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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

[Clube do Livro] Extraordinário

Vocês acharam que a gente não ia debater hoje?

Olá galerinha de Pemberley! Turu pom?! 😘

Estamos um pouco sumidinhas, pedimos desculpas, mas… We are back! 😎
E, como não poderia ser diferente, vamos falar sobre nosso Clube do Livro, que não morreu, apenas deu uma dormida rápida!!! 😬


Nosso último debate foi sobre Extraordinário, livro e filme. E as impressões foram unânimes: Incrível. A quantidade de coisas que a gente aprende, as auto avaliações, a simplicidade da narrativa - levando em consideração que quem conta a história é uma criança - e a profundidade das emoções e lições que o livro traz, o tornaram a melhor leitura de 2017 para a maioria de nós.

Ressaca literária? Pfffff… óbvio!

Quanto ao filme, incrivelmente fiel ao livro - considerando transformar 188 páginas em cenas de 2h - só tivemos uma ressalva: A caracterização de Augie foi pouco pra o que é descrito. Mas pra não causar estranhamento que comprometesse o desenvolvimento do espectador, ficou ótimo.

Na história, é muito natural nos identificarmos com personagem x ou y durante a leitura, como no momento da declaração de Jack sobre Augie para ser aceito pelo grupo, ou a irmã que se vê sempre em segundo plano e tem seus ataques de vez em quando apesar de amar profundamente o irmão, ou na pele de Miranda quando vemos que a grama do vizinho, mesmo um pouco queimada, é mais verde que a nossa. 

Um livro que desperta empatia.

É impossível não chorar, de emoção, raiva ou tristeza, em certos pontos do livro/filme, então não se acanhe! Prepare uma caixinha de lenços e mergulhe num mundo Extraordinário de uma criança inigualável que apenas começou a viver em sociedade, e parece que já andou bem mais do que todos nós!



Ficha Técnica:
Título: Extraordinário (Wonder)
Autor: R. J. Palacio
Ano: 2013
Gênero: Juvenil
Editora: Intrínseca
Páginas: 320

terça-feira, 12 de abril de 2016

Clube do Livro - Como Eu Era Antes de Você

"Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, a literatura permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano." (Tzetan Todorov)
FONTE: Lanah Black

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. 
Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô 
que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. 
Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick  há sete anos, um triatleta que não parece muito interessado nela. 
Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. 
Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. 
Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado.
Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. 
Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. 
 O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.
 E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro."
Jojo Moyes mostrou grande sensibilidade tratando de assuntos tão profundos de maneira leve em seu livro. Questões monetárias, emocionais, espirituais, de saúde... Não são coisas fáceis de serem tratadas. O livro traz abuso sexual, traição, comodismo, desemprego, gravidez não planejada, direção perigosa, tetraplegia, ciúmes e amor fraternal, familiar e homem/mulher. Tudo isso sem deixar a linguagem pesada, pontas soltas, diálogos chatos. “A questão do abuso foi abordado com tanta sutileza que eu, que vejo todo dia na TV casos de abuso tão escrachados, demorei a entender o que de fato tinha acontecido com a Lou” aponta Silvana Fonseca.

A narrativa em primeira pessoa nos permitiu entender perfeitamente as decisões, os sentimentos e as atitudes dos personagens envolvidos, e apontamos também a alternância de narrativa entre eles. Não abriu lacunas e ao mesmo tempo nos permitiu conhecer melhor os demais personagens, os pontos de vista das pessoas q estão envolvidas nos cuidados do Will, e ver como o acidente também afetou a vida deles, o quanto uma única pessoa pode mudar a vida de todos ao seu redor. 

“Uma coisa que aprendi (ou tô tentando aprender) é a como tratar, olhar, se referir a um deficiente. Tentar controlar o olhar, as falas, o modo de agir. Isso é importante demais. A pessoa já sofre demais pra ainda precisar suportar olhar de pena, preconceito, entre outras coisas. Ser deficiente não torna a pessoa menos humana, não tira emoções e sentimentos. Pelo contrário, torna a pessoa ainda mais sensível e, paradoxalmente, mais forte!” diz Michelle Motta. “Eu também nunca tinha sequer imaginado como é a vida de um tetraplégico. Claro que sabemos o quão difícil deve ser, mas ler como é seu dia a dia foi surpreendente é emocionante.” Comenta Vanessa Aragon

“Quando leio os livros da Jojo, o que mais me chama a atenção é o cuidado que ela tem ao descrever as mais variadas relações humanas. O livro não é só Lou e Will. A Lou tem uma relação mais complicada com a mãe e com a irmã, e acompanhar como ela se desenvolve no livro, e na continuação, é muito interessante.” Afirma Aline Tavares, e já deixa a dica para Depois de Você, que traz a continuação da história.

