Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

BEDA #8 - Música, cinema e Oscar

Quando estou assistindo algum filme, uma das coisas me chamam a atenção é a trilha sonora. Algumas músicas são compostas especialmente para tocarem nos filmes em fazem muito sucesso. Essas músicas ajudam na composição de cenas e/ou personagens, podendo até mesmo serem interpretadas por estes. Tanto que desde 1935, o Oscar premia as melhores canções originais. Nesse post destaco as 10 que mais me marcaram. 


 


1940: "Over the Rainbow" - The Wizard of Oz 
Música: Harold Arlen
Letra: Yip Harburg
Interpretada: Judy Garland (Dorothy)








1941: "When You Wish upon a Star" - Pinocchio
Música: Leigh Harline
Letra: Ned Washington
Interpretada: Cliff Edwards (Grilo Falante)








1962: "Moon River" - Breakfast at Tiffany's
Música: Henry Mancini
Letra: Johnny Mercer
Interpretada: Audrey Hepburn (Holy Golightly)



 




1987: "Take My Breath Away" - Top Gun
Música: Giorgio Moroder
Letra: Whitlock
Interpretada: Berlin

 








 1988: "(I've Had) The Time of My Life" - Dirty Dancing
Música: John Nicola, Donald Markowitz e Franke Previte
Letras: Franke Previte
Interpretada: Bill Medley e Jennifer Warnes





1992: "Beauty and the Beast" - Beauty and the Beast
Música: Alan Menken
Letras: Howard Ashaman
Interpretada: Céline Dion e Peabo Bryson





1995: "Can You Feel the Love Tonight" - The Lion King
Música: Elton John
Letra: Tim Rice
Interpretada: Elton John






1998: "My Heart Will Go On" - Titanic
Música: James Horner
Letras: Will Jennings
Interpretada: Céline Dion








2000: "You'll Be in My Heart" - Tarzan
Letra e Música: Phil Collins
Interpretada: Phil Collins, Usher e Celtic Woman








2013: "Skyfall" - Skyfall
Letra e Música: Adele e Paul Epworth
Interpretada: Adele






O que vocês acharam? Alguma sugestão? Alguma música que merecia ter sido indicada ou ter ganhado? Comentem!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

BEDA #4 [RESENHA] - Como Eu Era Antes de Você (filme)

Olá leitores de Pemberley! Vocês sabem que dia é hoje? "Claro que sim, Michelle. 04 de agosto". E vocês sabem quem está apagando as velinhas hoje? Não, não estou falando do seu tio, nem do cachorro da sua irmã, nem do primo do seu vizinho. A aniversariante do dia é Jojo Moyes! [aplausos, assobios, gritos, confetes] E coincidentemente [sim, foi coincidência], hoje eu vim falar mais um pouquinho da sua obra prima, Como Eu Era Antes de Você.
        Vocês devem estar pensando "Mas Michelle, a gente já sabe que vocês leram o livro Como Eu Era Antes de Você no Clube do Livro." Muito bem, fizeram o dever de casa e acompanharam o blog. Sabem também que amamos a leitura, e que foi um livro que mudou a vida de algumas de nós, inclusive a minha. No entanto, não estou aqui para falar do livro...
       Ao contrário da criação literária de Jojo Moyes, a criação cinematográfica não teria o poder de mudar a minha vida. A pergunta que fica é: mas se a ideia da segunda era adaptar a primeira, como a impressão de uma obra pode ser então diferente da outra? Vocês são leitores perspicazes, sempre fazem boas perguntas! Bem, vou explicar por partes.

Bom, em primeiro lugar gostaria de falar do elenco. Se eu pudesse classificar alguns pontos do filme, o melhor prêmio iria para esses atores incríveis! Sam interpretou um Will exatamente como eu o imaginava: Um homem cheio de energia que viu sua vida e seus sonhos escorrerem por seus dedos feito areia, o que o tornou amargurado, revoltado, triste. Emilia interpretou uma Louisa perfeitamente acomodada com a vida, sem perspectivas de crescimento, sem auto estima, mas com muita vida. Uma garota feliz apesar de tudo. 5 estrelas pra esses dois. 
Outro ponto que merece elogio é o cenário. Conseguiram trazer para a tela exatamente o que Jojo trouxe no livro. A casa, o castelo, os jardins, o local do casamento, o Dignitas. O que mostra uma preocupação por parte da produção por uma adaptação adequada. 5 estrelas!
E o que dizer da trilha sonora maravilhosa que embalou nossos sentimentos? Ed Sheeran, Imagine Dragons, entre outros músicos e bandas espetaculares, deram um toque mais do que especial ao filme. Mais 5 estrelas com certeza!

