço minhas “reflexões diárias”. No Youtube, desde abril, posto vídeos toda terça-feira com dicas para novos escritores, além de outros temas que abordo quando consigo algum tempinho para o canal! Mas os vídeos semanais do “Sou escritor, e agora?”, esses eu levo à risca!

Link das redes, caso alguém deseje conferir:

12 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?

Estou muito feliz com o lançamento do novo livro! Espero reencontrar muitos leitores e escritores queridos, e também conquistar muitos novos leitores, já que agora estou em uma nova casa editorial. Já tenho percebido essa tendência nas redes sociais, bastante gente conhecendo meu trabalho a partir desse novo livro, ou até mesmo que já me conheciam, mas começarão a ler agora. A mudança de editora também interfere em quem lê ou não nosso trabalho, muita gente conhece mais os lançamentos de uma editora do que de outra! Estou animadíssima e, quem quiser me encontrar por lá, estarei nos seguintes dias (disponível no evento do Face) 



13 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?

Já tenho 2 originais prontos, mas que vão esperar um pouco para serem publicados porque exploram um gênero um pouco diferente do qual eu já trabalho! Tenho algumas histórias em mente para serem roteirizadas e, claro, ainda precisarão de bastante trabalho até que possam ser consideradas “prontas para virarem livros” (risos)... Mas a “sementinha” do enredo já está aqui, e o bom é que as ideias, graças a Deus, não param nunca!

OBRIGADA!!!


Eu que agradeço, do fundo do coração, pelo convite para a entrevista! Espero que tenham gostado de conhecer mais a respeito de mim e do meu trabalho, e espero encontrar todos vocês na Bienal para um abraço bem apertado! <3

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

BEDA #5 - GDP Entrevista: Larissa Siriani

O GDP é uma das provas de que sim, existe amizade virtual. Mas eu posso me considerar sortuda, uma vez que fiz muitas outras amizades pela internet nesses últimos anos. A Larissa Siriani é uma delas. Conheci a Larissa por acaso, quando, em 2013, resolvi assistir The Lizzie Bennet Diaries. Foi a Larissa, que com outras amigas, que inicialmente legendavam a série em português e postavam os episódios legendados no canal da Larissa no YouTube. Posteriormente passei a assistir os outros vídeos que a Larissa gravava, principalmente sobre suas leituras e sua experiência como escritora. Também comecei a participar em um grupo no facebook, em que conversamos sobre web séries. Conheci as obras da Larissa, passei a acompanhar sua carreira e construímos uma amizade dentro de um grupo maravilhoso.


Nesse mês de agosto, essa paulistana de 24 anos lança sua primeira obra por uma grande editora, Amor Plus Size, pela Verus Editora, que trás uma importante mensagem de empoderamento e aceitação do próprio corpo. Entre seus outros trabalhos, destaca-se a trilogia de fantasia Coração da Magia. Além disso, Larissa Siriani, que é formada em Cinema, integra a equipe da Adorbs Produções, responsável pela web série Dona Moça, inspirada no clássico nacional Senhora (e já apresentada no blog).


Nessa entrevista ela vai falar um pouco sobre a carreira e suas obras.

1 - Quando e como você começou a escrever?
Desde criança eu sempre gostei de escrever. Logo que aprendi a organizar as letras em palavras, comecei a contar histórias; primeiro criava quadrinhos, depois pequenos contos, e quando estava com 13 anos, escrevi meu primeiro livro e percebi que era aquilo que eu queria fazer pra valer. A escrita sempre foi uma coisa muito presente na minha vida.
2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?
Eu não tenho um “processo”, exatamente. Muda bastante dependendo do projeto. Em geral eu tenho a ideia, e a anoto em algum lugar (ou num caderno, ou, mais comumente, no celular) e fico matutando sobre ela por meses, até anos. Quando tenho a ideia pra algo mais concreto, sento e escrevo, e aí vou trabalhando nisso enquanto as ideias aparecem. Já provei pra mim mesma que inspiração é uma coisa que acontece nos momentos mais inesperados, então eu não busco por ela; deixo que ela venha me procurar.
3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?
Muito. Ter cursado Cinema me forçou a estudar a parte técnica da escrita, e por mais que roteiro e literatura sejam duas coisas bem diferentes, aprendi muito sobre um através do outro. Hoje eu olho para as histórias com um olho mais técnico, e isso muda a maneira como eu encaro meus próprios projetos também.
4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?
Eu acho importante tentar se arriscar em gêneros diferentes porque eles exigem que você trabalhe lados distintos da escrita. Embora muitos pontos sejam iguais, a técnica pra fantasia não é 100% igual à usada para um romance, por exemplo. Acho que quando você busca trabalhar em estilos diferentes, acaba descobrindo seus pontos fracos e fortes, e melhorando-os com o tempo, o que é sempre benéfico. Dito isso, acho que já explorei o que queria, mas nunca diga nunca.