A outra coisa que também foi muito apontada foi a personalidade de Lou. “Eu também me identifiquei muito com a Lou com sua personalidade e tudo mais...” diz Fernanda Pelitzer, sendo ecoada por quase todas. “Também me identifiquei com a Lou quanto a acomodação. É muito difícil sair da zona de conforto, principalmente quando parece q está tudo bem.” (Aline Tavares) “Decidi mudar algumas coisas na minha vida. Preciso realmente de alguém pra trocar minhas cortinas? Ou pra colocar novas prateleiras no quarto? Não. Posso fazer sozinha e devo aproveitar e ser feliz por poder fazê-lo! Viajar sozinha? Sim! Vestir roupas que gosto mas que estão fora de moda? Sim! E principalmente, me aceitar. Foi o que aprendi com Lou.” (Michelle Motta). 

Por fim, nas palavras de Jesiane Santos, “Eu amei o livro. Os personagens são bem sensíveis e não são perfeitos. As questões abordadas nos livros são muito relevantes (...) O ponto que mais chamou minha atenção foi que o livro não vai pro caminho de um romance água com açúcar, se aproxima muito da realidade, isso o torna mais belo e sensível. (...) Levo esse livro com muito carinho no lado esquerdo do peito.”

Só pra deixar você arrepiado e com uma lagriminha querendo cair do seu olho direito...


quarta-feira, 16 de março de 2016

Clube do Livro - "Norte e Sul" e "Morte em Pemberley"

por Silvana Fonseca, comentários por Michelle Motta


       No mês de Fevereiro, ocorreu mais um debate do nosso clube do livro, escolhido pela Silvana, foram sobre o livro Morte em Pemberley, da escritora Phyllis Dorothy James, Baronesa James de Holland Park, mais conhecida como P. D. James, e a minissérie britânica adaptada do livro Norte e Sul, da escritora Elizabeth Gaskell que foi ao ar no ano de 2004 pela BBC. Confiram o resultado do debate.

Morte em Pemberley

       Sinopse: O livro se baseia no ano de 1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy já estão casados, tiveram dois filhos e sua felicidade em Pemberley parece inabalável. Mas a paz do lugar é ameaçada quando, na noite da véspera do baile anual de Pemberley, Lydia, uma das irmãs de Elizabeth Bennet, chega à mansão gritando que o marido, George Wickham, foi assassinado na floresta. Com este ponto de partida, P.D. James retoma o universo do clássico Orgulho e preconceito, de Jane Austen, numa trama de assassinato em que nada é o que parece.

       A maioria das GDP´s gostaram de modo geral do livro, apesar de ter um ritmo inicial lento típico do gênero, a adaptação de Orgulho e Preconceito se desenvolveu muito bem ao longo da narrativa e nos conquistou. Foi interessante ter uma visão sobre a vida de casados de Elizabeth e Darcy. Concordamos que a autora também nos proporcionou uma perspectiva mais madura de todos os personagens, ressaltando alguns outros atributos ao Sr. Darcy não só como o senhor de Pemberley, mas também como magistrado. E diferenciando um pouco a identidade do primo de Darcy, o Coronel Fitzwilliam: quando em Orgulho e Preconceito é um jovem risonho, simpático e agradável, agora um homem maduro, responsável, senhor de terras. Opinião unânime: gostamos mais do coronel jovem.
       A maneira como a autora constrói a trama é peculiar e surpreendente. O final superou a expectativa de todas, apesar de ter ficado muito de acordo com a personalidade de cada personagem [pensa que vamos contar? Está enganado!].

Norte e Sul


       Sinopse: 'North and South' é um romance de Elizabeth Gaskell. A trama gira em torno do contraste existente entre o modo de vida da Inglaterra industrializada do norte e da Inglaterra rural e inocente do sul, em uma época marcada pela revolução industrial do século 19. O enredo do livro é um romance social que tenta demonstrar a vida e os conflitos existentes no norte industrializado dos meados do século 19, através das impressões de uma jovem nascida nas regiões rurais da Inglaterra. A heroína da história, Margaret Hale, é filha de um ministro religioso que se muda para a cidade de Milton, na medida em que conhece a difícil realidade da população local, ocorre então a formação de novas amizades e uma crescente atração por Mr. John Thornton, dono de uma fábrica têxtil. 
       Não precisamos dizer que foi unânime o amor por esta série. Norte e Sul nos trouxe um romance diferenciado, bastante trabalhado em cima de questões sociais, trabalhistas, regionais e culturais da Inglaterra da época, que foram pontos de destaques ressaltadas por todas do grupo. Tendo como destaque principal na discussão da série, o galã da história, Sr. Thorthon, personagem que fez suspirar a quase todas nós [porque algumas de nós são insensíveis... mas não vou citar nomes porque é anti-ético. Mas quem foi, sabe!]. 
       A série inglesa da BBC conseguiu retratar bem o livro de Elizabeth Gaskell (com algumas diferenças, natural de qualquer adaptação) com sua boa produção, sua ótima escolha de elenco, de figurino e de locações retratando bem as diferenças do Norte e do Sul da Inglaterra.

