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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jane Austen e a Editora Pedrazul

Olá meninos e meninas de Pemberley!

Com a nova novela da Globo inspirada nas obras de Jane Austen, vocês estão muito inspirados, e querendo saber o que ler, já que todos já lemos - mais de uma vez inclusive - toda a obra da nossa diva. A Editora Pedrazul tem recebido muitos e-mails de pessoas querendo saber quais os livros do catálogo que têm a ver com o universo dela. E adivinhem!
Como parceiras, vamos apresentar algumas preciosidades pra vocês. Achou que ia poder fugir de Jane Austen?!  


Vamos começar pelo mocinho mais amado, Mr. Darcy. Lançado em 2007 pela Sourcebooks Landmark, da autoria de Amanda Grange, O Diário de Mr. Darcy (físico e E-book) chegou ao Brasil em 2015, trazendo as experiências vividas em Orgulho e Preconceito sob a perspectiva de Darcy. Entramos na cabeça desse homem misterioso, e entendemos seu lado da história, que muitas vezes pode ser mal interpretada. Lembrando que essa é uma obra inspirada em Orgulho e Preconceito, escrito por uma admiradora do trabalho de Austen, contendo interpretação livre dos pensamentos e atos do personagem original.  ❤️ 

O segundo livro é de autoria de Frances Burney - lido e relido por Jane Austen!
Evelina (somente E-book, mas se você correr consegue alguns exemplares que foram devolvidos da consignação), onde Jane Austen se inspirou em Lorde Orville para criar Mr. Darcy. A obra conta a história de Evelina, a filha adotiva de um reverendo, cuja mãe morreu pouco depois de tê-la dado à luz. As circunstâncias do seu nascimento são um tanto nefastas: a mãe foi enganada pelo pai, que a abandonou alegando nunca ter-se casado com ela. O livro, que é epistolar, trata-se de um período em que Evelina é requisitada para acompanhar os Mirvan – mais especificamente a única filha dessa influente família, que tem a mesma idade dela – em passeios diversos pelo interior da Inglaterra. Entretanto, durante esse período, é necessário que a família vá a Londres, viagem em que é pedida a permissão do reverendo para que Evelina também os acompanhe. Em Londres ela encontra pessoas de sua família que não conhecia e começa a reconstruir sua história de vida a partir desses encontros. São tantas referências que a gente fica ate meio perdido! E uau, Lorde Orville! 😍

Maria Edgeworth é leitura obrigatória para todo fã de Jane Austen, até porque a própria Jane era fã de Maria - como podemos observar nas cartas trocadas por Jane e a irmã Cassandra. Belinda (somente físico, por enquanto) foi o livro que inspirou Jane Austen a mudar o título de "Primeiras Impressões" para "Orgulho e Preconceito".Austen, em A Abadia de Northanger, cita Belinda como uma daquelas obras que provaram o poder intelectual e a sagacidade dos melhores romances. O livro retrata a vida de Belinda e sua estreia na famosa Temporada de Londres, com ladies, lordes e cavalheiros, do jeito que a gente ama! 🤗


Ann Radcliffe foi uma escritora inglesa e pioneira do romance gótico. O sobrenatural rodeia seus escritos, e foi uma grande febre no século XIX. Os Mistérios de Udolpho (físico e E-book)foi citado em A Abadia de Northanger, de Austen. O mocinho fica comentando sobre este livro com a mocinha e vice e versa, e inspira momentos embaraçosos e divertidos devido à grande imaginação de Catherine Morland. Lembrou?! Na nova novela trocaram Ann Radcliffe por obras de William Shakespeare, mas foi Udolpho, pessoal! 😉

Primeiras Impressões, a versão brasileira de Orgulho e Preconceito, que traz nosso Sr. Darcy de sunga! #morta É uma trama moderna, que se passa em Búzios, região do Rio de Janeiro, e em Nova Iorque, trazendo os personagens de Orgulho e Preconceito para os nossos dias, com tramas do nosso dia a dia, na nossa linguagem, sem perder o charme do romance, e todo o sarcasmo que envolve as obras de Jane Austen. Se você ainda não conhece, precisa conhecer! 😍



Pamela (somente físico, por ora) que também foi lido por Jane Austen, cujo lorde se apaixona por uma serva e tenta, bem, ele tenta levá-la para debaixo de seus lençóis. 🤭😮😬 Livro bem avançadinho para a época e proibido pela Igreja católica, motivo pelo qual se tornou um sucesso retumbante. Não pode proibir, gente, senão aumenta a vontade!!! 😁

Se você chegou ate aqui e está babando por algum desses, corra, pois alguns estão se esgotando. No www.pedrazuleditora.com.br, descontos de 55%, e mais utilizando o cupom "PARCEIROPEDRAZUL". Os E-books, na Amazon, claro!
Se ficou com alguma dúvida, pergunte-nos!