5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?
Depois de ter escrito duas séries (As Bruxas de Oxford, publicada, e uma série de livros que eu postei no Wattpad intitulada “O diário (nada) secreto”) eu fiquei bem reticente em relação a séries. São difíceis de escrever, longas, e a margem pra erro é gigantesca se você, como eu, tem péssima memória e um hábito terrível de não fazer anotação nenhuma. Então hoje eu dou preferência a livros únicos, pela praticidade. Ainda gosto de conectar as histórias através de personagens recorrentes, mas essa coisa de começar uma história num livro e só concluir três livros depois já não é mais pra mim.
Trilogia Coração da Magia, disponível na Amazon, no formato de ebook

6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?
Durante muito tempo, eu tentei usar lugares diferentes para ambientação das minhas histórias. Acho isso legal porque faz com que a gente saia um pouco da zona de conforto, sabe? Mas ao mesmo tempo, se você não conhece o lugar pessoalmente e tem que se basear em internet (alô, Oxford!) pode acabar soando artificial, além de dar um trabalho danado. Hoje eu dou preferência pra São Paulo, cidade onde eu vivo, que além de eu conhecer muito bem, ainda tem espaço suficiente para milhões de histórias. Eu não preciso ficar me colocando no lugar de uma pessoa diferente se eu conheço a realidade do lugar onde aquele personagem vive, então facilita bastante.
7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?
Amor Plus Size fala muito sobre a minha adolescência e a Larissa que eu era. Acho que um dos principais desafios foi colocar essa experiência no papel sem ser uma coisa autobiográfica. É inevitável que os nossos personagens tenham um pouco da gente, mas eu queria que a Maitê fosse ela mesma, com uma trajetória e uma experiência próprias dela. Delimitar essa linha quando é um trabalho muito pessoal às vezes pode ser difícil.


8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?
Meus pais são os reis da paciência! Minha mãe me incentiva a ler e escrever desde sempre, mas acho que nem ela esperava que eu chegasse tão longe com esse sonho. Ela e meu pai sempre me apoiaram muito, mas também sempre fizeram questão de me deixar com os pés no chão e me lembrar de pesar minhas opções e enxergar tudo com a razão, e menos com o coração. Por não entenderem muito do mercado, eles não puderam me ajudar tanto quanto gostariam, mas só o fato de terem estado aqui pra mim durante toda a caminhada já é mais que o suficiente.
9 - Qual é a importância da representatividade em obras voltadas para o público jovem adulto?
Acho essencial. A adolescência, em especial, é um momento muito delicado nas nossas vidas, porque é exatamente durante esse período que nós mais precisamos de algo ou alguém em que nos espelharmos. O problema é que boa parte desses exemplos vem das mídias que consumimos (livros, TV, filmes, etc), e quando tudo o que consumimos enfia na nossa cabeça um determinado padrão, nos convencemos de que aquela é a única opção. Ter uma protagonista gorda, negra, deficiente, significa ter opções, incluir. Significa que você não precisa entrar em uma caixinha para se sentir bem, mas que é livre para ser quem quiser. É um ensinamento que não precisa ser falado, mas precisa estar presente – e, infelizmente, hoje em dia não está.
10 - Como é seu relacionamento com a atual editora? E com a agência literária?
Eu sou tremendamente sortuda por trabalhar lado a lado com a Verus e a Increasy. Foram duas oportunidades que surgiram em momentos da minha vida quando achei que nada mais daria certo. Há um respeito muito grande e mútuo na minha relação com ambas as empresas, e acho que essa é a melhor parte. Eu confio cegamente no trabalho de todos eles, assim como tenho certeza de que eles confiam no meu.
11 - Quais são seus autores favoritos?
MarkusZusak, Carlos Ruiz Zafón, J.K.Rowling, Meg Cabot, Paula Pimenta... são tantos!
12 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?
Hoje não dá mais pra viver fora das redes sociais. Na verdade, acho que se eu sou alguém nessa vida, é por causa das pessoas que conheci por lá (incluindo a Alba, que hoje é minha agente). É através delas que a gente conversa com leitores, reforça o contato, espalha novidades e conquista mais pessoas. Eu tento estar presente em todas as plataformas, mas hoje em dia sou mais ativa no Twitter (não sei viver sem reclamar o dia todo por lá) e no Youtube, com o meu canal.
13 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?
Estou super animada! Ano passado, no Rio, eu fui só pra visitar, mas esse ano, como é na minha cidade, vou praticamente morar lá dentro. Pretendo ir (quase) todos os dias e passar o dia todo por lá. Oficialmente, estarei autografando no estande da Record dia 03/09 às 13h. Antes, no dia 02/09, às 18h, na Arena TodaTeen, terá bate-papo do GPower (grupo formado pela Larissa Siriani, Thati Machado, Mila Wander e Janaina Rico).
14 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?
Eu agora estou trabalhando em alguns spin-offs de Amor Plus Size. O plano é que três personagens de APS ganhem livros próprios. Um deles já está finalizado e já começou a ser revisado junto às meninas da Increasy, e já comecei a esboçar o segundo. É só isso que posso dizer por enquanto.
OBRIGADA!!!

Redes sociais: facebook, twitter, instagram, blog, YouTube, wattpad e snapchat (larissasiriani).