Nosso próximo debate será sobre o livro Como eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes, e a série Emma de 2009 da BBC, baseado no livro de Jane Austen. [É pra preparar os lencinhos!]


sábado, 30 de janeiro de 2016

Clube do Livro - "Lost in Austen" e "O Jardim Secreto"

          No mês de janeiro, o debate do nosso clube do livro, escolhido pela Maria Cláudia, foram sobre o livro O Jardim Secreto, da escritora inglesa Frances Hodgson Burnett, e a minissérie britânica Lost in Austen, que foi ao ar no ano de 2008. Confiram o resultado do debate.

O Jardim Secreto, Francis Hodge Burnes



Sinopse: Clássico da literatura inglesa, "O jardim secreto "conta a história de duas crianças solitárias que decidem restaurar um jardim proibido, cujo mistério remete a um acidente ocorrido anos atrás. A amizade improvável entre os dois personagens funciona como uma metáfora para a descoberta do mundo e para o autoconhecimento. Escrito em 1911, o livro já inspirou diversas montagens no teatro e três filmes — entre eles, o longa americano homônimo de 1993, dirigido pela polonesa Agnieszka Holland, vencedor do prêmio Bafta.

Leitura com gostinho de nostalgia. A história já era conhecida, uma vez que o filme marcou a infância de muitas das GDPs. A história da amizade entre essas crianças é muito fofa, e apresenta lições importantes, como a importância da socialização desde a infância, do contato com o meio ambiente e a valorização do modo de vida mais simples. Um trecho destacado foi: “ Onde se cultiva uma rosa, um cardo não pode nascer”, aplicado tanto ao contexto da jardinagem, quanto para as relações humanas. O jardim floresce à medida que as crianças da mansão se transformam.

Lost in Austen


Sinopse: Amanda Price está cansada do mundo moderno. Ela anseia pelo romance e elegância encontrados nos livros da sua autora favorita, Jane Austen. Mas ela está prestes a ter uma surpresa, quando em uma noite fatídica, ela é impelida para o mundo do século 19 de Orgulho e Preconceito, enquanto Elizabeth Bennet é arremessado para o dela. Com o desenrolar da trama familiar, Amanda desencadeia novas reviravoltas românticas e tornase parte do círculo familiar dos Bennet, enquanto, desajeitadamente, ela tenta ajudar as irmãs a arrumarem maridos e ainda cativa o tentador Mr. Darcy para si mesma. Mas, e Elizabeth? O que será de uma das maiores histórias de amor do mundo?


Orgulho e Preconceito é um romance, por isso, o tom cômico da minissérie foi a primeira coisa a chamar atenção. Ao contrário do filme de 2005, o elenco não é muito atraente. A minissérie foi bem recebida bem recebida pela crítica inglesa na época do lançamento, porém, as mudanças quanto a história do livro e a caracterização dos personagens, bem como o resultado da interferência no destino dos personagens, promovida pela Amanda, que não fez muito sucesso entre nós, causou estranhamento entre alguns dos membros do grupo. O consenso é que a minissérie é divertida, e cumpre o seu papel como passatempo.




Nosso próximo debate será sobre o livro Morte em Pemberley, da P.D. James, e a minissérie Norte e Sul, baseada no livro de Elizabeth Gaskell.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Clube do Livro - "Orgulho e Preconceito" e "A Dama Dourada"

O debate do Clube do Livro no mês de Dezembro foi bem diferente. Como você já deve ter reparado, Orgulho e Preconceito foi o livro debatido. Você deve pensar “Mas vocês já leram 174820 vezes esse livro, e já devem ter falado sobre ele 97582659 vezes!” E sim, você está certo, mas o diferencial é que cada menina foi desafiada a ler esse livro em OUTRO IDIOMA! E o filme foi um lançamento 2015, um drama baseado numa história verídica. Vamos ver o que rolou?


LIVRO:
- A leitura em uma língua estrangeira trouxe novas experiências e nuances antes não percebidas, e agora ficaram  evidentes.
- Ler Orgulho e Preconceito depois de tantas adaptações - filmes e livros e fanfics - trouxe uma reflexão mais aprofundada. Enquanto o livro traz a visão de Lizzie, tivemos leituras de “O outro lado de Orgulho e Preconceito”, “As Sombras de Longbourn” e “O Diário de Mr. Darcy” para contrastar, com as visões do Darcy e dos empregados. Foi legal fazer essa reflexão.
INGLÊS - Algumas piadas em inglês fizeram mais sentido; a timidez do Darcy ficou mais nítida, e menos confundida com presunção; a discussão da Lady Catherine com a Lizzie trouxe
muitas das palavras que o próprio Darcy havia utilizado quando pediu a primeira vez a mão da Lizzie, deixando muito claro a influência da tia na personalidade do sobrinho.
FRANCÊS - “Mes sentiments et le désir ne changent pas, mais dites-moi un mot, et je vais toujours.” Descobrimos que é possível se apaixonar ainda mais pelo Mr. Darcy!
MANGÁ EM INGLÊS - Foi bem legal ver as caracterizações dos personagens! Algumas coisas ficaram bem diferentes do que imaginamos, ou do que o cinema desenha pra gente!
ESPANHOL - Deixou a leitura mais leve e divertida! Ficou muito engraçado! E quem não leu já ficou imaginando um Orgulho e Preconceito versão novela mexicana!