Beijinhos
Mih =)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

[Resenha]: Quando a Bela domou a Fera

Título no Brasil: Quando a Bela domou a Fera
Título Original: When Beauty tamed the Beast
Autora: Eloisa James
Tradução: Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Páginas: 320

Sinopse: “Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”

Em março foi lançado nos cinemas de todo o mundo a versão em live action do clássico dos contos de fadas A Bela e a Fera. Aproveitando o hype, diversos produtos relacionados ao conto foram lançados. Assim, a Arqueiro publicou no Brasil esse romance da escritora estadunidense Eloisa James.

Quando a Bela domou a Fera é o segundo volume da série Fairy Tales, publicada pela escritora entre 2010 e 2013. Ambientado na Inglaterra do final do século XVIII, nessa versão a Bela é Linnet Berry Tyrenne, uma bela jovem quem tem seu nome envolvido em um escândalo da realeza. Os boatos levam a sua família a orquestrar um casamento às pressas. O noivo escolhido é Piers Yelverton, conde de Marchant, que reside recluso em um castelo no País de Gales. Piers é um homem versado nas artes médicas, mas se mantém afastado por causa desconforto na perna resultante de acidente na infância.

Quando eles conhecem é marcado pela franqueza, afinal os dois não possuem papas na língua. Piers é sarcástico, possui um senso de humor peculiar, mas extremamente devotado à prática médica. Linnet se envolve com o trabalho realizado no castelo e com o passar dos dias, olha para o possível enlace com bons olhos. O conde está atraído pela jovem, mas continua resoluto quanto a não se casar.

Os principais coadjuvantes são os pais de Piers, que apesar de separados possuem uma relação mal resolvida e os outros médicos que são colegas do conde. Do conto original, permanece a reflexão sobre as aparências. O romance é engraçado, sensual e temperado com uma pitada de drama na reta final. Com uma escrita fluida, o livro foi um bom primeiro contato com o trabalho da Eloisa James. Uma das coisas mais legais são as referências à medicina do período, que começava a se desenvolver. Além disso, Piers Yelverton foi inspirado em Dr. Gregory House, do série House M.D., interpretado por Hugh Laurie, principalmente quanto a personalidade.


A única ressalva que faço é capa. As cores não ornaram muito bem, e a rosa, tão importante no conto, não possui conexão com esse romance. No mais, espero que a editora lance logo os outros livros da série.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

[RESENHA] Escândalo de Cetim - Loretta Chase

Título no Brasil: Escândalo de Cetim
Título Original: Scandal Wears Satin
Série: As Modistas - volume 2
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Tradução: Simone Reisner
Páginas: 272
Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.

Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.

Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.


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FONTE: http://www.mademoisellelovesbooks.com/
Na sequência de Sedução de Seda, Loretta Chase trás personagens já conhecidos por nós. As irmãs Noirot, já recuperadas soa escândalos e do incêndio em sua loja, e em pleno funcionamento, e Lady Clara e família, cuja mãe declarou guerra às Noirot desde que Marcelline “roubou” o noivo da filha. Bem, ate aí nós já sabíamos. Lady Clara retorna para os bailes como uma jovem solteira, em posse de um Senhor-Belo-Generoso dote, e a atenção de Marcelline, Sophia e Leonie se volta mais uma vez para essa jóia recém lapidada: a esperança para a loja é que Clara se case com um homem rico, para que a jovem possa continuar a ser uma das melhores clientes das irmãs. Mas não são apenas as Noirot que estão “de olho” em Clara. 

