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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jane Austen e a Editora Pedrazul

Olá meninos e meninas de Pemberley!

Com a nova novela da Globo inspirada nas obras de Jane Austen, vocês estão muito inspirados, e querendo saber o que ler, já que todos já lemos - mais de uma vez inclusive - toda a obra da nossa diva. A Editora Pedrazul tem recebido muitos e-mails de pessoas querendo saber quais os livros do catálogo que têm a ver com o universo dela. E adivinhem!
Como parceiras, vamos apresentar algumas preciosidades pra vocês. Achou que ia poder fugir de Jane Austen?!  


Vamos começar pelo mocinho mais amado, Mr. Darcy. Lançado em 2007 pela Sourcebooks Landmark, da autoria de Amanda Grange, O Diário de Mr. Darcy (físico e E-book) chegou ao Brasil em 2015, trazendo as experiências vividas em Orgulho e Preconceito sob a perspectiva de Darcy. Entramos na cabeça desse homem misterioso, e entendemos seu lado da história, que muitas vezes pode ser mal interpretada. Lembrando que essa é uma obra inspirada em Orgulho e Preconceito, escrito por uma admiradora do trabalho de Austen, contendo interpretação livre dos pensamentos e atos do personagem original.  ❤️ 

O segundo livro é de autoria de Frances Burney - lido e relido por Jane Austen!
Evelina (somente E-book, mas se você correr consegue alguns exemplares que foram devolvidos da consignação), onde Jane Austen se inspirou em Lorde Orville para criar Mr. Darcy. A obra conta a história de Evelina, a filha adotiva de um reverendo, cuja mãe morreu pouco depois de tê-la dado à luz. As circunstâncias do seu nascimento são um tanto nefastas: a mãe foi enganada pelo pai, que a abandonou alegando nunca ter-se casado com ela. O livro, que é epistolar, trata-se de um período em que Evelina é requisitada para acompanhar os Mirvan – mais especificamente a única filha dessa influente família, que tem a mesma idade dela – em passeios diversos pelo interior da Inglaterra. Entretanto, durante esse período, é necessário que a família vá a Londres, viagem em que é pedida a permissão do reverendo para que Evelina também os acompanhe. Em Londres ela encontra pessoas de sua família que não conhecia e começa a reconstruir sua história de vida a partir desses encontros. São tantas referências que a gente fica ate meio perdido! E uau, Lorde Orville! 😍

Maria Edgeworth é leitura obrigatória para todo fã de Jane Austen, até porque a própria Jane era fã de Maria - como podemos observar nas cartas trocadas por Jane e a irmã Cassandra. Belinda (somente físico, por enquanto) foi o livro que inspirou Jane Austen a mudar o título de "Primeiras Impressões" para "Orgulho e Preconceito".Austen, em A Abadia de Northanger, cita Belinda como uma daquelas obras que provaram o poder intelectual e a sagacidade dos melhores romances. O livro retrata a vida de Belinda e sua estreia na famosa Temporada de Londres, com ladies, lordes e cavalheiros, do jeito que a gente ama! 🤗


Ann Radcliffe foi uma escritora inglesa e pioneira do romance gótico. O sobrenatural rodeia seus escritos, e foi uma grande febre no século XIX. Os Mistérios de Udolpho (físico e E-book)foi citado em A Abadia de Northanger, de Austen. O mocinho fica comentando sobre este livro com a mocinha e vice e versa, e inspira momentos embaraçosos e divertidos devido à grande imaginação de Catherine Morland. Lembrou?! Na nova novela trocaram Ann Radcliffe por obras de William Shakespeare, mas foi Udolpho, pessoal! 😉

Primeiras Impressões, a versão brasileira de Orgulho e Preconceito, que traz nosso Sr. Darcy de sunga! #morta É uma trama moderna, que se passa em Búzios, região do Rio de Janeiro, e em Nova Iorque, trazendo os personagens de Orgulho e Preconceito para os nossos dias, com tramas do nosso dia a dia, na nossa linguagem, sem perder o charme do romance, e todo o sarcasmo que envolve as obras de Jane Austen. Se você ainda não conhece, precisa conhecer! 😍



Pamela (somente físico, por ora) que também foi lido por Jane Austen, cujo lorde se apaixona por uma serva e tenta, bem, ele tenta levá-la para debaixo de seus lençóis. 🤭😮😬 Livro bem avançadinho para a época e proibido pela Igreja católica, motivo pelo qual se tornou um sucesso retumbante. Não pode proibir, gente, senão aumenta a vontade!!! 😁

Se você chegou ate aqui e está babando por algum desses, corra, pois alguns estão se esgotando. No www.pedrazuleditora.com.br, descontos de 55%, e mais utilizando o cupom "PARCEIROPEDRAZUL". Os E-books, na Amazon, claro!
Se ficou com alguma dúvida, pergunte-nos!

Beijinhos
Mih =)

quarta-feira, 21 de março de 2018

[RESENHA] A Estrangeira - Chirlei Wandekoken

FOTO: daimaginacaoaescrita.com

Não é segredo pra ninguém o meu amor por romances de época. O cavalheirismo, a côrte, as expressões, a educação, o brilho do romance velado… Características que me arrebataram lá em Jane Austen e que me perseguem até hoje. Excetuando Carina Rissi, meu contato com autoras brasileiras nesse gênero era nulo (porque???): Tessa Dare, Lisa Kleypas, Julia Quinn, Sarah MacLean, Mary Balough, eram meu top 5. Mas aí, eu fui deliciosamente presenteada com A Estrangeira, pela própria Chirlei. E que deliciosa surpresa!

O primeiro ponto a me chamar a atenção foi a fluidez e a assertividade da narrativa. Uma coisa que me incomoda demais, e eu falei sobre isso por aqui e vou repetir sempre que necessário, é quando o tom da narrativa não bate com o período retratado. Chirlei não cometeu esse deslize. A narrativa foi muito bem construída, e nos prende da primeira à última página.

A narrativa tem um ponto interessante, que poucos tem capacidade de fazer bem feito: alternância entre presente e futuro. Então, fica aqui uma dica: fique atento às datas que constam no início dos capítulos, e também nas datas das cartas. Caso contrário, você vai ter que voltar algumas páginas pra entender melhor o enredo [sim, esse foi o meu caso].