FILME:


Título Original: Woman in Gold
Título no Brasil: A Dama Dourada
Diretor: Simon Curtis
Distribuidor: Diamond Films
Classificação: 10 anos
Duração: 1h50min
SinopseDécada de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).

- Carga dramática no ponto certo. Final feliz! Ryan Reynolds gato!
- Helen Mirren é uma lady!
- Alguém discorda???

Um filme intenso, forte e expressivo, que trouxe reflexões profundas. Até os personagens entendem com o decorrer da história que a questão vai muito mais além do que simplesmente o financeiro. A crítica com relação ao sistema, que diz que apoia mas apenas até onde não o prejudica, também é muito forte, e a carga emocional, por saber que é uma história real, aumenta a expectativa pelo desfecho feliz.
Teria tudo pra ser um filme mega triste, mas como a perseguição aos judeus foi retratada por flashes de memória, tornou o drama mais leve, sem perder a emoção. O cenário político da época foi muito bem mostrado. As cenas dos tribunais foram ricas em detalhes e muito reais.
E o que dizer da Trilha Sonora? Uma das coisas boas que o Clube do Livro das Garotas de Pemberley  trouxe foi o gosto pela análise da trilha sonora dos filmes/séries. Antes, a maioria não prestava atenção nisso, hoje quase todas já são atentas a esse tópico, que não deixou a desejar na Dama Dourada. A trilha sonora nos leva para o tom do drama. As vezes uma cena sem diálogos, mas a música te faz sentir o que o protagonista sente. Muito bem colocado.
Foi muito legal ver também o desfecho da história, na verdade já nos créditos, quando diz onde eles usaram o dinheiro que receberam: doações para caridade, museus de arte e pro museu de memória do holocausto. Mostra que realmente a luta era por direitos, não por dinheiro.

Por fim, com as palavras de quem escolheu o filme pro debate: “Acho que o objetivo do filme não foi apenas alertar contra o nazismo, mas mostrar que quando você está certo, não há lei nem esforço que te impeça de reaver o que é seu. Mostrou que nem tudo é perfeito na história do mundo, que o ruim aconteceu pra que não se repita. E o fim não justifica os meios.”

sábado, 7 de novembro de 2015

Clube do Livro - "As Patricinhas de Beverly Hills" e "Capitães de Areia"

No Clube do Livro do mês de Outubro das colaboradoras do As Garotas de Pemberley discutimos as obras Capitães da Areia e As Patricinhas de Beverly Hills.

Capitães da Areia é um dos livros mais influentes do escritor baiano Jorge Amado. Publicado em 1937, o livro conta a história de um grupo de crianças de rua, lideradas por Pedro Bala, que realizam pequenos furtos para sobreviver. O livro, um romance de formação, nos apresenta esses garotos, narrando a história de cada um, desde o porquê de estarem nas ruas, as principais características de cada um, a transição para a fase adulta e o destino que os aguarda. O livro também narra a interação dessas crianças com a comunidade em que estão inseridas, e mostra as diversas situações a que estão submetidos.

Jorge Amado é um escritor da segunda fase do Modernismo, caracterizada pelo Romance Regionalista. Desse modo, o livro apresenta as principais características desse período, como: o realismo crítico, que denuncia determinada questão social, no caso do livro, os menores abandonados; a linguagem próxima a fala, reproduzindo a linguagem regional; e o regionalismo nordestino. Por esses motivos, diversos exemplares da obra foram apreendidos pela polícia do Estado Novo, uma vez que o autor era filiado ao Partido Comunista. 