Clara se vê numa situação delicada quando foi seduzida por um lorde mal intencionado que precisava de uma noiva com um bom dote. É então obrigada a noivar com o rapaz, para desespero das irmãs Noirot. E então, entra em cena Sophia Noirot, uma gênia! Sophia é responsável por seduzir novas clientes, e em outro expediente trabalha como espiã de um jornal de grande circulação, onde ela aproveita para dedicar uma atenção especial às criações da loja, utilizando muitos adjetivos! Sophia se une ao irmão de Clara, o conde de Longmore, para salvar a jovem de seus infortúnios.

Sophia e Harry, o conde de Longmore, se envolvem em uma série de cenas engraçadas, e a história segue um enredo leve, divertido e delicioso. Longmore não é nenhum santo, e é rapidamente atraído por Sophia. Sophia também é muito consciente do porte e beleza de Harry, e também acaba atraída por ele. A luta entre a razão e o desejo, entre o foco e a paixão, entre o desespero por Clara e o desespero de um pelo outro, são o foco do livro. São personalidades muito diferentes, Sophia muito racional, Harry não consegue pensar em várias coisas ao mesmo tempo, e isso deixa a história hilária. Com certeza um dos meus casais favoritos!

O que mais gostei nesse casal é que ambos são muito diretos. Não existem joguinhos, drama, nem nada do gênero, eles vão sempre direto ao ponto. Longmore admira Sophia, sua garra, sua saga, suas criações, sua inteligência, sua personalidade, enquanto Sophia aprende a admirar Harry além de sua beleza, mas também seu coração, sua sensibilidade, seu amor. Eles precisam um do outro para resolver seus problemas, e Harry se diverte com as peripécias de Sophia - e também quase enlouquece!


Não me surpreende que mais uma criação de Loretta Chase seja tão maravilhosa. A autora que me cativou com O Príncipe dos Canalhas, O Último dos Canalhas, e em Sedução de Seda, agora vem arrebentando em Escândalo de Cetim, sem pedir licença! Perspicaz, inteligente, sutil, bem humorada... Loretta tem uma narrativa única, que consegue prender o leitor do início ao final, e nos faz chorar quando acaba. Recomendo, dou 5 estrelas com certeza, e já estou mega ansiosa pelos próximos livros da série.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

[RESENHA] Depois Daquela Montanha - Charles Martin

Título Original: The Mountain Between Us
Título no Brasil: Depois Daquela Montanha
Autor: Charles Martin
Editora: Arqueiro
Tradução: Vera Ribeiro
Páginas: 304
Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.
Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.
Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.
Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.
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       Acho que essa é a resenha mais difícil que já escrevi. Os últimos acontecimentos noticiados me deixaram um pouco abalada a cerca de acidentes aéreos, então pensei em começar falando mal. Dizendo que leitura é meio parada, enfim, que não me prendeu. Mas não quero começar assim. Pensei em começar abordando os personagens, que são totalmente humanos, com histórias humanas. Mas também achei muito aquém do que li. Então, vou falar do que eu li.

       A síntese do amor mais profundo, foi isso o que eu li. Do amor Homem-Mulher, aquele que surge da paixão e vai fincando raízes cada vez mais profundas, ate onde nada mais alcança. Daquele que apaga qualquer resquício de mágoa, rancor, incredulidade, desesperança. Um amor que eu nunca senti, e nem sei se é pra todos. Um amor que abraça e aquece, que cola todos os cacos. E ah... os cacos.
       Um homem em cacos. Esse é Ben Payne, nosso protagonista. Um homem com uma história dolorida, que o quebrava dia a dia, e que um dia conhece o amor que cola todos os cacos, tornando-o numa peça só. Esse amor o faz ser quem é, molda seu caráter, delineia sua história. Mas um dia esse amor o quebra, e novamente ele se torna um monte de cacos.

       Do mesmo lado dessa montanha temos Ashley, uma mulher que também já sofreu decepções, mas que, como eu, nunca conheceu esse amor. Eles topam um com o outro e são atraídos: ele por seu senso de humor; ela por seu amor.
       Unidos pela fatalidade do acidente e perdidos em meio a um deserto gelado, Ben e Ashley devem vencer suas barreiras, suas montanhas intransponíveis, deixar de olhar o passado e viver um passo após o outro. A montanha se mostra transponível aos poucos, e eles passam a observar que a companhia um do outro é o que os mantém vivos. Os problemas inimagináveis vão sendo resolvidos um a um, e a dependência que criam um do outro se torna maior que tudo. Sozinhos, nenhum dos dois sairia daquela montanha, mas o que há depois dela é o que os motiva a prosseguir.