Mas o que realmente nos segura são os incríveis personagens da trama. Eliza e o conde de Northumberland, os personagens centrais, dividem os holofotes com uma série de personagens que roubam a cena à cada aparição. Personagens esses que nos apresentam temas profundos, como lealdade, amor, respeito, honra, e também traição, incesto, mentiras, omissões. E nos deixam a pergunta: Até onde teríamos coragem de ir por amor?

Clichê de romances de época, que a gente AMA: o mocinho é liieeendo!!! Aquele homem que nos transforma em piriguetes literárias em algumas páginas, se é que vocês me entendem.

Em resumo, a história foi muito bem construída, os fatos surpreendem, e o que começa cheio de fios soltos termina muito bem fechado. Não tem como não suspirar!

Título Original: A Estrangeira
Autora: Chirlei Wandekoken
Editora: Pedrazul
Lançamento: 2017




Recomendo muitíssimo!
Beijinhos

Mih =)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

[RESENHA] Anne with an E - Especial Netflix



Anne with an 'E' estreou na Netflix no dia 12 de maio, e já arrebatou uma legião de corações. Perfeita para fãs de dramas e comédias leves, possui um contexto histórico consistente, e uma fidelidade literária digna de menção.
Para aqueles que não sabem, Anne with an 'E' é uma adaptação da obra literária de Lucy Maud Montgomery, Anne de Green Gables. Publicado em 2015 pela editora Pedrazul, a obra esgotou nos estoques, motivando a publicação das demais obras da série - composta ao todo por 8 livros. Sendo assim, assistir Anne with an 'E' requer certo recorte histórico... e uma caixinha de lenços.


Composta por 7 episódios, a primeira temporada de Anne foi um sucesso absoluto. Apresentando a protagonista, o primeiro episódio conta com 1h30' de duração, numa espécie de filme com final aberto. A história da pequena Anne é tocante, e infelizmente mais real do que parece, o que a torna ainda mais comovente. Pequena, magra, ruiva numa sociedade que despreza essa característica, pobre e orfã desde os 3 meses de idade, sofreu maus bocados na infância. Adotada e devolvida diversas vezes, trabalhou desde muito cedo para sobreviver, em casas de diversas famílias, como empregada, babá, cortando lenha, presenciando e sofrendo humilhações e agressões - cenas abordadas pela série em formato de flashes de memória.


Mas a série começa com os irmãos Cuthbert. Marilla e Matthew são já senis donos de Green Gables, no condado de Avonlea. Solteiros e sem filhos, o trabalho começa a se tornar pesado demais, e os dois decidem adotar um menino para ajudar nos cuidados com a terra e os animais. Mas um erro de comunicação lhes trás Anne, que muda a vida de Green Gables completamente. 
Com uma mente livre e um talento nato para se meter em confusão, Anne vai aos poucos conquistando seu lugar na família Cuthbert, na sociedade de Avonlea e no mundo.
Acredito que a palavra-chave em questão seria FAMÍLIA.
Uma lebre que foi levantada nos últimos anos, a definição de "família" é com certeza o tema central da série. Quando dois irmãos decidem adotar uma criança, como filha - não como empregado, a sociedade começa a olhar de forma diferente para os Cuthbert, não por serem estranhos, ou estarem errados, mas poque era uma atitude nova. Tanto no livro quanto na série esse tema foi bastante destrinchado, mostrando uma menina que apenas queria ser parte de uma família, e todos os desafios que lhe foram apresentados.
Não vou dar spoilers, mas como leitora da obra original posso garantir a fidelidade da série em relação a obra literária. A escolha dos atores para representar esses personagens tão únicos foi perfeita. Fiquei impressionada positivamente com Geraldine James, atriz que interpreta Marilla, e o faz de maneira verdadeiramente convincente. Mas os aplausos vão para a pequena Amybeth McNulty, atualmente com 15 anos - fato que eu fiquei assustada ao descobrir, porque ela realmente parece uma criança - que dá vida e voz à pequena Anne, é esperta o suficiente para entender a personalidade e vivê-la com veracidade.


Preciso ressaltar a fotografia e ambientação da série com uma palavra que Anne gosta bastante: Deslumbrante! A fazenda é exatamente como imaginamos ao ler as palavras de Montgomery, e a fotografia nos transporta para 1878, época em que se passa a história.
A série apostou em focar não apenas em Anne, mas em assuntos delicados que são abordados no livro, alguns de forma profunda, outros de forma superficial. Bullying, violência e trabalho infantil, relação homo afetiva entre mulheres, igualdade de gênero, são grandes temas que compõem o drama de Montgomery, que possui um tom mais cômico do que a série apresenta.
Mas a aposta da Netflix cumpriu sua proposta, trazendo as fantasias infantis da pequena órfã, e as relações entre as pessoas, sempre pautadas em amor e aceitação. A série também traz alguma contemporaneidade, modernizando um pouco o linguajar vitoriano original, o que é ousado - como todo jogo em que envolve riscos, não acerta sempre, mas também não se afasta de todo da comédia dramática de Montgomery.

Por fim, só podemos aguardar a atualização da série na plataforma, e a publicação das continuações pela Pedrazul, que já anunciou a pré-venda de Anne de Avonlea no site oficial (clique aqui e saiba mais). Eu já garanti o meu. Corra e garanta o seu também com preço promocional de pré-venda! 

terça-feira, 9 de maio de 2017

2º Encontro de Fãs de Jane Austen - Rio de Janeiro


No último domingo, 07 de maio, tivemos nossa segunda edição do Encontro de Fãs de Jane Austen, acontecendo na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Nessa edição contamos mais uma vez com a organização e direção da garota de Pemberley Michelle Motta e da autora Laís Rodrigues, e o apoio da Livraria da Travessa e da nossa editora parceira Pedrazul. 


Nessa edição, mantivemos o foco nas influências de Jane Austen, os autores que a inspiraram e autores que foram inspirados por ela. Centralizamos o tema Orgulho e Preconceito, e comentamos algumas adaptações dessa obra quase divina! Confira:

Começamos falando sobre as autoras que com certeza estavam presentes na prateleira de Jane Austen.
 - Frances Burney - Autora de Camila, Cecília e Evelina, uma das autoras favoritas de Jane Austen e que foi grande inspiração em diversos dos temas das obras de Austen.
 - Ann Readcliff - Autora gótica em voga na época de Austen, homenageada com a obra A Abadia de Northanger.
 - Maria Edgenworth - Autora de Belinda, e que admirava e era admirada por Austen, cuja influência em seus escritos pode ser percebida quase de olhos fechados!