O filme, no geral, foi muito bom, a história muito bem interpretada, e ficou bem fechadinho, apesar de todos os cortes - afinal estamos falando de resumir 300 páginas em 1h50'. No entanto preciso ressaltar algumas coisas.
No aspecto Lou, alguém que não leu o livro, sabe por que ela se veste daquela forma? Ou sabe por que ela perdeu as perspectivas? Não, ela não foi sempre assim. Existe uma cena - para quem leu, capítulo 12! - que serviria perfeitamente para explicar isso. No entanto, a produção achou por bem deixar essa cena de fora. Para o filme por si só pode até ser considerado um plot desnecessário, mas sabendo que a ideia era adaptar o livro e passar uma ideia de quem era a Lou antes do Will, acho que foi um furo. Se você assistiu ao filme com o conhecimento prévio da leitura pode ate não ter sentido, mas pra quem não leu fez total diferença.
       Outro detalhe negativo que reparei foi no relacionamento dos pais do Will, que não era harmônico, nem amoroso. Na verdade eles estavam apenas adiando o divórcio, aumentando o desconforto de Will que sabe que o que os prende é a condição dele, e isso fica mais do que claro no livro. Outro furo, produção. [Se você quer saber mais sobre isso, vá ao capítulo 21. Não vou te dar isso de bandeja.]
       Existe um personagem no livro que não aparece no filme. Ritchie [pág 185 para quem não se lembra]. Trata-se de um tetraplégico que o tempo todo ajuda Lou. Eles se falam pela internet, num fórum/sala de bate papo, e é através dele que Lou começa a aprender a lidar com Will. É ele quem da idéias sobre o que fazer, onde ir, e da a ela um vislumbre do que se passa na cabeça de Will, coisa que sozinha Lou jamais conseguiria. Pra mim esse cara foi de suma importância para a história, contudo nem citado no filme ele foi. Jojo encontrou uma forma de mostrar o que pensa com respeito a tetraplegia no livro, de maneira a tornar mais especial a vida do ser humano, mesmo com a deficiência, mas no filme decidiu não levar isso em consideração. Senti muito a falta dele. Quem não leu não sentiu, o que mostra mais uma vez que para o filme em si o personagem foi "desnecessário", mas pra adaptação não. 

Bom, não tenho mais em quê me alongar em aspectos negativos do filme. Por si só o filme foi muito bom, recomendo pra todo amante de um bom romance chorável [sim, acabei de inventar essa palavra!]. Mas como Adaptação, a mim deixou um pouco a desejar. Enfim, espero que vocês assistam, e quem já assistiu, que tenha gostado, e que não brigue comigo, essas são apenas as minhas humildes percepções.

FICHA TÉCNICA
Nome Original: Me Before You
Ano de Lançamento: 2016
Diretora: Thea Sharrock
Gênero: Drama/Romance
Adaptação de: Como Eu Era Antes de Você

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Fight like a Lady

(por Silvana Fonseca)

Filme baseado no livro com mesmo nome, do autor americano Seth Grahame-Smith, lançado em fevereiro deste ano no Brasil, Orgulho, Preconceito e Zumbis (OPZ carinhosamente) traz como diz o próprio título uma adaptação um tanto diferente do romance histórico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito com o elemento em alta: Zumbis.

Basicamente, a história do filme se ambientaliza na Inglaterra do século 19, tendo as irmãs Bennet como guerreiras shaolin (meio a lá Bruce Lee e Jack Chan) treinadas para matar mortos vivos em uma espécie de apocalipse zumbi. Dando destaque aos personagens principais como o clássico de Jane Austen: Elizabeth Bennet, interpretada pela Lily James (a mesma que fez a nova versão Disney de Cinderela) e Sr. Darcy, interpretado pelo Sam Riley (o corvo em Malévola) que em meio a todo esse caos zumbi se apaixonam apesar das divergências iniciais.