       No início a leitura não me levou de forma leve. Parecia arrastado, me sentia presa à montanha com eles, onde nada anda, nada acontece. Mas depois, os movimentos dos personagens tornam o livro mais dinâmico. O suspense é sempre presente, e não sabemos o que há depois daquela montanha. Eles podem estar caminhando para a salvação, mas também podem estar indo em direção ao nada. O presente, a situação decadente em que se encontram, se mistura às lembranças do passado de Ben e de seu amor: durante todo o tempo Ben 'conversou' com sua esposa através de um gravador, contando tanto os seus medos presentes quanto suas boas lembranças da história dos dois, na esperança de poder retornar e entregar o gravador e seus pensamentos a ela. Uma história muito atual. Talvez seja por isso que demorei a entrar na história: estou mau acostumada depois de tantos romances de época!

       Pude notar que o autor não delirou ao descrever personagens perfeitos. Ben é um médico relativamente bem sucedido, casado, com 2 filhos, porém se mostra bastante misterioso, com alguns conhecimentos rasos, a outros profundos. Ashley é uma jornalista bem sucedida, noiva às vésperas de seu casamento com um homem bom, mas que tem consciência de que não o ama. O acidente mostra o melhor e o pior lado de ambos, pessoas reais, personalidades reais, problemas reais. Depilação que atrasa, cheiro ruim após vários dias perdidos, dor física depois de um sério acidente, fome 24h por dia, a perda da noção do tempo.

       A história não acaba na montanha. Ambos são levados à história um do outro, às montanhas um do outro, começam a dividir, compartilhar e multiplicar. Voltar é uma incógnita ainda maior do que como voltar. Depois daquela montanha existe mais história, existe um futuro que ninguém conhece, e que deve ser escrito como uma grande caminhada rumo ao desconhecido: um passo de cada vez, olho no presente, cabeça no futuro.

       Este livro mostrou que 'depois daquela montanha' existe Esperança!

Publicado em mais de dez países, Depois daquela montanha chegará às telas de cinema em 2017, com Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela) escalados para os papéis principais de uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder do amor.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

[Resenha] O Feiticeiro de Terramar



Título no Brasil: O Feiticeiro de Terramar
Título Original: The Wizard of Earthsea
Autora: Ursula K. Le Guin
Tradução: Ana Resende
Editora: Arqueiro
Páginas: 176

Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda. Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários. Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.

Quem aqui já assistiu Jane Austen Book Club? No filme, um grupo de seis adultos se reúne para conversar sobre as obras da Jane Austen. O único homem do grupo é Grigg, fã de ficção científica e que nunca lera Jane Austen. Sua escritora favorita é Ursula K. Le Guin, e desde então tenho vontade de ler alguma obra dessa autora. A oportunidade surgiu com o lançamento, pela Editora Arqueiro, de O Feiticeiro de Terramar, primeiro livro do Ciclo de Terramar, composto por cinco livros. 

O livro conta a história de um garoto órfão que mais tarde será um dos feiticeiros mais poderosos da sua geração. Vocês devem estar achando o enredo semelhante ao de outra série super famosa de fantasia, né? Mas foi Ursula, no final da década de 1960, instigada por um editor, que escreveu um dos primeiros livros de fantasia voltado para o público adolescente. Nessa obra, a autora criou um universo fantástico digno dos grandes autores de fantasia que a inspiraram, como Tolkein, Mas ao invés de narrar os grandes feitos de um feiticeiro maduro, como o Gandalf e Merlin, nesse livro conhecemos a história de Ged, um rapaz brilhante, mas que tem que aprender na marra que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” e pela primeira vez temos uma história de garoto aprendendo a ser mago. 