Algumas das garotas já havia lido a obra na época da escola e a escolha de um clássico nacional gerou uma polêmica, uma vez que há alguma resistência devido a forma como os clássicos nos são apresentados nos ensinos fundamental e médio. De maneira geral o livro nos comoveu, não somente por seu realismo, como também por tratar de uma problemática infelizmente muito atual. Mesmo depois de quase 80 anos e diversas conquistas sociais, ainda podemos observar crianças e jovens vivendo nas ruas, e hoje o problema é agravado pela dependência de drogas como a cocaína e o crack. 
Título Original: Capitães de Areia
Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
Ano de Lançamento: 1937


Se por um lado Capitães da Areia trata uma questão social atemporal, o filme escolhido apresenta uma realidade diametralmente oposta. Clueless, ou As Patricinhas de Beverly Hills foi lançado em 1995 e é inspirado na obra da Jane Austen que comemora o bicentenário de publicação nesse biênio (2015-2016), Emma. O filme, ambientado na região mais nobre de Los Angeles, Califórnia, conta a história da Cher (Alicia Silverstone), que assim como a Emma, é linda, inteligente e rica; e destaca a suas dificuldades em conseguir a habilitação, suas tentativas de bancar o cupido ou a fada madrinha, transformando o visual e alguns hábitos da novata Tai (Britanny Murphy). Porém, ao contrário da Emma, Cher tenta se envolver em relacionamentos e assim como ela, não percebe que o amor pode estar mais próximo do que imagina.
A maioria de nós tivemos o primeiro contato com o filme ainda na infância, quando nem sabíamos quem era Jane Austen e ter um guarda roupa como o da Cher era um sonho de consumo, apesar das ressalvas quanto a moda na época. A trilha sonora, composta por bandas influentes no início dos anos 1990, como Aerosmith, também foi elogiada. O filme foi considerado muito divertido e Josh (Paul Rudd), versão do Knightley no filme, arrancou muitos suspiros.

  • Título Original: Clueless
  • Título no Brasil: As Patricinhas de Beverly Hills
  • Direção: Amy Heckerling
  • Classificação: 12 anos
  • Duração: 97 min
  • Lançamento: 1995

sábado, 10 de outubro de 2015

Clube do Livro - "Amor e Inocência" e "Uma Rosa do Inverno"

Olá meninos e meninas!

Estamos aqui hoje para contar pra vocês o que rolou no nosso debate desse mês! Dessa vez teremos os dois aqui, o filme e o livro. Prontos?

FILME



  • Título Original: Becoming Jane
  • Título no Brasil: Amor e Inocência
  • Direção: Julian Jarrold
  • Produção: Scion Filmes e Julian Jarrold
  • Lançamento: 2007
  • Duração: 121 minutos

Pontos positivos: Elenco perfeito - Anne Hathaway foi uma Jane Austen perfeita. E o que dizer de McAvoy? [suspiros e corações], cenário maravilhoso que nos transporta para dentro da história, roupas incríveis e condizentes. Em se tratando da realidade: o noivado de Cassandra e morte do noivo, a relação do Henry com a Condessa, o irmão doente... Nesses pontos o filme não se distanciou da história da vida de Austen. Contudo...
“Gostamos de pensar que ela teve um beijo daqueles!” Contudo, foi tudo muito dramático, pois sabemos que a relação Jane x Lefroy não passou de um flerte.
Outra parte fantasiosa: O pedido de casamento do sobrinho da condessa. Jane só recebeu uma proposta de casamento na vida, e foi do irmão das amigas dela.
Única crítica [sim, única]: a maior parte do filme é fantasiosa. Muitas coisas não condizem com a realidade da vida de Jane.

Ao final, aplaudimos o filme. Trouxe-nos uma visão feliz, de um amor correspondido, e um link com diversas partes das obras que ela escreveu como se fosse inspirado na própria vida.
Por fim: Ela merecia ter vivido um grande amor!

LIVRO


  • Título Original: A Rose in Winter
  • Título no Brasil: Uma Rosa do Inverno
  • Autora: Kathleen E. Woodiwiss
  • Editora: Record
  • Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
  • Páginas: 332
  • Sinopse: Casada com um estranho a quem não podia trair...
    Possuída por um amor que não conseguia esquecer...

    Este é o coração atormentado da jovem Erienne que, para salvar o pai da ruína financeira, acaba descobrindo o homem que irá transformar totalmente a sua vida.

    Foi no norte da Inglaterra que tudo começou. O pai de Erienne deu a mão de sua filha ao mais rico pretendente para sanar suas dívidas de jogo. Agora, ela era a Lady Saxton, senhora de uma grande propriedade, anteriormente arruinada pelo fogo, e esposa de um homem de aparência misteriosa que despertava nela o medo e a piedade.

    Saxton, o marido misterioso que ocultava o rosto com uma enigmática máscara, irá confundir os sentimentos de Erienne até quase o fim da história. Até lá, o leitor irá acompanhar o suspense e o drama de uma mulher apaixonada pelo inimigo do pai e desesperada pela iminente atração que o devotado marido estava lhe despertando.

    ERIENNE: Para salvar o pai da ruína financeira, ela se casa contra a vontade – leiloando seu amor a quem fizesse a oferta mais alta.

    SAXTON: O enigmático lorde – sua capa longa e esvoaçante ocultava um mistério, um coração vingativo...e paixões estranhas e secretas.

    SETON: Christopher Seton, homem do mar, ianque galante e sedutor, dono de olhos verde-cinza cheios de vida – é inimigo mortal do pai de Erienne.