No geral, o filme agrada bastante aos olhos de quem assiste OPZ, pois achei a produção muito bem feita, principalmente em termos de figurino, retrato, sequências de luta e trilha sonora. Há controvérsias com a escolha do elenco (alguns gostaram e outros nem tanto...), porém achei todo o elenco bastante forte, destacando Lily James que trouxe uma Lizzie bastante enérgica, decidida e perspicaz, Sam Riley como um Darcy pretensioso e arrogante e Matt Smith como o super engraçado Sr. Collins. Já a química entre Lizzie e Darcy não conseguiu me atrair, talvez porque senti que houve mais ação e isso talvez tenha mascarado mais do que deveria o romance do filme.
Pois bem, quanto as similaridades (ou não...) entre filme e livro, achei que conseguiram trazer a história do livro bem estruturada para o filme, porém, pecaram na ausência de trechos importantes (e ao meu ver primordiais) que não poderiam deixar de ser abordados no filme. Uma outra coisa que me incomodou (mas isso também é por culpa do livro) é o fato de como os zumbis foram abordados: como mortos vivos sem ameaça nenhuma que só estão no filme para enfeitar as cenas de luta (chega a ser cômico).

Resumindo, OPZ é um filme bem agradável de assistir, não possui a grandeza do clássico OP de Jane Austen, mas consegue lhe entreter e até lhe tirar boas risadas! E aí qual a opinião de vocês sobre o filme?! Conte-nos!

Título Original: Pride and Prejudice and Zumbies
Título no Brasil: Orgulho e Preconceito e Zumbis
Direção: Burr Steers
Produção: Natalie Portman, Allison Shearmur, Marc Butan, Sean McKittrick, Brian Oliver, Annette Savitch, Tyler Thompson
Lançamento: Fevereiro de 2016
Duração: 108 min


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dicas da Mih - Mother’s Day (Lançamentos #4)

E aí, o que você vai fazer domingo?
Ah é... É dia das mães. Temos que passar o dia com nossa rainha.
Mas isso não significa que não podemos ir ao cinema!
Minha dica hoje é pra você levar sua mãezona ao cinema. Sim, e faça o favor de pagar a entrada dela!
Nesta comédia romântica, várias histórias associadas à maternidade se cruzam: Sandy (Jennifer Aniston) é uma mãe solteira com dois filhos, Bradley (Jason Sudeikis) é um pai solteiro com uma filha adolescente, Jesse (Kate Hudson) tem uma história complicada com a sua mãe, Kristin (Britt Robertson) nunca conheceu a sua mãe biológica e Miranda (Julia Roberts) é uma escritora de sucesso que abre mão de ter filhos para se dedicar à carreira.
Com um histórico de filmes super conhecidos, como Idas e Vindas do Amor, Noite de Ano Novo e A Montanha Enfeitiçada, O Maior Amor do Mundo é dirigido por Garry Marshall, e conta com um elenco de peso: Jennifer Aniston, Julia Roberts, Kate Hudson, Jason Sudeikis. A promessa é de uma Comédia Romântica leve para curtir com a família.


É bem verdade que o filme não recebeu as melhores críticas, acumulando apenas 1,3 estrela pela imprensa. Mesmo assim, eu pretendo assistir, pra poder tirar minhas próprias conclusões. Convido vocês a fazer o mesmo! ;)

LANÇAMENTO: 5 de maio de 2016
Confira a programação dos cinemas mais próximos!

Beijinhos
Até a próxima!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Dicas da Mih - Racconti e Romanzi (Lançamento #3)

Bem, não sou fluente em Italiano, mas me viro bem, obrigada. A verdade é que sou apaixonada pela língua, eleita diversas vezes por diversos canais como a língua que possui o sotaque mais sexy e romântico do mundo. Mas não é apenas a língua que me encanta. A Itália em si é um local cheio de charme, histórias magníficas, lendas. Um dos mitos romanos mais famosos é o de fundação do povo, que diz que a cidade nasceu pelas mãos de Rômulo e Remo, irmãos gêmeos que, após serem abandonados no rio Tibre, foram adotados por uma loba. E assim teria nascido um dos maiores impérios de todos os tempos. Se/O que é verdade nessa história, ninguém sabe. Mas desde a sua fundação, já carrega todo um charme, uma força e o éclat de uma grande potência!

Hoje trouxe para vocês um autor que - talvez - poucos conheçam.

