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sexta-feira, 31 de março de 2017

[Resenha] O Navio das Noivas

Olá, galerinha de Pemberley! A resenha de hoje é sobre o livro Navio das Noivas, escrito pela maravilhosíssima Jojo Moyes. A Hanna me deu ele de presente começo do ano e estou há meses pra trazer a resenha pra vocês. Confesso que apesar de ter pedido no nosso amigo secreto das GDP um livro da Jojo , por eu amar a autora, não tinha a menor noção da sinopse dessa obra e não botava muita fé. Até que eu abri a embalagem do correio comecei a ler. 

Sinopse: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho. 

A autora nos apresenta quatro jovens australianas que estão indo rumo a Inglaterra para encontrar com os soldados ingleses que se tornaram seus maridos durante a guerra, bem como a família deles. As quatro acabam ficando na mesma cabine e criam laços. Temos a doce, caipira e super grávida Maggie, a fútil Avice, a jovem demais para estar casada e sem um pingo de juízo Jean e a reclusa enfermeira de guerra Frances. 

Durante o mês e duas semanas que passam em alto mar elas se metem em várias confusões (não leia com voz do locutor da Sessão da Tarde, se leu, desleia!) especialmente por desrespeitarem uma das principais regras do navio, que é não falar com os homens da tripulação. Com o tempo vamos conhecendo a história de cada uma e como aconteceu cada casamento, bem como o medo que elas passam a sentir quando telegramas começam a chegar pedindo para algumas noivas desistirem da viagem, já que seus maridos não as querem mais. 

Jojo Moyes se inspirou na história de sua avó para escrever o livro. Para a avó de Moyes houve um final feliz, mas nem todas podem dizer o mesmo. Durante a viagem existe vários problemas que vão desde um médico alcoólatra e negligente até racionamento de água e violência. Como sempre, a autora sabe dosar o romance com o realismo. 

O Navio das Noivas já foi para minha lista de preferido, impossível não se emocionar e empolgar com as quatro recém casadas que se aventuraram atravessando o mundo apenas com a promessa de uma nova vida.

Título: O Navio das Noivas
Título Original: The Ship of The Brides
Páginas:384
Editora: Intrínseca

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

[RESENHA] Depois de você - Jojo Moyes



Título original: After you
Título no Brasil: Depois de você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 318





“Depois de você” é a sequência de “Como eu era antes de você”, que tanto agradou aos leitores. Eu costumo falar que este último é antes um drama que um romance. E não foi diferente com a sua sequência.

A história gira em torno da personagem Louisa Clark tentando se acostumar com a nova vida. Após uma temporada em Paris, ela decide voltar para a Inglaterra, e compra um apartamento em Londres com o dinheiro que Will lhe deixou. Começa a trabalhar num bar no aeroporto, e tenta levar uma vida normal, apesar de se sentir incomodada ainda com toda a situação pela qual passara.

Nesse tempo, Lou sofre um acidente e tem de mudar todos seus planos, passando meses na casa dos pais até se recuperar. A personagem se mostra muito mudada desde que foi embora da cidade a qual se vê obrigada a retornar. Incomodada com os comentários das pessoas sobre seu passado, Lou se torna mais introspectiva e pensativa sobre sua vida. Sua recuperação não tão fácil a faz pensar em Will, e em como ele se sentia.

Recuperada, volta a Londres, onde várias surpresas e acontecimentos a aguardam. Lou começa a frequentar um grupo de ajuda a pessoas de luto, no qual encontra oportunidade de continuar seu histórico de crescimento pessoal e superação. As personagens do grupo contribuem para deixar o livro mais envolvente e interessante, pois a vivência dos personagens agregam bastante valor à história.


Além disso, Lou é procurada por Lily, uma adolescente de dezesseis anos, que muda completamente o rumo da história. Revoltada com o desprezo da mãe, a jovem se mostra bem rebelde, mas Lou, ao ajudá-la, também aprende muito com ela. Nesse tempo Louisa se arrisca em um novo romance, e apesar de não se sentir pronta para tal, ela se surpreende com os novos sentimentos aos quais se vê envolvida.

Em “Depois de você”, Louisa Clark continua sua jornada de autoconhecimento e superação pessoal. Desde o começo da história é possível perceber o amadurecimento da personagem, o que, no final do livro se torna ainda mais sólido.

