Estamos um pouco sumidinhas, pedimos desculpas, mas… We are back! 😎
E, como não poderia ser diferente, vamos falar sobre nosso Clube do Livro, que não morreu, apenas deu uma dormida rápida!!! 😬
Nosso último debate foi sobre Extraordinário, livro e filme. E as impressões foram unânimes: Incrível. A quantidade de coisas que a gente aprende, as auto avaliações, a simplicidade da narrativa - levando em consideração que quem conta a história é uma criança - e a profundidade das emoções e lições que o livro traz, o tornaram a melhor leitura de 2017 para a maioria de nós.
Ressaca literária? Pfffff… óbvio!
Quanto ao filme, incrivelmente fiel ao livro - considerando transformar 188 páginas em cenas de 2h - só tivemos uma ressalva: A caracterização de Augie foi pouco pra o que é descrito. Mas pra não causar estranhamento que comprometesse o desenvolvimento do espectador, ficou ótimo.
Na história, é muito natural nos identificarmos com personagem x ou y durante a leitura, como no momento da declaração de Jack sobre Augie para ser aceito pelo grupo, ou a irmã que se vê sempre em segundo plano e tem seus ataques de vez em quando apesar de amar profundamente o irmão, ou na pele de Miranda quando vemos que a grama do vizinho, mesmo um pouco queimada, é mais verde que a nossa.
Um livro que desperta empatia.
É impossível não chorar, de emoção, raiva ou tristeza, em certos pontos do livro/filme, então não se acanhe! Prepare uma caixinha de lenços e mergulhe num mundo Extraordinário de uma criança inigualável que apenas começou a viver em sociedade, e parece que já andou bem mais do que todos nós!
Ficha Técnica: Título: Extraordinário (Wonder) Autor: R. J. Palacio Ano: 2013 Gênero: Juvenil Editora: Intrínseca Páginas: 320
Olá, galerinha de Pemberley! A resenha de hoje é sobre o livro Navio das Noivas, escrito pela maravilhosíssima Jojo Moyes. A Hanna me deu ele de presente começo do ano e estou há meses pra trazer a resenha pra vocês. Confesso que apesar de ter pedido no nosso amigo secreto das GDP um livro da Jojo , por eu amar a autora, não tinha a menor noção da sinopse dessa obra e não botava muita fé. Até que eu abri a embalagem do correio comecei a ler.
Sinopse: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.
A autora nos apresenta quatro jovens australianas que estão indo rumo a Inglaterra para encontrar com os soldados ingleses que se tornaram seus maridos durante a guerra, bem como a família deles. As quatro acabam ficando na mesma cabine e criam laços. Temos a doce, caipira e super grávida Maggie, a fútil Avice, a jovem demais para estar casada e sem um pingo de juízo Jean e a reclusa enfermeira de guerra Frances.
Durante o mês e duas semanas que passam em alto mar elas se metem em várias confusões (não leia com voz do locutor da Sessão da Tarde, se leu, desleia!) especialmente por desrespeitarem uma das principais regras do navio, que é não falar com os homens da tripulação. Com o tempo vamos conhecendo a história de cada uma e como aconteceu cada casamento, bem como o medo que elas passam a sentir quando telegramas começam a chegar pedindo para algumas noivas desistirem da viagem, já que seus maridos não as querem mais.
Jojo Moyes se inspirou na história de sua avó para escrever o livro. Para a avó de Moyes houve um final feliz, mas nem todas podem dizer o mesmo. Durante a viagem existe vários problemas que vão desde um médico alcoólatra e negligente até racionamento de água e violência. Como sempre, a autora sabe dosar o romance com o realismo.
O Navio das Noivas já foi para minha lista de preferido, impossível não se emocionar e empolgar com as quatro recém casadas que se aventuraram atravessando o mundo apenas com a promessa de uma nova vida.
Título: O Navio das Noivas Título Original: The Ship of The Brides Páginas:384
Título no Brasil: Vida e Morte: Crepúsculo ReimaginadoTítulo Original: Life and Death: Twilight ReimaginedAutora: Stephenie MeyerEditora: IntrínsecaPáginas:736 Sinopse: O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois. Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens. Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis. Vida e morte é voltar a crepúsculo de uma forma nova, a história com os personagens invertidos me pareceu mais interessante, ao mesmo tempo que reconhecia as características marcantes de cada personagem, mesmo com nomes novos facilmente os reconheci. Mesmo sendo quase a mesma história, ela se torna interessante, em suas diferenças com a original prende o leitor, que mesmo conhecendo se empolga como se fosse a primeira vez . Vida e morte me fez voltar a adolescência, quando conheci crepúsculo, que foi uma de minhas primeiras leituras maiores, antes lia menos em muito mais tempo, Lua nova foi o livro, que me fez mergulhar de forma intensa na literatura. Ao voltar a uma nova história de crepúsculo, foi como se tivesse lendo pela primeira vez, me encantei pela nova história, ao ler fiquei com uma sensação de quero mais.