Passamos então a comentar sobre obras que foram inspiradas por Orgulho e Preconceito, obra mais conhecida da autora e que ganhou diversas adaptações:
 - O Diário de Mr. Darcy [Amanda Grange] - publicado pela Editora Pedrazul, essa adaptação vem em formato de diário trás anotações do próprio Willian Darcy, começando antes dos acontecimentos de Orgulho e Preconceito e nos apresentando talvez uma nova face desse herói já tão amado.
 - Morte em Pemberley [P.D. James] - é a aventura da Agatha Christie contemporânea (como é amplamente conhecida) dentro do universo de Jane Austen, nos inserindo num misterioso assassinato dentro da propriedade do Sr. Darcy às vésperas do baile anual de outono, alguns anos após seu casamento com Elizabeth.
 - O Diário Secreto de Lizzie Bennet [Barnie Su] - traz as emoções de Orgulho e Preconceito para os dias de hoje, um incrível desafio que foi deliciosamente cumprido, em formato de Vlog e Livro.
 - As Sombras de Longbourn [Jo Baker] - é a fusão de Downton Abbey e Orgulho e Preconceito, narrando os acontecimentos nos andares de baixo da casa da família Bennet que são simultâneos aos acontecimentos do livro original, dando um novo vislumbre à casa que já "visitamos" tantas e tantas vezes e dos acontecimentos de bastidores da obra favorita de grande parte de nós.
 - Orgulho e Preconceito e Zumbis [Seth Grahame-Smith] - é a adaptação mais controversa dos 200 anos de Orgulho e Preconceito! O livro, e posteriormente o filme, que recebeu elogios e chuvas de críticas traz zumbis ao universo de Austen, tornando nossos mocinhos caçadores de zumbis, e transformando em mortos-vivos alguns personagens tão conhecidos por nós em situações divertidas - outras nem tanto - e polêmicas.
 - Primeiras Impressões [Lais Rodrigues] - foi relançado pela Editora Arqueiro, trazendo os protagonistas Darcy e Elizabeth para o Brasil, dando um novo e moderno corpo ao romance clássico, deixando-o um pouco mais ensolarado!
Foto de uma das espectadoras.

Ao final, falamos um pouquinho de Elizabeth Gaskell, autora britânica fortemente influenciada por Jane Austen, e que escreveu grandes clássicos, como Norte e Sul/Margareth Hale, Cranford, O Chalé de Moorland e Esposas e Filhas. A autora será tema de um próximo encontro de fãs no rio de Janeiro.

Tivemos sorteio com Quiz especial, Bingo e Sessão de autógrafos. Um encontro divertido, leve, cheio de presentes para todos que queriam levar uma lembrancinha para casa!

E aguardem... vem mais por aí! 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

[RESENHA] A Intrusa - Júlia Lopes


Título original: A Intrusa

Autora: Júlia Lopes de Almeida

Editora: Pedrazul

Número de páginas: 232

Sinopse: Ele era ainda jovem, mas se sentia velho. O peso de uma promessa, feita à mulher já morta, tirava-lhe todas as expectativas de um dia amar de novo. Sua vida era voltada ao trabalho como respeitado advogado, à filha, e aos amigos. Todavia, o destino colocou dentro de sua casa uma intrusa que ousou mexer com seus entorpecidos sentimentos. Devido a uma excêntrica condição estipulada por ele, nunca se viam, mas sua doce presença impregnava-lhe a vida, tornando a necessidade de vê-la maior que a estranha promessa.


Eu sempre havia comentado sobre o fato de não termos uma escritora brasileira de peso no século XIX. Até que a Pedrazul lançou A Intrusa. Confesso que fiquei bem curiosa para ler, e o livro atendeu bem às minhas expectativas. Acostumada com romances escritos por mulheres inglesas do século XIX, qual não foi minha surpresa ao ler este brasileiro, ambientado no Rio de Janeiro. 

O século XIX estava no fim, o Rio de Janeiro vivia o auge da cultura cosmopolita, a Belle Époque, marcada por profundas transformações culturais que se traduziam em novos modos de pensar e viver o cotidiano. Em A Intrusa, Júlia retrata bem os costumes da alta sociedade carioca de seu tempo, e o faz de modo crítico.

O romance conta a história de Argemiro, um advogado viúvo há nove anos. Ele teve um casamento bem sucedido com Maria, e dessa união nasceu Maria da Glória. A esposa, ciumenta por natureza, fez seu marido jurar no seu leito de morte que jamais voltaria a se casar.

Glória, como a criança era chamada por todos, que tinha apenas dois anos quando a mãe faleceu, foi criada em uma chácara pelos avós paternos, e cresceu livre, porém rebelde, mimada e sem modos. Já a casa de Argemiro era administrada por um empregado, Feliciano, que abusava das coisas de seu patrão, usava suas roupas, fumava seus charutos; e administrava muito mal a casa, esbanjando os recursos de que dispunha.

Diante dessa situação, Argemiro resolve, com ajuda de seu amigo Padre Assunção, colocar um anúncio no jornal em busca de uma governanta. Apenas uma candidata aparece, a jovem Alice. Ela aceita todas as condições impostas para conseguir o trabalho, inclusive a mais estranha delas: seu patrão exige que ela nunca o veja.

Alice começa assim a cuidar muito bem da casa de Argemiro, colocando todas as coisas em ordem, inclusive as despesas da casa. Com a presença de uma mulher em casa, Argemiro começa a trazer sua filha aos finais de semana. E qual não foi sua surpresa ao perceber o quanto Alice influenciava positivamente a menina, ensinando-a, fazendo com que ela começasse a mudar seus modos grosseiros.

Mesmo nunca vendo a governanta, o advogado sente a presença de sua alma pela casa, e começa a se sentir mais feliz dentro de seu próprio lar, agora muito mais organizado e aconchegante. Isso não era bem visto pela sociedade da época, e os personagens deixam claro como viam com maus olhos o homem viúvo manter uma governanta, uma mulher que comandava sua casa sem ser sua esposa.