Apesar de seguir características do cânone tradicional da fantasia, O Feiticeiro de Terramar apresenta um elemento subversivo, como é comum nas obras de Le Guin, uma vez que temos um protagonista não branco (não vou contar sua etnia, para saber isso, só lendo o livro). Em tempos em que questões como representatividade tem ocupado um papel tão importante no ambiente literário, saber que uma escritora defendia essa bandeira já na década de 1960 é inspirador. Além disso, a história é mais que uma batalha entre o Bem e o Mal, mas uma jornada de autodescoberta, em que o protagonista tem que descobrir quem é o seu inimigo. E a jornada, às vezes, costuma ser mais interessante que o destino final.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mais amor, Mais café e Mais NY



Ficha Técnica:
Título Original: Um Amor, Um Café e Nova York 2
Autor: Augusto Alvarenga
Páginas: 191

Olá, amiguinhos. Hoje eu vim aqui pra falar pra vocês da continuação do livro Um Amor, Um Café e Nova York. Quem não conhece pode dar uma espiada na resenha que fiz aqui. (Algum tempo atrás a Aline entrevistou o Augusto, autor dos livros, confira nesse link). Enfim, no livro 2, a história acontece dois anos depois da Camila largar tudo e ir para Nova York viver seu sonho de ser cantora. O namoro com o Gui não deu muito certo por causa da distância e ela ficou super famosa no mundo todo.

Sinopse: Dois anos se passaram desde que Camila se despediu do Brasil. Vivendo seu sonho em NY com seus melhores amigos, ela pensa que este será um ano como os dois anteriores... Quando seus pais e amigos a convencem a voltar para casa, Camila se vê encurralada por lembranças do passado e o medo do futuro, sendo obrigada a enfrentar seus sentimentos adormecidos sem transparecer isso para as câmeras. Assim como em nossa própria vida, cada novo capítulo trará uma nova surpresa, novos personagens e novas emoções para essa história. Será que Camila está preparada para as consequências de viver seu sonho?

Como Camila é sentimental demais (parece canceriana), é claro que continua stalkeando e chorando pelo ex, o que é normal, mas depois de dois anos, rica, famosa e morando em NY chega a dar raiva as vezes. Uma outra surpresa nesse livro são os amigos dela que na primeira história são apenas citados. Pedro é a melhor pessoa ever. Além de melhor amigo ele ainda organiza toda a vida da protagonista e é um amorzinho. Já o Arthur, o maquiador americano, é outra fofura.
O foco do livro é a visita que a Camila faz ao Brasil depois do tempo que passou nos EUA. Quando chega aqui, mesmo meio relutante, encontra além de uma legião de fãs apaixonados, a sua cidade, Belo Horizonte, cheia de lembranças da sua infância e também do seu relacionamento com Guilherme. Mas não é só isso, o ex boy agora que ela ainda ama tem uma namorada e um cantor gringo parece que também resolveu visitar BH e mexer com o coração da nossa diva musical mineira.
Gente, vou ser bem sincera com vocês, quando o Guto autografou o meu livro e escreveu pra eu me preparar pras reviravoltas, não era brincadeira não. Esqueçam toda a paixonite adolescente de antes, tá todo mundo mais maduro nessa história e tem horas que certas pessoas que nós amávamos tomam certas atitudes que dão ódio. Como agora sou #TeamPhilipe, isso só serve pra fomentar meu novo amor. (Viro a casaca sim, me julguem).
Falando em amadurecimento,  quem cresceu muito também foi o Augusto. A forma de escrever dele dá um salto maravilhoso. É muito gostoso ver o crescimento de um escritor, mesmo que eu não adorasse a história, teria valido a pena a leitura só por isso. Claro que a diagramação da obra segue o estilo da primeira e conta com os desenhos fofos e as letras de música (Escute a playlist do livro aqui). Ah, se da outra vez a Beyoncé fez uma participação especial, neste livro foi a vez da Fátima Bernardes (meu coraçãozinho jornalístico bateu forte).


Se interessou pela história? Compre no site da livraria

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

BEDA #19 - GDP Entrevista - Lavínia Rocha



Lavínia Rocha tem 19 anos e é mineira de Belo Horizonte. Publicou em 2010 seu primeiro livro, “Um amor em Barcelona”, e em 2014, “De olhos fechados”. “Entre Três Mundos” (resenha em breve), o primeiro de uma trilogia de fantasia, foi escrito aos doze, reescrito aos dezessete, e lançado no ano passado. Essa semana lança em BH o segundo livro da série, “Entre Três Segredos”. Costumava morrer de vergonha só de imaginar as pessoas lendo seus livros e confundindo-a com suas personagens principais, mas depois percebeu que personagens são como filhos: sempre adquirem características de quem os cria. Lavínia adora o contato com leitores nas redes sociais, bienais, palestras e bate-papos nas escolas – e acredita que essa relação é um dos melhores presentes que a carreira de escritora lhe deu.




