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sábado, 10 de setembro de 2016

Uma aventura entre 3 mundos


Título: Entre 3 Mundos

Autor(a): Lavínia Rocha

Editora: D'Plácido

Páginas: 218


Sinopse: Há algumas décadas, o Brasil vivia intensos conflitos entre pessoas normais e pessoas com dons extraordinários. Visando a paz no país, as autoridades o dividiram em dois territórios – o do Norte e o do Sul – e assinaram um contrato proibindo a migração de uma região para a outra.

Alisa é de uma família do Norte, mas foi identificada como pertencente ao Sul e precisa esconder a verdade de ambos os mundos. Além de quebrar o contrato toda semana para visitar seus pais, Alisa enfrenta problemas comuns da adolescência: acha seu próprio nome bizarro, gosta do cara errado e é a única pessoa que não percebe o quanto seu melhor amigo é apaixonado por ela.

A vida de Lisa (como prefere ser chamada) se transforma completamente com um grande acontecimento no colégio e, agora, ela se vê diante de um desafio envolvido pela descoberta do amor e da sua verdadeira identidade.


Era uma vez uma menina normal que vivia feliz com sua família no Norte, até que aparece uma pessoa em sua casa e diz que na verdade ela pertence ao Sul. E é assim que conhecemos Alisa e a existência de 3 mundos diferentes, o mundo normal, o meio-mágico e o mágico. Sim! Estamos entrando num mundo de fantasia que mistura um pouco de Harry Potter, um pouco de distopia e tudo o que toda menina sempre sonhou, como por exemplo, dividir um quarto com as amigas, pode escolher entre diversos restaurantes o que vai almoçar e morar numa escola tão despojada que vai ganhar até um centro comercial!

Em entre 3 mundos somos apresentados a um Brasil dividido e que o preconceito pelo diferente é tão forte que acabou dividindo o país em duas partes que se odeiam e não se entendem. A diferença quanto à cor da pele, diferenças e condição social continua existindo de certa forma, mas adicionamos a essa lista o preconceito contra aqueles que tem poderes mágicos. Acompanhamos essa história através dos olhos de Alisa que apesar de ter nascido no mundo normal descobre que tem poderes mágicos e, por esse motivo, é mandada para estudar no Colégio Ruit para aprender a lidar com seus poderes, mas surge uma questão: Como pode uma criança do mundo normal ter nascido com poderes? E qual a consequência dessa possibilidade para essa divisão dos 3 mundo?Vamos descobrindo as respostas para essas perguntas ao longo dos capítulos e também descobrindo pouco mais sobre esses mundos, sobre o Colégio Ruit, sobre a os poderes e também sobre os amigos de Alisa.

Aí você m diz: “Ok Deborah entendi essa parte de mundo meio mágico e normal, mas até agora você não disse nada sobre o mundo mágico!” Pois é caro (a) amigo (a) não disse nada e nem vou dizer! Esse é um mistério para ser descoberto ao longo da trama, aos poucos enquanto você entra e aprende mais sobre tudo à sua volta nesses mundos totalmente novo e ao mesmo tempo tão similar ao que vivemos.

Agora vamos falar um pouquinho sobre a autora e a sua escrita? Bem, vou começar dizendo que ela é a coisa mais fofa do mundo! Só perde para os pôneis, pandas e arco-íris! (kkkk) E a escrita dela é da mesma forma, o único problema que tive foi com a repetição quase constante de algumas palavras (mas que não atrapalham em nada a leitura) e alguns “erros de continuidade”. Apesar desses pontos a autora cria personagens cativantes e um mundo encantador que é perfeito para você presentear aquela pré-adolescente e/ou adolescente para criar nelas o hábito da leitura. Esse livro foi escrito de uma adolescente (Lavínia tinha apenas doze anos quando começou a escrever essa história) para todas as adolescente e é uma escolha perfeita para quem gosta de visitar novos mundos e aproveitar uma atmosfera escolar.

Para terminar quero dizer que Lavínia é uma promessa do gênero YA brasileiro e que estou louca para ler a continuação desse livro e ler os próximos livros dessa mineirinha cheia de ideias e cachinhos na cachola.

Se interessou pela história? Compre no site da livraria.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

BEDA #19 - GDP Entrevista - Lavínia Rocha



Lavínia Rocha tem 19 anos e é mineira de Belo Horizonte. Publicou em 2010 seu primeiro livro, “Um amor em Barcelona”, e em 2014, “De olhos fechados”. “Entre Três Mundos” (resenha em breve), o primeiro de uma trilogia de fantasia, foi escrito aos doze, reescrito aos dezessete, e lançado no ano passado. Essa semana lança em BH o segundo livro da série, “Entre Três Segredos”. Costumava morrer de vergonha só de imaginar as pessoas lendo seus livros e confundindo-a com suas personagens principais, mas depois percebeu que personagens são como filhos: sempre adquirem características de quem os cria. Lavínia adora o contato com leitores nas redes sociais, bienais, palestras e bate-papos nas escolas – e acredita que essa relação é um dos melhores presentes que a carreira de escritora lhe deu.