Depois de me emocionar consideravelmente nas páginas do primeiro livro, e, apesar de ansiosa com a continuação, não achava que seria uma história com o gabarito da primeira. Mas sem dúvida foi, talvez não tão eloquente quanto as primeiras vivências de Lou, mas uma história a altura da primeira, tão envolvente quanto.

Os dois romances focam no crescimento pessoal de Louisa Clark, e essa personagem vive intensamente, amando sua complicada família, aguentando os desmandos de um chefe muito chato, aprendendo com a experiência de um “talvez” novo namorado e lidando com as rebeldias de uma adolescente.

Igualmente em “Como eu era antes de você”, a leitura do livro é envolvente e flui bastante, o jeito atrapalhado e engraçado de Lou, e as mudanças e reviravoltas na história nos deixa curiosos para saber o que vai acontecer, além de o livro como um todo ser apaixonante. Tudo isso me fez amar a leitura, e querer conhecer mais sobre o universo de Jojo Moyes, autora que ganhou de vez o meu respeito e admiração.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Um Mais Um

Título Original: The One Plus One
Título no Brasil: Um Mais Um
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Páginas: 319
Sinopse: Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.
Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?
Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.
Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

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Sempre me surpreendo com as histórias e tramas criadas pela Jojo e dessa vez não poderia ser diferente. A cada livro dela que eu leio, penso: esse é meu favorito! Acho que já não sei mais qual está no topo da lista e qual está em último, será que posso deixar todos com o status de meu favorito?Deixando minhas dúvidas de lado vamos ao que realmente interessa.

Um Mais Um possui, como todos os livros da Jojo, uma narrativa gostosa de ler que flui de uma forma tão natural, fazendo você mergulhar na vida dos personagens como se você fizesse parte de tudo aquilo. A história- apesar de parecer ser um pouco clichê( um homem rico+ um mulher pobre que se conhecem de maneira inusitada), mas no final isso não passa de uma primeira impressão (lendo a sinopse)- te encanta com a trama de uma mãe tentando fazer de tudo para melhor a vida de seus filhos, que não é nada fácil.

Jess vira mãe muito jovem e larga tudo para ficar com seu amado, que a deixa sozinha com dois filhos para criar Tanzie , a menina prodigio e sua filha legitima, e Nicky , filho da ex do seu ex . Em busca de melhorar a vida das crianças ela embarca em uma aventura rumo a escócio e em meio a todo o caos de sua vida ela conhece Ed, um homem rico que está fugindo de seu problemas.

Os capítulos são divididos pela visão (em terceira pessoa) de cada um dos personagem, o que proporciona um mergulho muito maior no desenrolar de todas as confusões que cada personagem passa, cada um tem seus próprios problemas e com o desenvolver da narrativa eles vão sendo explicados e desenvolvidos de maneira extraordinária.

Um Mais Um, assim como todos os livros da Jojo que li até agora, te emociona e te prende do começo ao fim sem te decepcionar em nada. Cada pagina e capitulo é uma caixinha de surpresa deliciosa de se explorar.


Quem nunca leu um livro dela não sabe o que está perdendo e quem já leu sabe do que estou falando.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

BEDA #23 - [RESENHA] Baía da Esperança,Jojo Moyes



Título Original: Silver Bay
Título no Brasil: Baía da Esperança
Autora: Jojo Moyes
Tradução:Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Páginas: 301
Sinopse: Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava se não para ela, para sua filha pequena, Hannah, até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia.
Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez. 

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Baía da esperança é outro livro maravilhoso da Jojo Moyes, assim como em todos os livros dela você consegue viajar para um novo mundo dentro da trama.

Jojo nos levas para uma baia no litoral da Austrália onde mergulhamos na vida de cada personagem que vive nesse lugar mágico.

A chegada de Mike na Baía é o que dá o ponto de partida para o desenrolar da trama e de seus mistérios envolvendo a vida de Liza, Kathleen e a pequena Hannah. Cada capitulo é narrado por um personagem o que faz você enxergar diferentes ângulos da mesma história através dos sentimentos e emoções de cada um, o que te deixa ainda mais envolvido com todos eles.

Em meio a história principal e do mistério que cerca essas personagens, também conseguimos enxergar um pouco da vida dos personagens secundários, que assim como Mike, Liza, Katheleen e Hannah , tem suas próprias tragedias para nos contar.