1 - Quando e como você começou a escrever?

Eu tinha 11 anos e vi que adorava inventar histórias para os deveres de Produção de Texto, mas me irritava o limite de 30 linhas que a professora determinava. Então decidi escrever no computador do tamanho que eu quisesse. Só que naquela época, eu ainda não sabia que o que eu escrevia viria a se tornar livros...


2 - Cada autor tem um processo de escrita. Como é o seu, desde a ideia inicial até o ponto final no último capítulo? Onde você busca inspiração para os seus livros?

Na maioria das vezes, não sei aonde a história vai chegar. Tenho uma ideia inicial e vou desenvolvendo meus personagens, seus problemas, suas relações. Aos poucos mais ideias vão surgindo, e eu vou moldando o livro de acordo com o que quero que aconteça. É muito comum eu ter uma ideia no meio do livro e mudar algo no início para encaixar bem.
Minha inspiração vem de tudo: vida real, outros livros, filmes, séries...


3 - Sua formação acadêmica influencia de alguma maneira a carreira de escritor?

Eu acabei de começar a cursar História, então ainda não percebo influência, mas acredito que vá acontecer.


4 - Você possui livros de diferentes gêneros de romance. Como as diferenças entre eles afetam no desenvolvimento da escrita? Você pretende explorar mais algum gênero?

São livros bem diferentes de escrever, porque, por exemplo, na fantasia tive mais liberdade para criar, já nos outros, existiu uma maior preocupação com a realidade. Me encontrei bastante na fantasia e acredito que continuarei nesse gênero.


5 - Há preferência entre escrever livros únicos ou séries?

Minha primeira experiência de série é com Entre 3 mundos, mas gostei tanto que passei a preferir série a livro único.



6 - Como você escolhe o local onde a história será ambientada? Você utiliza sua experiência ou faz pesquisas sobre o local? Como é o processo?

Desde o meu segundo livro, passei a preferir nosso país como cenário. Em De olhos fechados, embora se passe em minha cidade, exigiu muita pesquisa de mim, porque trago um pouco da história dos pontos turísticos de BH. Já em Entre 3 mundos, não houve essa necessidade, pois o livro se passa em um Brasil fictício.


7 - Fale um pouco sobre seu lançamento mais recente. Quais foram os desafios enfrentados ao escrever essa obra?

O primeiro desafio é vencer a insegurança de entregar algo que atenda ou supere as expectativas dos meus leitores. O retorno que venho recebendo de Entre 3 mundos é tão positivo, que bate aquele frio na barriga de não agradar tanto quanto. Além disso, é preciso tomar muito cuidado com detalhes do primeiro livro que precisam ser retomados, porque não pode haver nenhum tipo de contradição. Mas de uma maneira geral, gostei muito de escrever uma continuação. Não precisei mais apresentar os personagens, então pude desenvolver ainda mais as relações e as características.



8 - Qual é o papel da sua família na carreira literária?

Eles são meus maiores apoiadores! Sempre me ajudam a divulgar meu trabalho e me dão a maior força para seguir o meu sonho.


9 - Qual é a importância da representatividade em obras voltadas para o público jovem adulto?

É uma das coisas mais importantes para mim! A literatura tem um poder de influência fortíssimo, e usá-lo para o bem é muito positivo para a nossa sociedade. Fora isso, fazer com que nossos jovens se sintam representados nas histórias é importantíssimo para autoestima e para a quebra de estereótipos.


10 - Como é seu relacionamento com a atual editora?

É ótimo! Acho muito bacana o apoio que a D’Plácido dá aos jovens escritores brasileiros!


11 - Quais são seus autores favoritos?

Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Paula Pimenta, Marina Carvalho e Carina Rissi.


12 - Qual é o papel das redes sociais no relacionamento com os leitores? Quais mídias você mais utiliza?

É fundamental. Me comunico muito com meus leitores através do Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat e Youtube. Eles fazem perguntas, ficam sabendo das novidades sobre minha carreira e acabam se sentindo mais próximos de mim.