1 - Quando e como você começou a escrever?

Eu tinha 11 anos e vi que adorava inventar histórias para os deveres de Produção de Texto, mas me irritava o limite de 30 linhas que a professora determinava. Então decidi escrever no computador do tamanho que eu quisesse. Só que naquela época, eu ainda não sabia que o que eu escrevia viria a se tornar livros...


2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?

Na maioria das vezes, não sei aonde a história vai chegar. Tenho uma ideia inicial e vou desenvolvendo meus personagens, seus problemas, suas relações. Aos poucos mais ideias vão surgindo, e eu vou moldando o livro de acordo com o que quero que aconteça. É muito comum eu ter uma ideia no meio do livro e mudar algo no início para encaixar bem.
Minha inspiração vem de tudo: vida real, outros livros, filmes, séries...


3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?

Eu acabei de começar a cursar História, então ainda não percebo influência, mas acredito que vá acontecer.


4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?

São livros bem diferentes de escrever, porque, por exemplo, na fantasia tive mais liberdade para criar, já nos outros, existiu uma maior preocupação com a realidade. Me encontrei bastante na fantasia e acredito que continuarei nesse gênero.


5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?

Minha primeira experiência de série é com Entre 3 mundos, mas gostei tanto que passei a preferir série a livro único.



6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?

Desde o meu segundo livro, passei a preferir nosso país como cenário. Em De olhos fechados, embora se passe em minha cidade, exigiu muita pesquisa de mim, porque trago um pouco da história dos pontos turísticos de BH. Já em Entre 3 mundos, não houve essa necessidade, pois o livro se passa em um Brasil fictício.


7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?

O primeiro desafio é vencer a insegurança de entregar algo que atenda ou supere as expectativas dos meus leitores. O retorno que venho recebendo de Entre 3 mundos é tão positivo, que bate aquele frio na barriga de não agradar tanto quanto. Além disso, é preciso tomar muito cuidado com detalhes do primeiro livro que precisam ser retomados, porque não pode haver nenhum tipo de contradição. Mas de uma maneira geral, gostei muito de escrever uma continuação. Não precisei mais apresentar os personagens, então pude desenvolver ainda mais as relações e as características.



8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?

Eles são meus maiores apoiadores! Sempre me ajudam a divulgar meu trabalho e me dão a maior força para seguir o meu sonho.


9 - Qual é a importância da representatividade em obras voltadas para o público jovem adulto?

É uma das coisas mais importantes para mim! A literatura tem um poder de influência fortíssimo, e usá-lo para o bem é muito positivo para a nossa sociedade. Fora isso, fazer com que nossos jovens se sintam representados nas histórias é importantíssimo para autoestima e para a quebra de estereótipos.


10 - Como é seu relacionamento com a atual editora?

É ótimo! Acho muito bacana o apoio que a D’Plácido dá aos jovens escritores brasileiros!


11 - Quais são seus autores favoritos?

Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Paula Pimenta, Marina Carvalho e Carina Rissi.


12 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?

É fundamental. Me comunico muito com meus leitores através do Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat e Youtube. Eles fazem perguntas, ficam sabendo das novidades sobre minha carreira e acabam se sentindo mais próximos de mim.




13 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?

Estou superanimada! Vai ser minha primeira participação na Bienal de São Paulo, e espero que seja um evento muito bacana! Estarei lá do dia 26/08 até o dia 3/09, no estande da Leitura.


14 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?

Meu próximo projeto é o livro de contos, “Amores Improváveis”, com os outros cinco autores de literatura da D’Plácido (Bibi Ribeiro, Adelina Barbosa, Fernanda Medeiros, Augusto Alvarenga e Mariana Cestari). Ainda não temos a data do lançamento, mas os contos já estão todos escritos. Depois disso, é provável que eu comece a escrever o último livro da trilogia Entre 3 mundos, mas ainda não faço a menor ideia de quando ficará pronto tampouco de quando será o lançamento (espero que não demore tanto haha).

OBRIGADA!!!