Também não posso esquecer de falar do cenário maravilho e como a descrição da Jojo é tão perfeita que faz você sentir a brisa litorânea da baía, quase como se vocês estivesse lá vivendo tudo aquilo. Confesso que fiquei com uma super vontade de ver uma baleia de perto, na historia o trabalho de Liza e de outros personagens é levar turistas para ver baleias e a descrição desses passeios é simplesmente encantador.


Depois de Como Eu Era Antes de Você, acho que Baía da Esperança é um dos meus livros preferidos da autora. Todas as tramas criadas pela Jojo são maravilhosas com sua escrita perfeita e sua forma de nos envolver em cada livro, então fico sempre na duvida de qual é o melhor deles.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

BEDA #4 [RESENHA] - Como Eu Era Antes de Você (filme)

Olá leitores de Pemberley! Vocês sabem que dia é hoje? "Claro que sim, Michelle. 04 de agosto". E vocês sabem quem está apagando as velinhas hoje? Não, não estou falando do seu tio, nem do cachorro da sua irmã, nem do primo do seu vizinho. A aniversariante do dia é Jojo Moyes! [aplausos, assobios, gritos, confetes] E coincidentemente [sim, foi coincidência], hoje eu vim falar mais um pouquinho da sua obra prima, Como Eu Era Antes de Você.
        Vocês devem estar pensando "Mas Michelle, a gente já sabe que vocês leram o livro Como Eu Era Antes de Você no Clube do Livro." Muito bem, fizeram o dever de casa e acompanharam o blog. Sabem também que amamos a leitura, e que foi um livro que mudou a vida de algumas de nós, inclusive a minha. No entanto, não estou aqui para falar do livro...
       Ao contrário da criação literária de Jojo Moyes, a criação cinematográfica não teria o poder de mudar a minha vida. A pergunta que fica é: mas se a ideia da segunda era adaptar a primeira, como a impressão de uma obra pode ser então diferente da outra? Vocês são leitores perspicazes, sempre fazem boas perguntas! Bem, vou explicar por partes.

Bom, em primeiro lugar gostaria de falar do elenco. Se eu pudesse classificar alguns pontos do filme, o melhor prêmio iria para esses atores incríveis! Sam interpretou um Will exatamente como eu o imaginava: Um homem cheio de energia que viu sua vida e seus sonhos escorrerem por seus dedos feito areia, o que o tornou amargurado, revoltado, triste. Emilia interpretou uma Louisa perfeitamente acomodada com a vida, sem perspectivas de crescimento, sem auto estima, mas com muita vida. Uma garota feliz apesar de tudo. 5 estrelas pra esses dois. 
Outro ponto que merece elogio é o cenário. Conseguiram trazer para a tela exatamente o que Jojo trouxe no livro. A casa, o castelo, os jardins, o local do casamento, o Dignitas. O que mostra uma preocupação por parte da produção por uma adaptação adequada. 5 estrelas!
E o que dizer da trilha sonora maravilhosa que embalou nossos sentimentos? Ed Sheeran, Imagine Dragons, entre outros músicos e bandas espetaculares, deram um toque mais do que especial ao filme. Mais 5 estrelas com certeza!

