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sábado, 18 de março de 2017

[Resenha]: A Bela e o Ferreiro




Título Original: Beauty and Blacksmith
Título no Brasil: A Bela e o Ferreiro
Série: Spindle Cove - 3.5
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Tradução: A.C. Reis 
Páginas: 144



Sinopse: “Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre. Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes… O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria… Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz. Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o “felizes para sempre” de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?”



Novella é um gênero narrativo entre o romance e o conto. E a série Spindle Cove, possui, até o momento, três delas. A primeira Once Upon a Winter's Eve (Tradução livre: Era uma vez no Inverno) não foi publicada no Brasil e se situa entre o primeiro e o segundo livro e é protagonizado por Violet Winterbotton. Já a segunda, publicada após o terceiro livro, chegou aqui com a capa mais linda da série até o momento. A Bela e o Ferreiro conta a história da Diana Highwood e Aaron Dawes.



Estamos acostumadas, quando lemos romances de época, ver as mocinhas se apaixonarem por algum membro da nobreza, ou do exército. Tanto que causa certo estranhamento ver um ferreiro como o mocinho. Mas nesse caso, o relacionamento faz sentido, afinal vimos a aproximação entre os dois no primeiro livro. E esse acontecimento é determinante para o sentimentos de ambos, pois é ali que a atração passa para a admiração. 



Em um primeiro momento, Diana seria só uma moça linda com uma saúde frágil. E Aaron, apesar de ser atraente, é subestimado por sua posição social. Ao longo da história, ambos revelam outras características da suas personalidades. Força e coragem no caso de Miss Highwood, e Dawes não era só força bruta. Os dois protagonizam momentos românticos e cenas bem quentes.



Destaque a para a caçula Highwood, a jovem Charlotte, uma moça que não tem vergonha de falar o que pensa, e o misterioso sumiço de pertences na pensão, com um desfecho inesperado. 



Por enquanto ficamos por aqui, já que não há previsão para o lançamento das próximas obras (2 livros e 1 novella). Em breve contaremos nossas impressões da outra série da Tessa Dare, Castles Ever After, que já tem tem títulos publicados no Brasil. Inclusive rola um crossover entre as duas séries. Estou curiosíssima para ver o resultado. 



“Mas uma coisa é a sensação de poder, e outra é literalmente tomar as rédeas.”



segunda-feira, 6 de março de 2017

[Resenha]: A dama da meia noite



Título Original: A Lady by Midnight

Título no Brasil: A dama da meia-noite
Série: Spindle Cove - 3
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Tradução: A.C. Reis 
Páginas: 288




Sinopse: “Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças… Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família. Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate. Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.”



Se tem uma palavra que resume esse livro é intenso. Ambos os protagonistas trazem consigo uma relevante carga dramática. Kate Taylor é órfã e não lembra nada do seu passado, mas a vida em Spindle Cove tornou esse fardo mais leve. Cabo Thorne também não teve uma infância fácil, e os traumas da guerra contribuíram para sua personalidade mais arredia. Desde o primeiro livro da série, quando esses dois se encontram sai faísca, mas essa história pode ser bem mais antiga.



Apesar de ser ambientada no mesmo contexto que dois livros anteriores da série, A Dama da Meia Noite ganha um frescor com a chegada da suposta família da Kate, afinal, eles são um tanto quanto excêntricos (Mas eles são legais. Fico esperando livros com alguns deles como protagonistas). Além disso é a presença deles que impele Cabo Thorne a se aproximar definitivamente de Kate, e assim a relação dos dois passa a se desenvolver, ao mesmo tempo que o passado da pianista vem à tona, assim como o do soldado.



Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio? Essa é a pergunta que guia esse livro, ideal para quem gosta de um romance mais dramáticos. Isso é uma coisa legal nessa série da Tessa. Cada livro é diferente um do outro, de acordo com as personalidades dos protagonistas. Uma noite para se entregar é mais maduro, Uma semana para se perder é mais engraçado e A Dama da meia noite é mais intenso. 



“Como um diamante. Duro e cintilante, lapidado com todas aquelas facetas únicas. Por dentro… fogo puro e reluzente.”


domingo, 12 de fevereiro de 2017

[Resenha] Uma semana para se perder




Título Original: A weeked to be wicked
Título no Brasil: Uma semana para se perder
Série: Spindle Cove - 2
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Tradução: A.C. Reis 
Páginas: 288

Sinopse: “O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem? A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve. Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar – menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação? Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite. Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma. Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.”