Uma coisa que me chamou muito a atenção durante a leitura foi o modo como Júlia conduz a narrativa, abusando da onisciência do narrador e do discurso indireto livre. Mesmo quando não está utilizando o discurso direto, podemos perceber como se sentem os personagens, como pretendem agir, e o esforço que fazem para se manterem dentro dos costumes daquela sociedade. Júlia explora bastante o lado psicológico de cada personagem, tornando a leitura bem interessante.

Outro ponto que merece destaque é como Alice aparece pouco no romance. Dessa forma, assim como Argemiro, o leitor também fica curioso para “ver” e conhecer um pouco mais sobre a personagem. A autora mantém esse ar de mistério durante boa parte do livro. Aos poucos a personagem vai sendo revelada, e admirada como heroína do romance.

Mesmo com a intromissão de seus amigos e dos pais de Maria sobre manter uma governanta em casa, Argemiro segue firme em sua decisão até o final da história. Este foi diferente do que eu imaginava, e se mostrou bem surpreendente. 

A história é encantadora, além do cenário que também fascina. Foi um grande prazer conhecer de perto um romance escrito por uma brasileira numa época difícil para as mulheres no campo das artes, especialmente no Brasil. Júlia, que apoiava a abolição e a república, é uma das primeiras romancistas brasileiras, e foi impedida de ingressar na Academia Brasileira de Letras pelo fato de ser mulher, apesar de ter participado do seu planejamento e criação.





terça-feira, 31 de maio de 2016

TOP COMENTARISTA - Resultado Maio



VISIATANTES DE PEMBERELEY, CHEGOU O GRANDE DIA!

Não, não vamos dar um baile. É o dia de divulgar o resultado do Top Comentarista de Maio. Agradecemos mais uma vez a participação de todos no nosso blog. Os comentários são muito importantes para continuarmos produzindo conteúdos de qualidade e que agrade a vocês. Aos participantes que não ganharam neste mês, não desanime! Mês que vem tem mais.

Agora parando com a enrolação. A ganhadora do Top Comentarista de Maio que vai receber uma belíssima edição de Uma Memória de Jane Austen é...

REBECA RODRIGUES

Ainda hoje um e-mail será enviado para a ganhadora. Caso não receba nosso e-mail, entre em contato conosco no garotasdepemberley@gmail.com. Aguardaremos 48 horas pela resposta. Caso a vencedora não retorne nosso contato, o resultado será recalculado, e um novo post com um novo vencedor será divulgado.

Mais uma vez obrigada pela participação :D 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dicas da Mih - Históricos ou De Época? (Indicações #2)

Hoje minha abordagem vai ser um pouquinho diferente!
Estamos à todo vapor com nosso Top Comentarista, que desde Fevereiro tem movimentado nosso blog. Tudo, é claro, graças à vocês, que lêem, gostam, aprovam [ou não], e comentam. Adoramos esse retorno. Mas a questão não é essa. A questão é: tenho notado uma certa confusão quanto a dois gêneros literários muito amados por todos nós, então resolvi dar uma pesquisada, estudar um pouquinho, pra trazer uma informação mais precisa sobre a diferença entre Romances Históricos e Romances de Época, e aproveitar a deixa pra deixar minhas indicações aqui, que se resume a todos os livros citados! ;-)
***Apenas uma observação: A distinção entre Romance de Época e Romance Histórico existe apenas na nossa cultura. Lá fora - no exterior - todos são Romances Históricos. E outra coisa: existem pontos controversos, e diversas opiniões diferentes a respeito do assunto, visto que o termo Romance de Época é um termo contemporâneo. Então não briguem comigo, pois existem pessoas que analisam a questão de maneira diferente. Eu trouxe apenas os pontos em que há mais concordância, ok?!***

Temos as resenhas aqui no Blog! [Fica a dica!]
“O Romance de Época, além de não se importar com datas e nem fazer referências a fatos históricos importantes, se preocupa em mostrar como vivia e se comportava um povo em um determinado tempo. A maioria deles destaca a vida da sociedade londrina no período vitoriano, valorizando costumes como: moda, etiqueta social, passeios de charretes ou no campo, jantares, festas, teatros. A fragilidade da mulher, o casamento por conveniência, as amantes, a diferença entre as classes sociais, o valor de um título nobre, as intimidades sexuais entre os protagonistas são fatores importantes e estão sempre presentes nesses romances.”
Identificou? Aquele livro que a gente lê e logo fica claro o casal protagonista, e tudo gira em torno deles, trazendo uma problemática para a trama, mostrando seu cotidiano, e fechando com um belo final feliz, é um Romance de Época. Muitas vezes ainda ficamos indagando certas coisas, como por exemplo, um livro que se passa no século XVIII e não tem escravidão, ou a classe mais baixa nem sente os reflexos ou as consequências de uma guerra. Não é um erro. Esses fatos podem apenas não ser importantes para a trama central, pois trata-se de um Romance de Época.

Os Romances Históricos têm um compromisso maior com a realidade. Não deixando de ser um romance, esse gênero mistura história local com ficção, unindo o real ao imaginário. Por exemplo, um acontecimento histórico, ou um personagem real, em meio a uma história fictícia que esteja de acordo com dados históricos.
O gênero surgiu no início do século XIX, no período denominado Romantismo, e possui grandes nomes, como Alexandre Dumas e seu clássico Os Três Mosqueteiros, e Leon Tolstói com o conhecido Guerra e Paz. Suas principais características são:
  • O fato histórico deve ser o ponto de partida para a construção da ficção, ambos - história e ficção - interagindo;
  • Uso de temas heroicos e personagens representando valores éticos e morais;
  • A narrativa é construída no tempo passado, em detrimento ao tempo em que escreve o autor;
  • Busca de legitimação dos fatos históricos através de documentos e referências históricas;
  • Tentativa de recuperar estruturas sociais, culturais, políticas e estilos do passado;
“(...) um romance histórico é um romance que é definido antes da guerra do Vietnã (ou a Segunda Guerra Mundial, dependendo da editora). Lembre-se, a definição de um romance é que o enredo se concentra no desenvolvimento da relação entre o herói e a heroína – se o romance é retirado, não há mais história. Enquanto os livros de ficção histórica acontecem em um cenário histórico que foca sobre o efeito desse ajuste sobre os personagens – seja uma guerra, uma fronteira, ou a Revolução Protestante. Pode haver um romance na história, mas é uma subtrama”.
Com base nessa análise, podemos dividir esse gênero em:
  • Ficção Histórica: obras que focam em determinados períodos e fatos históricos (e que podem ter romance desde que ele seja uma subtrama);
  • Romances Históricos: obras ambientadas em um período anterior a 1950 e que usam um determinado pano de fundo para descrever um romance.
Podemos dizer então que, em geral, todos os livros narrados num período anterior a 1950 são considerados históricos, pois uma das grandes características desse gênero é reviver comportamentos e fatos do passado da sociedade. No entanto, deve ficar claro que nos Romances de Época esse compromisso com a história, com o real, não é pré-requisito, o que significa que não precisamos crucificar os autores por terem derrapado neste ou naquele fato histórico, ok?!