13 - Quais são suas expectativas para a Bienal de São Paulo? Em quais dias você estará presente no evento?

Estou superanimada! Vai ser minha primeira participação na Bienal de São Paulo, e espero que seja um evento muito bacana! Estarei lá do dia 26/08 até o dia 3/09, no estande da Leitura.


14 - Você pode partilhar com a gente sobre futuros projetos?

Meu próximo projeto é o livro de contos, “Amores Improváveis”, com os outros cinco autores de literatura da D’Plácido (Bibi Ribeiro, Adelina Barbosa, Fernanda Medeiros, Augusto Alvarenga e Mariana Cestari). Ainda não temos a data do lançamento, mas os contos já estão todos escritos. Depois disso, é provável que eu comece a escrever o último livro da trilogia Entre 3 mundos, mas ainda não faço a menor ideia de quando ficará pronto tampouco de quando será o lançamento (espero que não demore tanto haha).

OBRIGADA!!!

Imagina, foi um prazer! *-* 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

BEDA #18 (Resenha) - A Vida Ama Você: 7 passos para curar sua vida



  • Título: A Vida Ama Você: 7 passos para curar sua vida 
  • Autores: Louise Hay e Robert Holden
  • Editora: Sextante
  • Número de páginas: 175 

A Vida Ama Você é uma viagem de autoconhecimento e autoaceitação em forma de livro. Ao longo dos 7 capítulos, Robert Holden narra suas conversas com Louise Hay falando sobre a vida, o amor, suas experiências de vida e a forma como a relação que temos com nós mesmos se reflete na relação com as outras pessoas.

Cada um dos capítulos do livro é dedicado à explicação de um conceito e de um exercício para colocá-lo em prática, buscando sempre fazer com que a terceira pessoa na conversa de Louise e Robert, o leitor, perceba que merece ser amada e que a vida a ama.

O livro questiona o porquê de perdermos ao longo da vida a certeza no merecimento do amor que temos quando somos crianças e a forma como passamos a nos julgar procurando que os outros nos aceitem.

A leitura de A Vida Ama Você flui de uma forma incrível, fazendo com que se leia 30 páginas sem perceber, até porque, Louise e Robert discutem os temas e os apresentam de uma forma que faz com que o leitor se sinta parte de uma conversa em uma roda de amigos, além de levar à reflexão sobre si mesmo.

No fim das contas, eu indicaria a leitura só pelo livro ser um raiozinho de sol em um dia chuvoso, como um lembrete de que merecemos ser amados por sermos exatamente quem somos, com certeza merece ser deixado na cabeceira da cama para acalentar corações nos dias tristes.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

[Resenha]:Um amor em Barcelona - Lavínia Rocha


Título: Um amor em Barcelona
Autora: Lavínia Rocha
Editora: D’Plácido
Páginas: 80

Sinopse: “Isabela simplesmente odeia as visitas anuais ao seu pai em Barcelona e sempre faz de tudo para não ir. Nessas férias, além de não poder aproveitá-las com a amiga, terá de aguentar dois meses inteiros na Espanha. O que poderia ser mais chato? Ah, claro, ir na companhia da prima Briana. O que Isabela não imagina, porém, é como um garoto pode deixar Barcelona muito mais interessante…”

Este livro, apesar de curtinho, te leva para uma dupla viagem. Uma viagem espacial, pois somos levados para Barcelona junto com Isabela, e assim conhecemos a cidade ao mesmo tempo que a protagonista dá uma chance para a cidade que sempre visita no verão. Ao mesmo tempo realizei uma viagem no tempo, relembrando como foi a pré-adolescência, os dramas em família, o primeiro amor, a dificuldade em conciliar o anseio pela liberdade que todo adolescente possui com o fato de que, naquela época, ainda éramos crianças, e os adultos nos enxergávamos como tal, enquanto queríamos ser tratados como adultos.


Nessas poucas páginas, lançadas pela primeira vez quando a autora tinha 13 anos, já identificamos as características da Lavínia como uma boa contadora de histórias e a predileção pelo diálogo. Essa nova edição também conta com ilustrações muito fofas, o que reforça o sentimento nostálgico do nosso primeiro contato com a leitura ainda na infância. Uma leitura leve indicada para todas as idades.

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