O filme, no geral, foi muito bom, a história muito bem interpretada, e ficou bem fechadinho, apesar de todos os cortes - afinal estamos falando de resumir 300 páginas em 1h50'. No entanto preciso ressaltar algumas coisas.
No aspecto Lou, alguém que não leu o livro, sabe por que ela se veste daquela forma? Ou sabe por que ela perdeu as perspectivas? Não, ela não foi sempre assim. Existe uma cena - para quem leu, capítulo 12! - que serviria perfeitamente para explicar isso. No entanto, a produção achou por bem deixar essa cena de fora. Para o filme por si só pode até ser considerado um plot desnecessário, mas sabendo que a ideia era adaptar o livro e passar uma ideia de quem era a Lou antes do Will, acho que foi um furo. Se você assistiu ao filme com o conhecimento prévio da leitura pode ate não ter sentido, mas pra quem não leu fez total diferença.
       Outro detalhe negativo que reparei foi no relacionamento dos pais do Will, que não era harmônico, nem amoroso. Na verdade eles estavam apenas adiando o divórcio, aumentando o desconforto de Will que sabe que o que os prende é a condição dele, e isso fica mais do que claro no livro. Outro furo, produção. [Se você quer saber mais sobre isso, vá ao capítulo 21. Não vou te dar isso de bandeja.]
       Existe um personagem no livro que não aparece no filme. Ritchie [pág 185 para quem não se lembra]. Trata-se de um tetraplégico que o tempo todo ajuda Lou. Eles se falam pela internet, num fórum/sala de bate papo, e é através dele que Lou começa a aprender a lidar com Will. É ele quem da idéias sobre o que fazer, onde ir, e da a ela um vislumbre do que se passa na cabeça de Will, coisa que sozinha Lou jamais conseguiria. Pra mim esse cara foi de suma importância para a história, contudo nem citado no filme ele foi. Jojo encontrou uma forma de mostrar o que pensa com respeito a tetraplegia no livro, de maneira a tornar mais especial a vida do ser humano, mesmo com a deficiência, mas no filme decidiu não levar isso em consideração. Senti muito a falta dele. Quem não leu não sentiu, o que mostra mais uma vez que para o filme em si o personagem foi "desnecessário", mas pra adaptação não. 

Bom, não tenho mais em quê me alongar em aspectos negativos do filme. Por si só o filme foi muito bom, recomendo pra todo amante de um bom romance chorável [sim, acabei de inventar essa palavra!]. Mas como Adaptação, a mim deixou um pouco a desejar. Enfim, espero que vocês assistam, e quem já assistiu, que tenha gostado, e que não brigue comigo, essas são apenas as minhas humildes percepções.

FICHA TÉCNICA
Nome Original: Me Before You
Ano de Lançamento: 2016
Diretora: Thea Sharrock
Gênero: Drama/Romance
Adaptação de: Como Eu Era Antes de Você

terça-feira, 12 de abril de 2016

Clube do Livro - Como Eu Era Antes de Você

"Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, a literatura permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano." (Tzetan Todorov)
FONTE: Lanah Black

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. 
Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô 
que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. 
Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick  há sete anos, um triatleta que não parece muito interessado nela. 
Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. 
Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. 
Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado.
Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. 
Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. 
 O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.
 E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro."
Jojo Moyes mostrou grande sensibilidade tratando de assuntos tão profundos de maneira leve em seu livro. Questões monetárias, emocionais, espirituais, de saúde... Não são coisas fáceis de serem tratadas. O livro traz abuso sexual, traição, comodismo, desemprego, gravidez não planejada, direção perigosa, tetraplegia, ciúmes e amor fraternal, familiar e homem/mulher. Tudo isso sem deixar a linguagem pesada, pontas soltas, diálogos chatos. “A questão do abuso foi abordado com tanta sutileza que eu, que vejo todo dia na TV casos de abuso tão escrachados, demorei a entender o que de fato tinha acontecido com a Lou” aponta Silvana Fonseca.

A narrativa em primeira pessoa nos permitiu entender perfeitamente as decisões, os sentimentos e as atitudes dos personagens envolvidos, e apontamos também a alternância de narrativa entre eles. Não abriu lacunas e ao mesmo tempo nos permitiu conhecer melhor os demais personagens, os pontos de vista das pessoas q estão envolvidas nos cuidados do Will, e ver como o acidente também afetou a vida deles, o quanto uma única pessoa pode mudar a vida de todos ao seu redor. 

“Uma coisa que aprendi (ou tô tentando aprender) é a como tratar, olhar, se referir a um deficiente. Tentar controlar o olhar, as falas, o modo de agir. Isso é importante demais. A pessoa já sofre demais pra ainda precisar suportar olhar de pena, preconceito, entre outras coisas. Ser deficiente não torna a pessoa menos humana, não tira emoções e sentimentos. Pelo contrário, torna a pessoa ainda mais sensível e, paradoxalmente, mais forte!” diz Michelle Motta. “Eu também nunca tinha sequer imaginado como é a vida de um tetraplégico. Claro que sabemos o quão difícil deve ser, mas ler como é seu dia a dia foi surpreendente é emocionante.” Comenta Vanessa Aragon

“Quando leio os livros da Jojo, o que mais me chama a atenção é o cuidado que ela tem ao descrever as mais variadas relações humanas. O livro não é só Lou e Will. A Lou tem uma relação mais complicada com a mãe e com a irmã, e acompanhar como ela se desenvolve no livro, e na continuação, é muito interessante.” Afirma Aline Tavares, e já deixa a dica para Depois de Você, que traz a continuação da história.