    INTRIGA!
    No Norte da Inglaterra do século XVIII, nas ruínas de uma propriedade que fora importante no passado, uma noiva comprada descobriria a surpreendente verdade sobre o marido... e seria levada implacavelmente ao seu misterioso mundo, repleto de perigos, vinganças e desejos intensos nunca sonhados.
Impressões:
A história enrolou demais, a linguagem era exagerada e carregada, com muitos detalhes e passagens que poderiam ser cortadas - a pesquisa da casa, por exemplo. Era meio difícil acompanhar a mudança do narrador, e a história em si ficou dramática demais. E o “mistério” Seton/Saxon foi facilmente desvendado, logo no início da leitura. Mas no geral ate que a história foi interessante. A vingança movimentou o livro, na verdade.
Algumas já tinham uma expectativa negativa quanto ao livro, mas no final acabaram gostando - apesar de todas as críticas. O final foi um pouco óbvio, meio clichê, mas agradou. Não foi de forma alguma maravilhosa, mas também não foi ruim… 

E aí, já leu? E o filme, já viu? Concorda conosco? Deixe seu comentário!!! ;)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Clube do Livro – Orgulho & Preconceito e Zumbis


  • Título no Brasil: Orgulho & Preconceito e os Zumbis
  • Título original: Pride & Prejudice and  Zombies
  • Autor: Jane Austen e Seth Grahame-Smith
  • Editora: Intrínseca
  • Tradução: Luiz Antonio Aguiar
  • Páginas: 320 

Sinopse: Orgulho e preconceito e zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida! Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente. Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.


Para construir o livro, o autor utilizou a técnica mash up, ou mistura literária, onde o autor se apropria de uma obra, geralmente clássica, e adiciona elementos fantásticos, sem que se perca a identidade do autor. Resumindo: basicamente é o Orgulho & Preconceito que a gente conhece + os zumbis (morto-vivos). Não foi uma leitura fácil para todas, tanto que “decepcionante” foi uma palavra repetida a ao longo do debate, principalmente para aquelas que gostam da temática “zumbi”. A caracterização e o destino de alguns personagens, principalmente da Charlotte Lucas também não nos agradou, gerando ânsias de vômitos em algumas. Porém as cenas de lutas, com referências as artes marciais, ninjas e samurais agradaram em geral, gerando certa expectativa quanto ao filme.



Na San Diego Comic Con desse ano o autor do livro comentou um pouco sobre o livro e o filme, que será lançado em fevereiro do ano que vem. No filme Elizabeth Bennet será interpretada pela atriz Lily James (Cinderella), o Mr. Darcy será o Sam Riley (Na estrada), Jane Bennet será interpretada por Bella Heathcote, Mr. Bingley será o Douglas Both (Romeu e Julieta) e o Mr. Collins será o Matt Smith (Doctor Who).  Confiram alguns trechos: 

"Quando escrevi o livro, não havia expectativas de que ele seria lido".
"Mas quando virou um sucesso, fiquei muito assustado, porque Austen tem uma comunidade de fãs muito forte e achei que eles fossem querer me matar. Mas fiquei surpreso, porque eles têm senso de humor. E Jane Austen era uma pessoa muito engraçada, então gostaria de pensar que ela levaria numa boa".
"A intenção para todos era pegar as características originais e levá-las a um nível ridículo".
"O filme é feito de forma elegante, tem boas atuações, figurinos elaborados. Mas também tem zumbis, e funciona".



E aí já leram o livro? O que acharam?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Clube do Livro - A Jovem Rainha Victoria

Título Original: The Young Victoria
Título no Brasil: A Jovem Rainha Victoria
Diretor: Jean-Marc Vallé
Distribuidor: Europa Filmes
Classificação: 10 anos
Duração: 105min 

Sinopse: Dominada por sua mãe possessiva desde criança, a jovem Vitória (Emily Blunt) se recusa a conceder a ela a regência nos últimos dias de seu tio, William IV. O maior interessado em que isto ocorra é John Conroy, secretário particular da mãe de Vitória, que sabe que perderá poder e prestígio tão logo ela alcance a maioridade e assuma a coroa inglesa. Pouco antes de ser coroada, Vitória se aproxima de Albert (Rupert Friend), príncipe da Bélgica, que se afeiçoa a ela. Após ser coroada ela passa a ser cortejada pelo lorde Melbourne (Paul Bettany), primeiro ministro da época. Dividida entre Melbourne e Albert, Vitória se vê diante de uma crise institucional devido à sua interferência nos assuntos políticos do país.