Você
nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos
amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para
Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona
palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e
vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca.
Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles
tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição
psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo
da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas
cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a
chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais
apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências
que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as
férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica
que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que
ainda não aconteceu. Mas
a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e
outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito
mais. Bem como seu futuro.
--x--
Sarah
Uma pré-adolescente que vive procurando sinais de loucura nela
mesma, o motivo sua mãe que vive em um hospital psiquiátrico desde
matar um filho ( o irmão gêmeo de Sarah) e de tentar matar a
própria Sarah com apenas dois anos. Seu pai, um alcoólatra, não
ajuda muito a jovem protagonista a superar seus traumas e receios da
idade, e no caso de Sarah esses medos são muito maiores do que o
normal. Ela e o pai vivem se mudando em uma tentativa de fugir da
repercussão que o caso de assassinato na família ainda tinha e por
esse motivo Sarah não tinha nenhum outro amigo além da sua planta.
Com
um enredo envolvente e bem incomum, nos envolvemos com a história da
jovem Sarah que no verão do seu aniversario de 12 anos se vê com
mais problemas do que qualquer outra garota de sua idade. O temido
trabalho sobre sua árvore genealogia, o primeiro beijo, a falta de
amigos, as férias na casa dos avós, as palavras problemas- que ela
anota no diário para evitar usá-las novamente- e seus sinais de
loucura são alguns dos problemas que Sarah narra de uma forma muito
divertida.
O
livro possui uma leitura super fácil e gostosa, mas nem por isso sua
história é simples e massante , muito pelo contrario, ela é bem
complexa e detalhada. A vida de Sarah, apesar de ser bem diferente da
vivida por muitas jovens de sua idade, mostra muito claramente os
medos e inseguranças que vivemos nessa transição da vida de
criança para a adolescência.
Um
ponto que amei no livro é as cartas que a personagem escreve para
Atticus Finch,
personagem do clássico O
sol é para todos, onde ela
conta sua história e seus problemas para ele de uma forma muito
divertida e bem humorada. Também não posso deixar de citar as
palavras problemas que Sarah se vê obrigada a buscar seus
significados, que foi algo que me fez amar ainda mais o livro, pois
quantas vezes usamos palavras sem sabermos seus verdadeiros
significados de origem? E na vida de Sarah isso pode se tornar um
grande problema.
Karen
Harrington conseguiu criar uma narrativa leve, divertida e muito
gostosa de ler. Eu amei cada página do livro e me diverti muito e
também fiquei comovida com as tragedias da vida da pequena e louca
Sarah. Recomendo muito esse livro.
Título
Original: The One Plus One Título
no Brasil: Um Mais Um Autora:
Jojo Moyes Editora:
Intrínseca Tradução:
Adalgisa Campos da Silva Páginas:
319
Sinopse:
Há
dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar
com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais
voltou. Fazendo
faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite,
Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado
Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o
sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive
apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática,
tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de
estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de
pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma
Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como
eles farão para chegar lá? Enquanto
isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed
Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma
denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e
Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas
quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão
de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas
principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e
da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed
oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até
a cidade onde acontecerá o torneio. Começa
então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A
situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma
mãe solteira falida e um geek milionário.
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Sempre
me surpreendo com as histórias e tramas criadas pela Jojo e dessa
vez não poderia ser diferente. A cada livro dela que eu leio, penso:
esse é meu favorito! Acho que já não sei mais qual está no topo
da lista e qual está em último, será que posso deixar todos com o
status de meu favorito?Deixando minhas dúvidas de lado vamos ao que
realmente interessa.
Um
Mais Um possui, como todos os livros da Jojo, uma narrativa gostosa
de ler que flui de uma forma tão natural, fazendo você mergulhar na
vida dos personagens como se você fizesse parte de tudo aquilo. A
história- apesar de parecer ser um pouco clichê( um homem rico+ um
mulher pobre que se conhecem de maneira inusitada), mas no final isso
não passa de uma primeira impressão (lendo a sinopse)- te encanta
com a trama de uma mãe tentando fazer de tudo para melhor a vida de
seus filhos, que não é nada fácil.
Jess
vira mãe muito jovem e larga tudo para ficar com seu amado, que a
deixa sozinha com dois filhos para criar Tanzie , a menina prodigio e
sua filha legitima, e Nicky , filho da ex do seu ex . Em busca de
melhorar a vida das crianças ela embarca em uma aventura rumo a
escócio e em meio a todo o caos de sua vida ela conhece Ed, um homem
rico que está fugindo de seu problemas.