Quando falamos de contos de fadas, imediatamente aquele castelinho da Disney já vem à nossa cabeça como um "passe de mágica"! Cinderela é o conto mais famoso adaptado pela indústria de animação, e o autor atrelado a essa história na verdade são dois: Jacob e Wilhelm Grimm, mais conhecidos como Irmãos Grimm. "Mas Michelle, eu penso em Charles Perrault!" Okay! Charles Perrault então. Mas repararam que eu não falei que são esses os autores originais dessas histórias? É porque na verdade não são! Os nomes deles estão atrelados a essas histórias por terem transcrito para a língua escrita tais histórias que já eram conhecidas pela cultura popular. O que talvez vocês não saibam é que existiu um outro 'cara', que veio antes deles, e que transcreveu histórias, contos populares, e entre eles, Cinderela.

Já ouviram falar de Giambattista Basile?
Em 1634, foi publicado na Itália um livro chamado Pentamerone (ou o conto dos contos). Esse livro foi escrito por Giambattista Basile, mas ele também apenas reuniu contos já existentes na cultura popular. Esse livro reúne 50 contos de fadas.
Reparem: Os irmãos Grimm só vieram a publicar seu primeiro livro no século XIX, e Perrault em 1697.

Em sua origem, os contos de fadas não eram apenas essas histórias bonitinhas com finais sempre felizes. Havia mortes, sangue, maldades e muitas outras coisas que nunca seriam admitidas em um desenho da Disney. Isso porque a sociedade era diferente, a ideia do que era ser criança era outra e essas histórias não eram tidas como coisas de crianças, mas histórias para todos. Exemplo disso é que Cinderela de Basile é completamente diferente do que conhecemos - e quando digo completamente, é completamente mesmo! Um dia te conto...

"Mas Michelle, porque você está falando disso tudo na sua coluna?" Pergunta digna, merece um docinho.

Minha primeira dica de hoje segue a vibe cinematográfica italiana!

- Dirigido, Roteirizado (sim, essa palavra existe, pode procurar) e Produzido pelo italiano [*-*] Matteo Garrone, a elogiada produção participou da Seleção Oficial do Festival de Cannes 2015. O longa nos apresenta três fábulas, que são mostradas paralelamente. Na primeira, uma rainha engravida de uma maneira bem pouco convencional e tem que arcar com as consequências da sua decisão. Perto dali, um rei depravado se apaixona pela voz de uma mulher, sem saber que ela é uma velha. No terceiro conto, outro rei decide realizar um concurso que tem como prêmio a mão da sua filha, mas a princesa acaba levando a pior.
Três fábulas presentes no livro Pentamerone dão origem a um mosaico da época barroca do século XVII na Itália. Três reinos vizinhos governados em castelos maravilhosos pelos seus reis e rainhas, príncipes e princesas: um rei adultero e libertino, outro fascinado por um animal estranho, uma rainha obcecada pelo desejo de ter filhos e fadas… Magos, terríveis monstros e ogros velhos, acrobatas e cortesões são os heróis desta interpretação livre dos famosos contos de Giambattista Basile. 

E aí? Ficou com vontade de conhecer o outro lado de histórias tão conhecidas de uma forma como você nunca viu? Então programe-se!

Estréia prevista para 12 de maio de 2016.

Minha segunda dica é bastante típica de Michelle. Seguindo meu estilo literário favorito, o romance de época que está me enchendo os olhos... com lançamento previsto para maio.

Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.
Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.
Sedução de Seda, de Loretta Chase, é o próximo lançamento da Editora Arqueiro em formato digital. A autora da série "Os Canalhas", com dois volumes publicados no Brasil pela mesma editora - O Príncipe dos Canalhas e O Último dos Canalhas - vem agora estrear uma nova série, "As Modistas", que promete ser tão boa quanto a primeira.


Lançamento: 02 de maio de 2016
Quanto? R$ 21,84 (Digital
Link: https://goo.gl/wAjc0b



Beijinhos... E ate as próximas Dicas da Mih! 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Clube do Livro - Amélie Poulain, 2001

No último dia 21 de junho de 2015, o nosso Clube do Livro discutiu a obra cinematográfica O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E os resultados foram mais do que satisfatórios, tendo opiniões praticamente unânimes entre nós.
SINOPSE: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