Esses foi um dos poucos casos de unanimidade: TODAS amamos o filme!!! Victoria e Albert formam um lindo casal e saber que essa é uma história real nos deixa mais esperançosas. É muito interessante ver como essa relação se desenrolou, o amor, a amizade e o companheirismo, como eles se apoiavam. Outro aspecto ressaltado foi a trajetória de superação da rainha. Victoria foi criada para se considerar frágil, mas mesmo assim se negou a assinar a regência, e foi uma grande rainha, mesmo que sua inexperiência tenha a deixado vulnerável a manipulação no inicio. Conhecer a trajetória de uma mulher forte em uma época em que nosso gênero não era valorizado é muito inspirador,



A escolha dos protagonistas também foi muito elogiada. Emily Blunt está linda como Victoria, e Rupert Friend, nosso eterno Mr. Wickham, muito charmoso como o príncipe Albert. 



O roteiro do filme apresenta muitas semelhanças com a história original, apesar de algumas partes terem apresentado algum colorido, como o atentado no final. Victoria foi rainha por 63 anos e sete meses, sendo o segundo mais longo da monarquia britânica, ficando atrás somente do reinado de Elizabeth II, atual monarca e trisneta de Victoria. Durante seu reinado, a Inglaterra assistiu a Segunda Revolução Industrial e a expansão imperialista. Já Albert foi um dos principais conselheiro de Victoria, e apesar de estrangeiro, consegui aos poucos ser popular entre os britânicos. Ele também foi um grande apoiador das artes e das ciências.  O casal teve nove filhos. Albert morreu em 1861, aos 42 anos e a Rainha ficou de luto pelo resto da vida. 


O filme ganhou o Oscar de Melhor Figurino em 2010. Cada vestido usado por Emily Blunt custou 10 mil libras e alguns são replicas de modelos usados pela Rainha. A responsável pelo figurino, Sandy Powell, também foi premiada na mesma categoria em 1999, por Shakespeare Apaixonado e em 2005, por O Aviador. 





Por As Garotas de Pemberley

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Clube do Livro - O Pequeno Príncipe


No nosso último debate foram discutidos o livro e o filme O Pequeno Príncipe. Dentre todos os
nossos debates, esse de longe foi o mais reflexivo e “filosófico”, talvez por todas as interpretações que o livro pode gerar com suas metáforas. Já o filme de 1974 dirigido por Stanley Donen não foi muito bem aceito pela maioria, principalmente por ser um musical. 

Sinopse: 
"O Pequeno Príncipe é uma fábula. Ou se preferirmos, uma parabola. Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada. A menos que não queira ver, a face do Pequeno Principe, a face de um outro, coroada com os espinhos da rosa.... Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho numero 1. Se não o quiseres compreender, se não te interessas pelo seu drama, fica aqui a sentença do Principe: Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo." ( Livraria Saraiva)

Muitas de nós já tínhamos lido o livro na infância e algumas o tem como o livro preferido, uma obra que mudou até a mudar a forma de enxergar o mundo. Todas nós concordamos que a base de O Pequeno Príncipe é não deixar a criança que vive em cada um de nós morrer. Em vários pontos do livro Antoine de Saint-Exupéry ele fala que certas coisas os adultos não compreendem, talvez porque nos deixamos cegar pelas aparências e problemas mundanos. Concluímos que o princepezinho é algo que deveríamos ter dentro de nós, a essência de criança que não deveria se perder com o tempo.

Outro ponto que gerou bastante reflexão foi quando falamos das pessoas que o príncipe encontrou nos planetas que passou até chegar a terra. Essas pessoas que ele encontra são reais e convivemos com elas diariamente, muitas vezes somos como elas. Trabalhamos demais, bebemos de mais, mandamos demais. O fato de elas morarem sozinhas em um planetinha entendemos como uma metáfora para as pessoas que vivem em seu próprio mundo e se contentam com isso, é uma forma de falar do egocentrismo.

Uma das meninas fez uma comparação dessas metáforas do livro com as obras do Trovadorismo e foi além, comparou com Jane Austen. Os três pegaram figuras comuns na sociedade, representaram em forma de personagem e tornaram isso uma crítica social. Há quem diga que isso torna o livro complexo demais para crianças, mas discordamos. Talvez a criança não saiba expressar o que captou da leitura, mas provavelmente percebeu a essência da história. 


Dados do Livro:
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Título Original: Le Petit Prince
Ilustrador: Antoine de Saint-Exupéry
Tradução: Rodrigo Lacerda
Editora: Zahar
Páginas: 144



 


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Clube do Livro - Amélie Poulain, 2001

No último dia 21 de junho de 2015, o nosso Clube do Livro discutiu a obra cinematográfica O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E os resultados foram mais do que satisfatórios, tendo opiniões praticamente unânimes entre nós.
SINOPSE: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