Sendo assim:
  • Romances históricos têm o foco nos fatos históricos, sem deixar, é claro, de ter romance. Nesse gênero, mesmo tendo romance, com várias tramas em plano de fundo, o cenário é embasado em situações reais que são o ponto de partida da história.
  • Romances de época são obras que usam um determinado período histórico como pano de fundo mas focam no desenrolar do romance central. Nesse caco, o foco está nos costumes da época e em como isso vai montando o romance.
Entendi, então, que TODO ROMANCE DE ÉPOCA É UM ROMANCE HISTÓRICO, MAS NEM TODO ROMANCE HISTÓRICO É UM ROMANCE DE ÉPOCA. No entanto, o mais importante é viajar nessas leituras e se encantar pelos costumes, linguagens, culturas e características dos séculos passados – seja através de um romance embasado em fatos históricos reais (romance histórico) ou seja por meio de um romance narrado em uma época remota (romance de época).

Espero ter conseguido explicar, e não deixar vocês ainda mais confusos [peço que me perdoem caso tenha sido esse o ocorrido]! E para maiores esclarecimentos, as fontes das minhas pesquisas estão no final do post!

Indicações:


Até a próxima *-*
Bjs da Mih




FONTE:

http://www.todamateria.com.br/romance-historico/
https://kayedacus.com/2008/05/13/writing-the-romance-novel-historical-romance-vs-historical-fiction/
https://www.rwa.org/p/cm/ld/fid=579
http://www.livrosefuxicos.com/2016/05/romance-historico-ou-romance-de-epoca.html#.Vzx025ErLDc

terça-feira, 10 de maio de 2016

Pamela, ou A Virtude Recompensada

Nome original: Pamela, or Virtue Rewarded
Nome no Brasil: Pamela, ou a virtude recompensada
Autor: Samuel Richardson
Tradução: Rafael Tages
Número de páginas: 392
Editora: Pedrazul

Sinopse: Em plena Inglaterra do século XVIII, um patrão aristocrata se apaixona por uma serva e cria várias situações para forçá-la a se entregar a ele. Ela, contudo, não abre mão de seus valores morais e luta para preservar a sua virtude, o que o deixa mais decidido a conseguir o objeto de seu desejo. Uma atração que pode levar Pamela à ruína.
Este ano a Pedrazul trouxe mais um livro clássico que não tinha sido publico no Brasil até então, Pamela, ou a virtude recompensada. Publico em 1740 é um romance em formato epistolar. Henry Fielding contemporâneo e rival de Richardson, até escreveu uma "paródia" chamada Shamela que é escrita como uma revelação chocante dos verdadeiros eventos que ocorreram na vida de Pamela Andrews.

A trama narra a história da bela, gentil e bem disposta Pamela, uma serva de 15 anos que após a morte de sua patroa só quer voltar para a casa dos seus pais, mas Mr. B. filho de sua senhora se apaixona por ela, e faz repetidas tentativas de seduzi-la. O desejo do Sr. B. por Pamela é tão insano que ele diz que vai envia-la para os pais depois de muita insistência dela e de outros empregados, mas a mantém prisioneira em sua propriedade em Lincolnshire, vigiada por uma empregada horrível, a Mrs. Jewkes. Pamela resiste a estas tentativas até que, finalmente, como o título sugere, sua virtude é recompensada e ele se casa com ela, tendo sido tão impressionado com sua bondade moral. 

Admirei a determinação de Pamela em não ceder, mas a achei boazinha demais. Ela não nutre um sentimento negativo se quer, por mais horrenda que a pessoa seja! E quanto ao Mr. B. confesso que fiquei um pouco tentada a gostar dele, mas o assédio que ele fazia quebrou o encanto, apesar de que no século XVIII era normal alguém como o Mr. B. agir assim com moças que estivessem muito abaixo de sua posição social. Gostei da narrativa, apesar de ter a achado um pouco cansativa, mas o li mais rápido do que eu imaginava.


PS: Pamela deve ter a síndrome de Estocolmo

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Top Comentarista de Maio:


Tem Top Comentarista no mês de Maio também! Desta vez, o nosso leitor que mais se empenhar comentando durante todo o mês irá ganhar o livro Uma Memória de Jane Austen. O livro, escrito pelo sobrinho de Jane, conta a intimidade da escritora, com detalhes que só alguém da família poderia saber. Atualmente, a obra é considerada a melhor biografia da autora. Interessados? Preparados? Valendo!!! 



Só para relembrar, vamos às REGRAS: 


1- Comente nas nossas postagens aqui do blog. Vale comentários em qualquer postagem, mas eles devem ser feitos durante esse mês. Comentários anteriores não serão considerados. 

2- O comentário deve ter conteúdo, ou seja, se escrever apenas "legal" ou "adorei", não vai valer. 

3- Vamos avaliar cada comentário, e só entrarão na contagem os que tiverem conteúdos relacionados a postagem em questão, que mostre que você realmente leu o post. Afinal, comentar sem ler não rola né?! 

4- Quanto mais comentários, mais chances você vai ter. O maior comentarista do mês ganhará o prêmio!!! 


Alguns adicionais: 


1- É necessário ter endereço localizado no Brasil; 

2- Só será válido 1 comentário por postagem, Ou seja, se você comentar 30 vezes no mesmo post e um coleguinha comentar apenas 2 vezes em duas postagens diferentes, quem ganha é o coleguinha! 