Imagina, foi um prazer! *-* 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

[Resenha]:Um amor em Barcelona - Lavínia Rocha


Título: Um amor em Barcelona
Autora: Lavínia Rocha
Editora: D’Plácido
Páginas: 80

Sinopse: “Isabela simplesmente odeia as visitas anuais ao seu pai em Barcelona e sempre faz de tudo para não ir. Nessas férias, além de não poder aproveitá-las com a amiga, terá de aguentar dois meses inteiros na Espanha. O que poderia ser mais chato? Ah, claro, ir na companhia da prima Briana. O que Isabela não imagina, porém, é como um garoto pode deixar Barcelona muito mais interessante…”

Este livro, apesar de curtinho, te leva para uma dupla viagem. Uma viagem espacial, pois somos levados para Barcelona junto com Isabela, e assim conhecemos a cidade ao mesmo tempo que a protagonista dá uma chance para a cidade que sempre visita no verão. Ao mesmo tempo realizei uma viagem no tempo, relembrando como foi a pré-adolescência, os dramas em família, o primeiro amor, a dificuldade em conciliar o anseio pela liberdade que todo adolescente possui com o fato de que, naquela época, ainda éramos crianças, e os adultos nos enxergávamos como tal, enquanto queríamos ser tratados como adultos.


Nessas poucas páginas, lançadas pela primeira vez quando a autora tinha 13 anos, já identificamos as características da Lavínia como uma boa contadora de histórias e a predileção pelo diálogo. Essa nova edição também conta com ilustrações muito fofas, o que reforça o sentimento nostálgico do nosso primeiro contato com a leitura ainda na infância. Uma leitura leve indicada para todas as idades.

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

"Você precisa seguir o caminho"

Título: De Olhos Fechados
Autora: Lavínia Rocha
Editora: D’Plácido
Páginas: 256


Sinopse: “Ignorar é a solução”, foi o que pensou Cecília quando alguns papéis beges começaram a surgir no seu quarto, na bolsa e nos seus livros. O que seriam aquelas ameaças e informações sem nexo? Quem estaria mandando? Como se não bastasse, a cada vez que os lê, uma imagem passa em sua mente. Talvez isso pudesse ser menos estranho se Cecília não fosse cega desde o dia que nasceu. Para desorganizar ainda mais sua vida, Tiago – o garoto novo da escola – começa a balançar seu coração e a fazer com que sinta o que ela jamais sentiu. Sua dificuldade agora é acreditar no que sempre tentou passar às pessoas: ser cego não é sinônimo de limitação e tristeza. Entre os desafios do dia-a-dia e da adolescência, Cecília se vê envolvida em um mistério que pode afetar sua vida e de todos os belo-horizontinos, e ela não vai descansar até descobrir – e entender – um grande segredo do passado da cidade que os livros de História jamais ousaram contar.


De olhos fechados foi lançado em 2014 e é o segundo romance da jovem autora mineira Lavínia Rocha. Lembro de ter recebido o marcador durante a Bienal do Livro de Minas em 2014 e ser conquistada pela sinopse, afinal o livro apresenta uma proposta um pouco diferente, que foge do lugar comum. Nesse meio tempo conheci a autora e a vontade de ler só aumentou. E as expectativas foram satisfeitas ao longo da leitura.


A obra pode ser dividida em duas partes. Na primeira, conhecemos a protagonista, a jovem Cecília, sua família e seus amigos. Cecília é uma adolescente como qualquer outra: vai à escola, não curte matemática, prefere livros à filmes. Cecília está naquela fase em a necessidade de ser independente está cada vez maior, porém ela enfrenta dificuldades para atingir esse objetivo, uma vez que é cega desde o nascimento. Assim, também somos apresentados ao seu dia-a-dia como deficiente visual, como é na escola, no lazer, e a importância dos outros sentidos, principalmente para se localizar e reconhecer outras pessoas. Em meio a isso tudo, Cecília conhece um novo garoto no colégio, o Tiago, e os desafios e prazeres do primeiro amor.


Já a segunda parte foca no mistério. Cecília recebe bilhetes, que surgem do nada, com informações que não fazem sentido, além de ameaças. Quando finalmente resolve investigar o que está acontecendo, se vê em meio uma trama que envolve sua família, a história e os pontos turísticos de BH, e o futuro da capital dos mineiros. Uma trama eletrizante!!! O livro é narrado em primeira pessoa, principalmente pela protagonista. Os personagens são cativantes e a obra tem um papel importante dentro do contexto atual, que tem buscado cada vez mais a representatividade, ao inserir uma protagonista cega, seu cotidiano, os desafios enfrentados, e também apresenta um pouco da cidade de Belo Horizonte, em especial alguns de seus pontos turísticos e a história por trás deles.




De olhos fechados é uma leitura leve, divertida, instigante, e já nos apresenta o talento que a autora tem para contar histórias desde a adolescência. Com 19 anos, Lavínia Rocha já possui 3 livros publicados. Um amor em Barcelona foi lançado quando ela tinha 13 anos e Entre 3 Mundos, primeiro de uma série de fantasia, lançado ano passado, que em breve serão resenhados aqui no blog.


            "Às vezes as pessoas pensam que só têm a visão, mas e os outros sentidos?
E também eu não gosto que pensem que não sou capaz de fazer as coisas.
Eu só tenho um jeito diferente para fazê-las do que a maioria..."


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