A outra coisa que também foi muito apontada foi a personalidade de Lou. “Eu também me identifiquei muito com a Lou com sua personalidade e tudo mais...” diz Fernanda Pelitzer, sendo ecoada por quase todas. “Também me identifiquei com a Lou quanto a acomodação. É muito difícil sair da zona de conforto, principalmente quando parece q está tudo bem.” (Aline Tavares) “Decidi mudar algumas coisas na minha vida. Preciso realmente de alguém pra trocar minhas cortinas? Ou pra colocar novas prateleiras no quarto? Não. Posso fazer sozinha e devo aproveitar e ser feliz por poder fazê-lo! Viajar sozinha? Sim! Vestir roupas que gosto mas que estão fora de moda? Sim! E principalmente, me aceitar. Foi o que aprendi com Lou.” (Michelle Motta). 

Por fim, nas palavras de Jesiane Santos, “Eu amei o livro. Os personagens são bem sensíveis e não são perfeitos. As questões abordadas nos livros são muito relevantes (...) O ponto que mais chamou minha atenção foi que o livro não vai pro caminho de um romance água com açúcar, se aproxima muito da realidade, isso o torna mais belo e sensível. (...) Levo esse livro com muito carinho no lado esquerdo do peito.”

Só pra deixar você arrepiado e com uma lagriminha querendo cair do seu olho direito...


sábado, 9 de abril de 2016

Livros que mudaram minha vida [Silvana]







Retomando a nossa série de postagens sobre os“ livros que mudaram a minha vida”. Hoje a GDP Silvana relata um pouquinho sobre os livros que mais marcaram sua vida de uma certa forma. Vamos lá?!



Desde criança gosto muito de ler, porém somente aos 14 anos surgiu o primeiro livro que realmente me marcou, foi a primeira vez que li o Pequeno Príncipe. Sabe aquele livro que te traz uma sensação deliciosamente boa? Então, foi ele. Eu estava entrando para um Grupo Jovens da Igreja e foi uma indicação da coordenadora do grupo, já que o tema daquele encontro era: “ Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Nunca mais vou me esquecer de como aquela história me mostrou como o amor pode ser tão simples e o mundo tão perfeito nas pequenas coisas.


Não tenho como não citar Orgulho e Preconceito, da minha amada escritora preferida Jane Austen (detalhe: é muito amor, isso mesmo!). Depois de ter assistido uma segunda vez o filme, há uns 4 anos (porque na primeira vez que eu assisti não dei a mínima para a história... acreditam nisso?!) percebi que estava apaixonada pela história, comprei o livro e foi a decisão mais assertiva na minha vida de leitora! Foi depois de OP que passei a ser uma viciada em romances, principalmente os históricos e clássicos, a partir dele que passei a amar literatura inglesa e também a buscar na internet outras pessoas que gostassem, resultado... o encontro épico das Garotas de Pemberley! Realmente mudou minha vida!!!



O último e o mais recente livro que marcou minha vida de um jeito muito especial foi Como eu era antes de você, da JojoMoyes. Depois que li na internet a notícia do lançamento do filme deste livro, decidi por lê-lo. Faz quase 3 meses que este incrível livro me tocou profundamente. Este é um daqueles livros que te deixa de ponta a cabeça, te vira pelo avesso, dá um tapa na sua cara e você acaba gamando nele?! (Meio perturbador!).Assim mesmo, perturbador, este livro mudou tantas visões que eu tinha sobre: amor, dor, perdão, escolhas, momentos, vida e morte.  Acho que por me entregar totalmente ao livro, me emocionei com a história e me coloquei como protagonista. Posso dizer com toda a sinceridade que eu realmente era outra Silvana antes dele (trocadilho com o título?).

Penso que livros são passagens para outros mundos interconectados no nosso próprio e que possuem grande poder de influência. Espero que como eu, vocês também encontrem livros que tragam alguma mensagem, que transformem, que marquem suas vidas de uma forma especial.

“Ao abrir um livro, vislumbro um horizonte, onde a vista vai muito além do ponto.”

Elan Klever