3- Caso haja empate na quantidade de comentários, haverá um sorteio. 


O nome do vencedor será divulgado aqui e em nossas redes sociais, e também enviaremos um email. O ganhador terá 48 horas para responder ao nosso email informando o endereço de postagem. Caso ultrapasse esse período, um novo ganhador será divulgado, e o primeiro resultado será desconsiderado. A promoção encerra no dia 31/05/2016, às 17h. O resultado será no mesmo dia. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Dicas da Mih - Lançamento #2

Prontos para mais lançamentos?
Hoje preparei especialmente para vocês uma seleção M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!

O primeiro selecionado é de um autor de quem Jane Austen foi super fã! Foi um dos escritores que mais influenciou Austen, seu estilo e sua narrativa. Ele foi o pai do movimento Romantismo. Da Editora Pedrazul, que está trazendo para o Brasil as influências de Austen e aqueles a quem ela amava, apresento a vocês: Pâmela, de Samuel Richardson. Pamela foi considerada ousada para a época e até proibida pela igreja Católica, pelo papa, no Index Librorum Prohibitorum. Entretanto, como sabemos, a Inglaterra é Protestante desde Henrique VIII, século XV, e Pamela foi lançado no século XVIII. Portanto, o livro foi lido por todo leitor da Grã Bretanha. Um estrondoso Best-seller. Para quem gosta de um livro mais quente, à moda literatura contemporânea de época, ei-lo; para quem gosta de um livro histórico, que vai retratar como os ricos, Lords, etc, tratavam uma serva bonita, vai ter uma excelente ideia do costume no século XVIII. Se existia uma serva bela e o Lord se encantava por ela, certamente ela se tornava sua amante ou era abusada mesmo e deixada para trás, engrossando as fileiras dos bordéis em Londres. Interessante lembrar que o século XVIII, em Londres, era repleto deles.

Em plena Inglaterra do século XVIII, um patrão aristocrata se apaixona por uma serva e cria várias situações para forçá-la a se entregar a ele. Ela, contudo, não abre mão de seus valores morais e luta para preservar a sua virtude, o que o deixa mais decidido a conseguir o objeto de seu desejo. Uma atração que pode levar Pamela à ruína.




Lançamento: Abril/2016
Quanto? R$ 58,10
PROMOÇÃO : R$ 49,90 Aproveitem!






O segundo selecionado é o emocionante e pontilhado de detalhes históricos: Os pilares da Terra, que já vendeu mais de 18 milhões de exemplares e conquista novos leitores há mais de vinte anos ao traçar o retrato de uma época turbulenta, marcada por conspirações, violência e o surgimento de uma nova ordem social e cultural. O maior Best-Seller de Ken Follet, está em várias listas de melhores livros de todos os tempos, e mais: Foi adaptado para a TV, com série disponível na Netflix , e está com uma versão para Vídeo Game em desenvolvimento. Sensacional né?!
Na Inglaterra do século XII, Philip, um fervoroso prior, acredita que a missão de vida que Deus lhe designou é erguer uma catedral à altura da grandeza divina. Um dia, o destino o leva a conhecer Tom, um humilde e visionário construtor que partilha o mesmo sonho. Juntos, os dois se propõem a construir um templo gótico digno de entrar para a história. 
No entanto, o país está assolado por sangrentas batalhas pelo trono, deixado vago por Henrique I, e a construção de uma catedral não é prioridade para nenhum dos lados, a não ser quando pode ser usada como peça em um intricado jogo de poder. 
Os pilares da terra conta a saga das pessoas que gravitam em torno da construção da igreja, com seus dramas, fraquezas e desafios.



Lançamento: 15/04/2016
Quanto? R$ 29,99 (disponível apenas em formato Digital) 






Minha última seleção não é apenas literária. Agora quero contar pra vocês um pouquinho do que vai rolar no mundo do cinema! 

Com previsão para 16 de junho de 2016, pela Warner Bros, o livro que mais mexeu comigo estará estreando nas telonas. Com direção de Thea Sharrock, e atuações - brilhantes, por sinal - de Emilia Clarke (nossa eterna Daenerys Targaryen de Game of Thrones) e Sam Clafin (nosso eterno Finnick de Jogos Vorazes), Como Eu Era Antes de Você vem trazendo a emocionante história de Will, um garoto rico e bem-sucedido que sofre um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota, Louisa, do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.

Desde já, aviso: Preparem os lencinhos. E meninas, evitem passar maquiagens que não sejam à prova d'água para irem ao cinema, se não vocês ficarão borradinhas!


Gostaram das Dicas da Mih de hoje???
Programem-se e divirtam-se!
Beijinhos *-*

domingo, 3 de abril de 2016

Editora Parceira - Pedrazul Editora

O mês de Abril realmente está sendo muito especial para as Garotas de Pemberley. É com imenso prazer que anunciamos mais uma parceria editorial, dessa vez com a Pedrazul Editora.

Pedra Azul

“A Pedrazul situa-se na região Sudeste do País, onde se localiza um dos mais belos pontos turístico do Brasil, a Pedra Azul ou Pedra do Lagarto, no município de Domingos Martins, região montanhosa do estado do Espírito Santo, localizada a 40 minutos da capital, Vitória.

Seus idealizadores são leitores apaixonados por romances clássicos, especialmente os da literatura inglesa, nicho no qual atua quase na sua totalidade. O resgate do livro ilustrado também é uma meta da Pedrazul. Atualmente é a editora que mais se dedica à tradução e à publicação de obras mundialmente consagradas, algumas ainda desconhecidas no mercado editorial brasileiro. Relançar obras nacionais e estrangeiras consagradas, cujos poucos exemplares se encontram nas mãos de colecionadores, também figura entre seus objetivos, assim como lançar novos talentos nacionais e estrangeiros.

Com essa postura, a Pedrazul destaca-se na disseminação da cultura mundial e caracteriza-se como uma editora atenta aos interesses do seu público e disposta a viajar no tempo para fazer reviver grandes obras imortais por sua preciosidade. Além da reconhecida qualidade das publicações, seu catálogo reúne os nomes dos mais consagrados romancistas mundiais”.