É bem verdade que a maioria de nós foi/é influenciada por Hollywood e suas obras. Foi um impacto nos depararmos com uma produção francesa. A fotografia, os cenários, as falas, o ritmo do filme, causaram certo estranhamento, mas bastou dar uma chance - de mente e peito abertos - para que Amélie nos conquistasse.
Inicialmente, descobrimos um certo preconceito pelo desconhecido, o que não foi diferente com um filme francês. Algumas de nós já havia tentado assistir antes, e não gostou, achou chato e abandonou. Mas a segunda vez foi mais proveitosa.
A personalidade da personagem principal também foi bastante citada. Muitas de nós se identificou com a timidez e os medos que Amélie demonstra. Vimos o quão fácil a personagem de identifica e resolve os problemas dos amigos, o quão criativa ela é - desde criança - em suas peripécias, e como ela é sonhadora. Mas o que mais gostamos foi das "vingancinhas" que ela inventa. Acompanhar o futebol pelo rádio e cortar o sinal da TV do vizinho na hora do gol? Trocar a pasta de dentes do outro vizinho por pomada para os pés? Alterar os números da discagem rápida do telefone dele? Causar um curto circuito no abajur? Ou - essa é épica - mudar a hora do relógio e do despertador? Foram as melhores cenas do filme. Como não pensamos nisso antes? Incrível!
Outra cena que nos chamou a atenção foi a que ela imagina toda uma história enquanto lava a louça. Todas nós nos identificamos muito com essa cena - algumas até falando sozinhas, criando roteiros e diálogos [Se algum psiquiatra estiver lendo esse texto, favor, mande-nos um Email]. A imaginação de Amélie é intensa, voa com facilidade. E ela é esperta. Os meios que ela arruma de conhecer seu parceiro final, Dominique, de se mostrar a ele, ou de mostrar algo que ele deveria/gostaria de ver, não são nada usuais ou tradicionais, mas funcionaram. E mais do que isso, nos trouxeram um delicioso final feliz!

Bem, esse foi o resultado do nosso debate do mês de junho. E aguardem, pois nesse mês de férias (julho) vamos ler em dobro!

  • Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
  • Título no Brasil: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
  • Direção: Jean-Pierre Jeunet
  • Lançamento: 2001/2002
  • Duração: 122 min

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O rei que não conseguia se expressar

Rei George VI e a rainha consorte, Elizabeth.
O filme O Discurso do Rei, de 2010, conta a história do Rei George VI que assume o trono britânico quando o reino está prestes a declarar guerra à Alemanha Nazista. George VI, representado por Colin Firth (Eterno Mr. Darcy ♥), era gago e tinha sérios problemas para se comunicar, mesmo com sua família. Por isso, sua esposa (Helena Boham Carter) procura um terapeuta alternativo para tentar curar o transtorno.
Antes mesmo de saber que um dia assumiria a coroa, já que era o 2º na linha de sucessão ao trono, George sofria com diversos tratamentos que nos dias de hoje são considerados absurdos. O uso do cigarro nos tratamentos como “relaxante para as pregas vocais” foi algo que me deixou passada. O insucesso dessas técnicas o frustrava cada vez mais e o fazia acreditar que nunca conseguiria falar direito.
Mesmo com o pessimismo do monarca, a sua esposa nunca desistiu de ajudar. Com todo carinho e paciência, a rainha consorte sempre procurava novos especialistas e tentava fazer com que ele acreditasse em seu potencial. Foi assim que ela encontrou um ator que ajudava pessoas com problemas de dicção. 
O terapeuta Lionel Logue
Na primeira sessão com o novo terapeuta Lionel Logue (Geofrey Rush), o rei consegue ler um trecho de Hamlet quando escuta música em um volume em que não ouve a própria voz. Ele desiste algumas vezes das sessões, mas os métodos “estranhos” de Lionel surtem efeito e ele sempre acaba voltando. Lionel tinha certeza de que poderia curar o rei e acreditava que o primeiro passo para isso era conhecê-lo intimamente e tratá-lo com igualdade. Acha que ele tratava George como Alteza Real/Majestade? Nada! Por mais que não gostasse, o rei só era chamado de Bertie (apelido de Albert, seu nome de batismo).
As cenas entre o rei e o terapeuta tomam boa parte do filme e são sempre incríveis. Engraçadas ou dramáticas, elas sempre geram alguma emoção, mas sem perder a leveza. O filme seguiu uma linha fácil de acompanhar e sem criar situações forçadas. Juro que me vi representada quando o então príncipe tenta fazer seu primeiro discurso em um auditório com transmissão radiofônica e não fala absolutamente nada. Fiz exatamente a mesma coisa nas aulas de Introdução ao Rádio e a TV na faculdade.  Simplesmente travei. E quando conseguia falar, não saia nada que preste. Ao contrário de George, não sou gaga, mas falar em publico não é fácil pra mim também, muito menos se isso for gravado de alguma forma.
Algo que achei errado na história foi deixar subentendido que o problema de gagueira de George está ligado a falta de confiança, timidez e ao complexo de inferioridade que ele adquiriu na infância. Mesmo não tendo focado nisso, acho errado relacionar a gagueira a fatores psicológicos. Especialistas já provaram que esses fatores não podem causar o problema, embora possam agravá-lo. Muitas vezes, o gago é inseguro e tímido justamente por não conseguir se comunicar direito, e não o oposto.
Mas enfim, voltando, durante toda a narrativa, George tenta superar sua gagueira para poder se comunicar com seus súditos através dos seus discursos. Como o principal meio de comunicação da época era o rádio e o rei não conseguia articular as palavras no ar, o reino via seu problema de dicção como fraqueza e falta de confiança, principalmente porque estavam prestes a entrar em guerra. No final do filme, depois de muita ajuda de Lionel, além do apoio de sua mulher, George consegue fazer um belo pronunciamento para todo o Reino Unido anunciando o conflito contra os nazistas e passando ao seu povo segurança e vontade de defender os ideais britânicos. Colin arrasou nessa cena, achei brilhante. 
  • Título Original: The King's Speech
  • Título no Brasil: O Discurso do Rei
  • Direção: Tom Hooper
  • Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Garetch Unwin
  • Lançamento: 2010 (EUA) 2011 (BRA)
  • Duração: 118 min