Em um primeiro momento, Minerva e Colin é um casal bem improvável, afinal são completos opostos. Quando essa pedra foi cantada ainda no primeiro livro, pensei: “Será?”. E Tessa Dare apresenta neste livro um trabalho impecável, ao escavar a personalidade dos personagens, mostrando facetas surpreendentes. Minerva é inteligente, espirituosa, responsável e dedicada a família Colin. é um libertino, mas também é sensível e vulnerável, devido a um trauma que carrega desde a infância. Assim como as moças do livro, ficamos tentadas a enchê-lo de carinho. 

Boa parte da ação do livro acontece durante a trajeto para a Escócia.O que era para ser uma viagem para tranquila vira uma grande aventura decorrente das histórias do Colin. São tantas situações hilariantes que ficamos chocados com a facilidade que o rapaz possui de criar enredos cheios de detalhes no improviso. Nada é premeditado. 

A relação entre o casal protagonista, inicialmente de gato e rato, vai se transformando à medida que se aproximam do destino final. Essa mudança é pautada tanto pela atração física quanto pela maneira que eles passam a se conhecer melhor com a convivência. E à medida que eles se apaixonam, também nos apaixonamos pelos personagens, e torcemos para que eles consigam atingir seus objetivos com a viagem. Uma noite para se perder é o meu preferido da série entre os que foram lançados no Brasil, e uma leitura divertida e apaixonante. 


(balada que Minerva canta durante o livro)


“Bem”, disse ele. “Certeza combina com você.”


domingo, 29 de janeiro de 2017

[Resenha] Uma noite para se entregar

Título Original: A Night to Surrender
Título no Brasil: Uma noite para se entregar
Série: Spindle Cove - 1
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Tradução: A.C. Reis
Páginas: 288


Sinpose: "Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens mulheres: bem- nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres, descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir um grupo de homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável."


Susanna Finch não teve uma temporada agradável em Londres. Porém o tempo que passou nos cantos dos salões mostrou que ela não era a única nessa situação. Por isso passou a chamar outras moças que estavam na mesma situação para passar um tempo em Spindle Cove, vila onde reside e que fez muito bem a sua saúde no momento que mais precisou. Em pouco tempo a localidade conquistou a reputação de ser um bom lugar para mulheres, e Susanna está disposta a tudo para manter esse status. Já Victor Bramwell fazia a única coisa que sabia desde pequeno: ser militar, assim como o falecido. Mas um ferimento durante uma das batalhas das Guerras Napoleônicas pode levar a uma aposentadoria precoce. Para recuperar o seu prestígio, ela espera contar com a ajuda de Sir Lewis Finch, um dos amigos de seu pai e progenitor de Susanna. Sir Lewis condiciona a ajuda a uma nova responsabilidade: o título de Conde de Rycliff e a formação de uma milícia em Spindle Cove, uma vila dominada pelas mulheres. Temos então um embate entre duas pessoas determinadas a cumprir os seus objetivos, mas essa disputa gerará uma faísca que atingirá em cheio esses dois corações sedentos de amor.


Como esse é o primeiro livro de uma série com volumes interligados, somos assim apresentados, além dos protagonistas, a personagens que protagonizaram os próximos livros. Destacam-se as irmãs Highwood, que acabaram de chegar a Spindle Cove: a mais velha, Diana, é aparentemente a mais delicada por causa da asma; Minerva sempre é repreendida pela mãe por causa do seu interesse por por Geologia; e a caçula Charlotte ainda está aproveitando sua juventude. Além disso temos Kate Taylor, jovem orfã e exímia pianista que adotou Spindle Cove como residência fixa. Do lado masculino temos Lorde Payne, que apesar do título de Visconde, encontra-se sob responsabilidade do primo, Bramwell, devido ao comportamento devasso; e Cabo Thorne, braço direito do novo Conde. Todos seguem a tendência de moças “não convencionais” e homens destemidos.


Ambientados na Era da Regência, os livros da Tessa Dare dialogam bem com o contexto dos leitores contemporâneos. Seus livros mesclam inteligência, sensualidade e emoção, além de serem bem divertidos. Spindle Cove é uma série que até o momento possui 4 livros e 3 novelas (ou histórias curtas). Uma noite para se entregar ganhou o RITA em 2012. A Editora Gutenberg já publicou os três primeiros livros e uma das novellas (no caso a segunda). Eu sou apaixonada pelas capas brasileiras, principalmente porque elas incluem características das protagonistas. Na capa de Uma noite para se entregar, a moça possui sardas como Susanna.

“Vou dizer isto: declaro posse total sobre meu corpo, meu coração e minha alma; mas, esta noite, escolho compartilhar todos eles com você.”