A literatura inglesa é riquíssima, e Pedrazul nos traz os melhores clássicos de maneira belíssima, desde a capa que nos remete às épocas das suas histórias, até suas ilustrações tão belas.


Abaixo segue alguns dos livros publicados pela editora.




Amanda Grange 

O Diário de Mr. Darcy (resenha aqui) - Romance baseado na obra "Orgulho e Preconceito", da inglesa Jane Austen, publicado em 2007









Ann Radcliffe

Os Mistérios de Udolpho - Romance do século XVIII (1794)










Anne Brontë

A  Inquilina de Wildfell Hall - Romance do século XIX (1848)





Frances Burney

Evelina - (resenha aqui)  Romance do século XVIII











L.M. Montgomery

Anne de Green Gables - (resenha aqui) Romance Infantojuvenil do século XIX (1990)







Ao clicar no título dos livros, vocês poderão ler suas sinopses e adquiri-los no site da Pedrazul. Outras obras da editora serão expostas aqui no blog durante o ano, e também nas nossas redes sociais.

As novidades ainda não acabaram!!!
Aguardem

sábado, 12 de março de 2016

"Porque, se é pra imaginar, que seja algo que vale a pena."

Sinopse: Tudo parecia confortável demais na vida dos irmãos Matthew e Marilla Cuthbert, mas o coração de Matthew começou a dar sinais de que a idade lhe havia chegado. Decidiram, não antes sem muita ponderação, adotar um menino, de uns onze anos, para que pudesse receber educação apropriada e ser o ajudante de Matthew. Mas, a mão da Providência já havia agido na vida deles, e através de um erro de comunicação, uma menina ruiva, tagarela e sardenta ocupou o lugar do menino. Anne, assim que chegou a Green Gables, fica sabendo do engano, mas com sua imaginação fértil e conversa afiada, já havia conquistado o coração de Matthew. E assim começa a história de suas aventuras fascinantes, com sua “amiga do peito” Diana, e sua competição com o inteligente e perspicaz Gilbert Blyhte. À medida que Anne foi aceita em Green Gables, ela conquista também a admiração de toda a cidade de Avonlea e o encanto do seu mundo de sonho e imaginação se espalha e vai contagiar você também.

Me encantei logo de cara com a pequena Anne. Ruiva, sardenta, magrinha, aos 11 anos sempre com algo a dizer com seu vocabulário, no mínimo, difícil demais para sua idade. Possui imaginação fértil e da voz a tal imaginação; Se apaixona fácil por tudo o que vê, o que a torna uma criança fácil de lidar, e também apaixonante. Seu desejo por ser amada torna impossível não gostar dela. Me deixou a sensação de que mesmo com todas as desventuras vividas, ainda tinha uma paixão pela própria vida que a fazia ser feliz. Era consciente da própria situação, mas revertia sua tristeza em aventuras criadas na própria cabeça. Mas o que mais me encanta em Anne é sua pureza e sua inocência. A pequena não possuía nenhum tipo de mesquinhez, nem sequer poderia reconhecer a hipocrisia. As confusões em que se mete conservando em si a inocência infantil é de tirar lágrimas.

Amor, carinho, lar e família. Todos os seus sonhos podem ser resumidos nessas quatro palavras. Todas as suas ações são em busca desses quatro tópicos, e isso torna a convivência de Anne com as pessoas ao seu redor muito prazerosa. Todos se encantam por Anne. Não tem para onde fugir. Inicialmente eu achei que ela falava demais, sempre com algo a dizer, e com longas falas. Mas o tempo vai passando, e o mesmo tempo a vai moldando, mostrando-lhe onde mudar, onde conservar-se.
"Eu não mudei nem um pouco, não de verdade. Eu só estou podada e ramificada. A verdadeira EU, aqui dentro, continua a mesma de sempre . Não vai fazer a menor diferença para onde eu vou ou o quanto eu mude por fora. No fundo do meu coração, sempre serei sua pequena Anne, que amará você e Matthew, e minha querida Green Gables, mais e melhor durante todos os dias da minha vida .”
Por fim, esse clássico da literatura canadense, escrito em 1908, conquistou gerações. Infelizmente não vejo muitas pessoas falando do livro, e ele não tem tanta fama quanto alguns outros da mesma época. Não entendo o porquê, visto que esse livro é um clássico maravilhoso, com pontos tocantes, temáticas emocionantes, escrita excepcional, e uma sensibilidade indescritível. Recomendo para todo fã de clássicos. Não podemos passar sem ter Anne na prateleira e no coração.

Título Original: Anne of Green Gables
Título no Brasil: Anne de Green Gables
Autora: Lucy M. Montgomery
Editora: Pedrazul
Tradução: Tully Ehlers
Páginas: 228


quarta-feira, 9 de março de 2016

Evelina - ou A História da entrada de uma senhora para o mundo



Título Original: Evelina
Título no Brasil: Evelina
Autor(a): Frances Burney
Editora: Pedrazul Editora
Tradução: Gabriela Alcoforado
Nº de páginas: 388




       Este livro foi publicado pela primeira vez em português pela Pedrazul Editora, em 2014 (capa e ilustrações lindas *-*). É um romance epistolar sobre a entrada de uma jovem dama, com seus 17 anos, aos círculos da sociedade londrina do séc. XVIII. Escrito por Frances Burney, grande nome da literatura inglesa e uma das inspirações de Jane Austen.



       Evelina é a história de uma menina criada sem pais. A mãe morreu e o pai desconhecido por ela abandonou sua mãe logo depois de terem se casado as escuras deixando assim a garota em posição social duvidosa. Ela desde sempre tem sido criada e educada em Berry Hill, no interior, pelo Rev. Mr. Villars, a quem ela tem uma completa devoção.