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Jane Austen e Harry Potter - Parte 1

Vocês devem estar pensando? 

O que os dois tem em comum?

Primeiro: Jane Austen e J. K. Rowling são as mais famosas autoras em língua inglesa

Segundo: tanto a obra da Jane Austen quanto o universo criado pela J. K. deixaram para nós um grande legado, que atravessa gerações e possuem um papel importante na formação do hábito de leitura.

Terceiro (e o assunto desse post): são muitos os atores britânicos que trabalharam em adaptações dessas obras.

Nesse post, falarei daqueles que, além de atuarem nos filmes da Saga Harry Potter, atuam nas duas adaptações mais recentes de Sense & Sensibility, primeiro livro publicado por Jane Austen.

Da adaptação de 1995 temos:


Emma Thompson, que em Sense & Sensibility interpreta a reservada protagonista Elinor Dashwood, em Harry Potter interpreta a estranha professora de Advinhação Sybil Trelawney. Observação: Emma também é a roteirista desse filme (que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1996 e de Orgulho & Preconceito (2005).


Já a mãe de Elinor, Mrs. Dashwood, interpretada por Gemma Jones, em Harry Potter é a competente Madam Pomfrey, curandeira-chefe da Ala Hospitalar de Hogwarts.


A já falecida atriz Elizabeth Spriggs interpreta a divertida viúva Mrs. Jennings em S&S e guardiã da torre da Grifinória Fat Lady no primeiro filme da saga, Harry Potter e a Pedra Filosofal.


O genro da Mrs. Jennings o também divertido Sir John Middleton, é interptretado por Robert Hardy, que na saga Harry Potter interpreta Cornelius Fudge, Ministro da Magia até o quinto filme.


O bondoso Colonel Brandon, um dos protagonistas de S&S, é interpretado por Alan Rickman, que em Harry Potter dá a vida ao controverso professor de Poções Severus Snape.



Imelda Staunton interpreta em S&S a tola Charlotte Palmer, filha mais nova de Mrs. Jennings. Já em Harry Potter, ela faz umas das personagens mais odiadas da saga, Dolores Umbridge.

Já na minissérie de 2008:



Se em 1995, Robert Hardy interpretou Sir John Middleton, em 2008, que dá a vida a esse personagem é Mark Williams, que em Harry Potter faz Arthur Weasley, chefe do clã dos ruivos, e fascinado pelos artefatos trouxas.


Daisy Haggard interpreta Miss Steele, a tola irmã mais velha de Lucy. Em Harry Potter desempenha um papel curioso, é a voz por trás do Elevador do Ministério da Magia.

Gostaram das coincidências? Nos próximos meses falarei sobre os atores da saga Harry Potter que trabalharam nas adaptações dos outras obras da Jane Austen. Informação útil para qualquer Janeite. E Potterhead.

Até a próxima!!!