É bem verdade que a maioria de nós foi/é influenciada por Hollywood e suas obras. Foi um impacto nos depararmos com uma produção francesa. A fotografia, os cenários, as falas, o ritmo do filme, causaram certo estranhamento, mas bastou dar uma chance - de mente e peito abertos - para que Amélie nos conquistasse.
Inicialmente, descobrimos um certo preconceito pelo desconhecido, o que não foi diferente com um filme francês. Algumas de nós já havia tentado assistir antes, e não gostou, achou chato e abandonou. Mas a segunda vez foi mais proveitosa.
A personalidade da personagem principal também foi bastante citada. Muitas de nós se identificou com a timidez e os medos que Amélie demonstra. Vimos o quão fácil a personagem de identifica e resolve os problemas dos amigos, o quão criativa ela é - desde criança - em suas peripécias, e como ela é sonhadora. Mas o que mais gostamos foi das "vingancinhas" que ela inventa. Acompanhar o futebol pelo rádio e cortar o sinal da TV do vizinho na hora do gol? Trocar a pasta de dentes do outro vizinho por pomada para os pés? Alterar os números da discagem rápida do telefone dele? Causar um curto circuito no abajur? Ou - essa é épica - mudar a hora do relógio e do despertador? Foram as melhores cenas do filme. Como não pensamos nisso antes? Incrível!
Outra cena que nos chamou a atenção foi a que ela imagina toda uma história enquanto lava a louça. Todas nós nos identificamos muito com essa cena - algumas até falando sozinhas, criando roteiros e diálogos [Se algum psiquiatra estiver lendo esse texto, favor, mande-nos um Email]. A imaginação de Amélie é intensa, voa com facilidade. E ela é esperta. Os meios que ela arruma de conhecer seu parceiro final, Dominique, de se mostrar a ele, ou de mostrar algo que ele deveria/gostaria de ver, não são nada usuais ou tradicionais, mas funcionaram. E mais do que isso, nos trouxeram um delicioso final feliz!

Bem, esse foi o resultado do nosso debate do mês de junho. E aguardem, pois nesse mês de férias (julho) vamos ler em dobro!

  • Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
  • Título no Brasil: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  • Direção: Jean-Pierre Jeunet
  • Lançamento: 2001/2002
  • Duração: 122 min

sábado, 16 de maio de 2015

Clube do Livro - Filme O Amor não tira Férias

Sinopse: Iris Simpkins (Kate Winslet) escreve uma coluna sobre casamento bastante conhecida no Daily Telegraph, de Londres. Ela está apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas logo descobre que ele está prestes a se casar com outra. Bem longe dali, em Los Angeles, está Amanda Woods (Cameron Diaz), dona de uma próspera agência de publicidade especializada na produção de trailers de filmes. Após descobrir que seu namorado, Ethan (Edward Burns), não tem sido fiel, Amanda encontra na internet um site especializado em intercâmbio de casas. Ela e Iris entram em contato e combinam a troca. Logo a mudança trará reflexos na vida amorosa de ambas, com Iris conhecendo Miles (Jack Black), um compositor de cinema, e Amanda se envolvendo com Graham (Jude Law), irmão de Iris.

Esse é aquele tipo de filme que pode mudar a sua vida, pois nos leva a refletir quanto ao nosso comportamento às vezes é patético e a necessidade de isso mudar, senão a vida pode ser mais patética ainda.

Todas querem Jude Law!!!
Durante o debate, os elogios a esse filme foram unânimes. Gostamos das viradas nas vidas das personagens femininas. Ambas gostavam de babacas. O relacionamento da Amanda era superficial, ela estava acomodada, uma vez que seu foco era a carreira e ela possuía postura cética quanto aos relacionamentos. Já o relacionamento da Iris era bem platônico, e não correspondido. Gostamos também da sensibilidade dos personagens do Jude Law e do Jack Black.

Jude Law, Cameron Diaz, Kate Winslet e Jack Black
Destacamos como melhor cena a que os personagens Iris, Amanda e Graham conversam pelo telefone ao mesmo tempo, o que é claro vira uma grande confusão. Também gostamos da relação da Iris com o personagem Arthur Abbott (Eli Wallach), um senhor já idoso que com a ajuda da Iris, consegue se superar para poder subir ao palco e receber uma premiação.

A ideia básica de O Amor Não Tira Férias nasceu anos antes do início das filmagens, quando, durante as férias, a diretora e roteirista Nancy Meyers descobriu na internet um site que fornecia endereços ao redor do mundo para pessoas que estivessem interessadas em trocar de casa por temporada. Algumas de nós procuramos na internet esse serviço, porém, o fato de morarmos em casa com a família foi um empecilho, uma vez que a família não aceitaria estranhos em casa.

Quem quer morar em um chalé assim?
Também foi colocada a questão: “Quem teria coragem de fazer uma mudança tão radical?” Algumas responderam SIM, desde que o destino não fosse perigoso. Recomeçar em outro lugar seria bom e haveria a oportunidade de não repetir os erros do passado. Quem respondeu NÃO alegou que mudar quando alguém depende de você é mais difícil, pois as consequências podem refletir em outras pessoas.



E aí, o que vocês acharam desse filme? Compartilhe a sua opinião com a gente!!!