sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

[Clube do Livro] Extraordinário

Vocês acharam que a gente não ia debater hoje?

Olá galerinha de Pemberley! Turu pom?! 😘

Estamos um pouco sumidinhas, pedimos desculpas, mas… We are back! 😎
E, como não poderia ser diferente, vamos falar sobre nosso Clube do Livro, que não morreu, apenas deu uma dormida rápida!!! 😬


Nosso último debate foi sobre Extraordinário, livro e filme. E as impressões foram unânimes: Incrível. A quantidade de coisas que a gente aprende, as auto avaliações, a simplicidade da narrativa - levando em consideração que quem conta a história é uma criança - e a profundidade das emoções e lições que o livro traz, o tornaram a melhor leitura de 2017 para a maioria de nós.

Ressaca literária? Pfffff… óbvio!

Quanto ao filme, incrivelmente fiel ao livro - considerando transformar 188 páginas em cenas de 2h - só tivemos uma ressalva: A caracterização de Augie foi pouco pra o que é descrito. Mas pra não causar estranhamento que comprometesse o desenvolvimento do espectador, ficou ótimo.

Na história, é muito natural nos identificarmos com personagem x ou y durante a leitura, como no momento da declaração de Jack sobre Augie para ser aceito pelo grupo, ou a irmã que se vê sempre em segundo plano e tem seus ataques de vez em quando apesar de amar profundamente o irmão, ou na pele de Miranda quando vemos que a grama do vizinho, mesmo um pouco queimada, é mais verde que a nossa. 

Um livro que desperta empatia.

É impossível não chorar, de emoção, raiva ou tristeza, em certos pontos do livro/filme, então não se acanhe! Prepare uma caixinha de lenços e mergulhe num mundo Extraordinário de uma criança inigualável que apenas começou a viver em sociedade, e parece que já andou bem mais do que todos nós!



Ficha Técnica:
Título: Extraordinário (Wonder)
Autor: R. J. Palacio
Ano: 2013
Gênero: Juvenil
Editora: Intrínseca
Páginas: 320

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Fantasma de Stálin

Título no Brasil: O Fantasma de Stálin
Título Original: Stalin's ghost
Autora: Martin Cruz Smith
Tradução: Maria Sojé Silveira
Editora: Record
Páginas: 397
Sinopse:O fantasma de Stálin parece vagar pelos corredores escuros do metrô de Moscou. Há testemunhas de sua aparição, e os rumores começam a se espalhar, disseminando inquietude pela cidade. A tarefa de resolver o estranho caso é de Arkady Renko — apresentado ao leitor em Parque Gorki — que não está disposto a acreditar em sobrenatural. Para ele, o fenômeno tem todas as características de um teatro montado para fins políticos no qual o objetivo seria reacender uma nostalgia latente em todo o povo russo. Na busca pela verdade, Renko descobrirá segredos sobre a Segunda Guerra Mundial que muitos estão dispostos a proteger.


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Comprei esse livro por 10 reais e nunca tinha visto nada do autor, quando comecei a ler confesso que pensei em largar o livro com apenas poucas páginas lidas. Para mim a historia foi um pouco confusa e com uma leitura dificil, mas aos poucos a leitura pareceu fluir um pouco melhor.

Arkady Renko é um investigador que não está em seus melhores dias na profissão e na vida pessoal, ele é incumbido de investigar a aparição de Stálin em algumas estações de metrô em Moscou, o que não é nada fácil para ele. Junto com todos esse mistério envolvendo fantasma e assassinato temos as confusões amorosas do detetive. Talvez por todo o enredo envolver assuntos “complexos” e que precisassem de muita atenção do leitor para entender, já que tudo era colocado de forma misturada e acontecendo ao mesmo tempo, o livro ficou um pouco pesado e cansativo.

O que mais amei no livro foi o retrato que ele passa da Rússia atual, algo meio sombrio, mas cativante ao mesmo tempo. As descrições de cenários e detalhes da cena foi algo que realmente gostei, me senti presenciando as situações, apesar de sempre parecer que pulou algo (como se tivesse cortado a cena no meio,ela estava fluindo bem quando de repente mudou para a próxima).

Apesar de ter achado uma leitura confusa e um pouco densa demais, gostei bastante do livro em si e talvez reler ele seja algo interessante para entender alguns pontos que eu possa ter deixado passar. Li muitas criticas positivas sobre o outro livro do autor, Parque Gorki, e quero muito ler para ver se entendo um pouco mais sobre o personagem, o detetive Renko.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

[Resenha]: Quando a Bela domou a Fera

Título no Brasil: Quando a Bela domou a Fera
Título Original: When Beauty tamed the Beast
Autora: Eloisa James
Tradução: Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Páginas: 320

Sinopse: “Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”

Em março foi lançado nos cinemas de todo o mundo a versão em live action do clássico dos contos de fadas A Bela e a Fera. Aproveitando o hype, diversos produtos relacionados ao conto foram lançados. Assim, a Arqueiro publicou no Brasil esse romance da escritora estadunidense Eloisa James.

Quando a Bela domou a Fera é o segundo volume da série Fairy Tales, publicada pela escritora entre 2010 e 2013. Ambientado na Inglaterra do final do século XVIII, nessa versão a Bela é Linnet Berry Tyrenne, uma bela jovem quem tem seu nome envolvido em um escândalo da realeza. Os boatos levam a sua família a orquestrar um casamento às pressas. O noivo escolhido é Piers Yelverton, conde de Marchant, que reside recluso em um castelo no País de Gales. Piers é um homem versado nas artes médicas, mas se mantém afastado por causa desconforto na perna resultante de acidente na infância.

Quando eles conhecem é marcado pela franqueza, afinal os dois não possuem papas na língua. Piers é sarcástico, possui um senso de humor peculiar, mas extremamente devotado à prática médica. Linnet se envolve com o trabalho realizado no castelo e com o passar dos dias, olha para o possível enlace com bons olhos. O conde está atraído pela jovem, mas continua resoluto quanto a não se casar.

Os principais coadjuvantes são os pais de Piers, que apesar de separados possuem uma relação mal resolvida e os outros médicos que são colegas do conde. Do conto original, permanece a reflexão sobre as aparências. O romance é engraçado, sensual e temperado com uma pitada de drama na reta final. Com uma escrita fluida, o livro foi um bom primeiro contato com o trabalho da Eloisa James. Uma das coisas mais legais são as referências à medicina do período, que começava a se desenvolver. Além disso, Piers Yelverton foi inspirado em Dr. Gregory House, do série House M.D., interpretado por Hugh Laurie, principalmente quanto a personalidade.


A única ressalva que faço é capa. As cores não ornaram muito bem, e a rosa, tão importante no conto, não possui conexão com esse romance. No mais, espero que a editora lance logo os outros livros da série.