       A influente família Mirvan, conhecidos de Mr. Villars, solicitam a presença de Evelina como companhia para sua única filha e para isso eles pedem permissão para que Evelina passe algum tempo com eles na cidade para que ela respire outros ares e se familiarize com os costumes em sociedade, o que deixa a garota muito animada. Com o consentimento de Mr. Villars, Evelina viaja. Eventualmente se faz necessário que a família Mirvan viaje à Londres, portanto, Evelina, que está sub seus cuidados, vai com eles e começa a frequentar teatros, operas, bailes e outros ambientes sociais. Em meio à comitiva de Mrs. Mirvan, Evelina conhece Mr. Lovel, Sir Clement Willoughby, Lord Orville, entre outros da alta sociedade. Lord Orville, por seus excelentes modos, ganha a confiança e admiração de Evelina, que prefere omitir todos os fatos desagradáveis sobre seu nascimento.
       A mãe de Caroline e portanto avó de Evelina, Madame Duval [ri muito dessa velhota senhora], uma senhora vulgar, prepotente e rude que só faz o que bem entende, veio após tantos anos de negligência solicitar sua guarda temporariamente, o que acaba sendo aceito. A pobre Evelina então se vê membro da comitiva dos Branghton, a interesseira família de Madame Duval – e consequentemente sua também – e sem escolha, passa a frequentar com eles ambientes menos adequados a uma respeitável dama.
       Em seu tempo longe de Berry Hill e da proteção do Rev. Mr. Villars, e entre as muitas aventuras, galanteios e equívocos que Evelina passa, está a oportunidade de reivindicar seu sobrenome e direitos, assim como limpar a honra de sua falecida mãe. Porém há tantos mal entendidos e tantos obstáculos que uma pobre jovem dama mal consegue dar um passo por si só sem ser vigiada, conduzida e submetida ao poder e a própria vontade de algum tutor qualquer. Evelina terá de ser forte o suficiente para controlar sua própria mente e vontades para não se deixar levar por caminhos que não deseja.
       A protagonista deste romance é ainda inocente e pura, pelo que se pode supor de seu comportamento, ainda inexperiente e ignorante da vida na alta sociedade [me lembrou muito a Catherine Morland de Jane Austen]. Sim, eu queria sacudir e dar uns tapas em Evelina, de vez em quando, para ela abrir os olhos e não ser tão ingênua. Levou 100 páginas para eu desfrutar da narrativa, porque não tenho o costume de ler em forma epistolar. Mas quando peguei o ritmo da cativante escrita de Burney não conseguia parar de ler. E, sim, eu adorei o Senhor Orville. *-*
       Desde que li A Abadia de Northanger fiquei curiosa sobre essa autora e foi uma alegria começar a minha jornada para a ficção que inspirou Jane Austen com Evelina, e eu mal posso esperar para ler mais livros dela.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Encontro de Fãs de Jane Austen - RJ


       Aconteceu ontem (17/01/2016) o Encontro de Fãs de Jane Austen no Rio de Janeiro, organizado e apresentado pela Lais Rodrigues, autora do livro Primeiras Impressões, e por mim, Michelle. E não poderia ser melhor! Estávamos nervosas, com medo de algo dar errado, de não ter brinde pra todo mundo... mas foi sucesso total. Todos saíram de lá com lembrancinhas, entre botons, marcadores, livros e DVDs.

       O evento ocorreu em forma de bate papo, onde começamos falando da autora, sua vida, suas influências. Passamos para seus livros individualmente, as características de cada um, as adaptações cinematográficas de cada, curiosidades e bastidores, e sorteamos um exemplar (ou mais) de cada livro dela. Depois falamos de algumas adaptações, desde livros fanfics publicados a filmes/vlogs. E então, tivemos nosso Game. Super-divertido, consistiu em mostrarmos uma imagem de algum personagem de uma adaptação de livros dela, e quem acertasse o personagem ganhava um kit de marcadores. Alguns foram fáceis, outros só acertaram depois de muitas dicas e chutes!
Os sorteados!

Quem não foi, literalmente perdeu!
Eu gostaria de fazer alguns agradecimentos agora. Vou ser breve, mas não poderia deixar de lembrar:

1) Laís Rodrigues
Fofa, muito muito muito obrigada pelo seu apoio, sua ajuda, seu envolvimento, seu comprometimento. Foi essencial! Por ser meu primeiro evento e você ser mais experiente, esse evento não teria sido tão bom sem você. Obrigada, de verdade!

2) Fernanda Avelar
Não te conheço, mas agradeço pela sua ajuda nos bastidores. Graças a você nosso evento teve marcadores lindos, e foram tantos que ate sobraram! Seu contato com a Martin Claret para nos ajudar foi muito bom. Muito obrigada!

3) Pedrazul Editora
A essa editora, relativamente nova no mercado, mas que já está no top 5! Muito obrigada pelos marcadores com os quais nos presenteou. O evento ficou muito mais bonito! Vocês são 10!

4) Martin Claret Editora
Quem esteve presente viu a quantidade de marcadores e livros que foram sorteados. Praticamente toda a coleção de Jane Austen lançada pela editora pôde ser sorteada no evento, e graças a essa editora linda! Obrigada por apostar em nós, e saibam que foi um sucesso!

5) Livraria da Travessa Leblon
O tempo estava feio, chuvoso, e pudemos seguir com nosso encontro sem contratempos. Livraria organizada, que nos prestou toda ajuda que precisamos. Obrigada por nos acolher!

E a todos que estiveram presentes, muito obrigada pelo carinho, pelo abraço, e por serem fãs dessa diva de 200 anos que não deixa de encantar e ensinar, passe o tempo que for! Sem vocês, esse evento não seria possível. E que venha o próximo encontro! 
Nossos convidados

PS.: Mais fotos no facebook! 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Convite: Encontro de Fãs de Jane Austen RJ


Olá meninos e meninas do Rio de Janeiro!
Esse é um post extra especial para os/as cariocas de plantão!
No dia 17 de Janeiro de 2016 vai acontecer o Encontro de Fãs de Jane Austen do Rio de Janeiro. Uma realização das Garotas de Pemberley em parceria com a LRDO - autora do livro Primeiras Impressões, e com apoio das Editoras Pedrazul e Martin Claret, da Livraria da Travessa, e da querida Fernanda Avellar, do blog Profissão - Escritor, que nos ajudou com os brindes [Obrigadaaaaa]!!!

Convite inspirado no Encontro de Brasília, pela equipe do www.leitorasempre.com

Onde vai ser?

Na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.
(Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon, Rio de Janeiro)


Quando vai ser?

Dia 17 de Janeiro de 2016, às 15h00


Teremos sorteios, brincadeiras, bate papo... Vocês não podem perder. Será uma tarde muito gostosa!