Os
capítulos são divididos pela visão (em terceira pessoa) de cada
um dos personagem, o que proporciona um mergulho muito maior no
desenrolar de todas as confusões que cada personagem passa, cada um
tem seus próprios problemas e com o desenvolver da narrativa eles
vão sendo explicados e desenvolvidos de maneira extraordinária.
Um
Mais Um, assim como todos os livros da Jojo que li até agora, te
emociona e te prende do começo ao fim sem te decepcionar em nada.
Cada pagina e capitulo é uma caixinha de surpresa deliciosa de se
explorar.
Quem
nunca leu um livro dela não sabe o que está perdendo e quem já leu
sabe do que estou falando.
Título Original: Silver Bay
Título no Brasil: Baía da Esperança
Autora: Jojo Moyes
Tradução:Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Páginas: 301
Sinopse: Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava se não para ela, para sua filha pequena, Hannah, até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia. Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez.
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Baía da esperança é outro livro maravilhoso da Jojo Moyes, assim como em todos os livros dela você consegue viajar para um novo mundo dentro da trama.
Jojo nos levas para uma baia no litoral da Austrália onde mergulhamos na vida de cada personagem que vive nesse lugar mágico.
A chegada de Mike na Baía é o que dá o ponto de partida para o desenrolar da trama e de seus mistérios envolvendo a vida de Liza, Kathleen e a pequena Hannah. Cada capitulo é narrado por um personagem o que faz você enxergar diferentes ângulos da mesma história através dos sentimentos e emoções de cada um, o que te deixa ainda mais envolvido com todos eles.
Em meio a história principal e do mistério que cerca essas personagens, também conseguimos enxergar um pouco da vida dos personagens secundários, que assim como Mike, Liza, Katheleen e Hannah , tem suas próprias tragedias para nos contar.
Também não posso esquecer de falar do cenário maravilho e como a descrição da Jojo é tão perfeita que faz você sentir a brisa litorânea da baía, quase como se vocês estivesse lá vivendo tudo aquilo. Confesso que fiquei com uma super vontade de ver uma baleia de perto, na historia o trabalho de Liza e de outros personagens é levar turistas para ver baleias e a descrição desses passeios é simplesmente encantador.
Depois de Como Eu Era Antes de Você, acho que Baía da Esperança é um dos meus livros preferidos da autora. Todas as tramas criadas pela Jojo são maravilhosas com sua escrita perfeita e sua forma de nos envolver em cada livro, então fico sempre na duvida de qual é o melhor deles.
"Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, a literatura permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano." (Tzetan Todorov)
FONTE: Lanah Black
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições.
Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame.
Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick há sete anos, um triatleta que não parece muito interessado nela.
Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego.
Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico.
Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado.
Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto.
Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento.
O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.
E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro."
Jojo Moyes mostrou grande sensibilidade tratando de assuntos tão profundos de maneira leve em seu livro. Questões monetárias, emocionais, espirituais, de saúde... Não são coisas fáceis de serem tratadas. O livro traz abuso sexual, traição, comodismo, desemprego, gravidez não planejada, direção perigosa, tetraplegia, ciúmes e amor fraternal, familiar e homem/mulher. Tudo isso sem deixar a linguagem pesada, pontas soltas, diálogos chatos. “A questão do abuso foi abordado com tanta sutileza que eu, que vejo todo dia na TV casos de abuso tão escrachados, demorei a entender o que de fato tinha acontecido com a Lou” aponta Silvana Fonseca.
A narrativa em primeira pessoa nos permitiu entender perfeitamente as decisões, os sentimentos e as atitudes dos personagens envolvidos, e apontamos também a alternância de narrativa entre eles. Não abriu lacunas e ao mesmo tempo nos permitiu conhecer melhor os demais personagens, os pontos de vista das pessoas q estão envolvidas nos cuidados do Will, e ver como o acidente também afetou a vida deles, o quanto uma única pessoa pode mudar a vida de todos ao seu redor.
“Uma coisa que aprendi (ou tô tentando aprender) é a como tratar, olhar, se referir a um deficiente. Tentar controlar o olhar, as falas, o modo de agir. Isso é importante demais. A pessoa já sofre demais pra ainda precisar suportar olhar de pena, preconceito, entre outras coisas. Ser deficiente não torna a pessoa menos humana, não tira emoções e sentimentos. Pelo contrário, torna a pessoa ainda mais sensível e, paradoxalmente, mais forte!” diz Michelle Motta. “Eu também nunca tinha sequer imaginado como é a vida de um tetraplégico. Claro que sabemos o quão difícil deve ser, mas ler como é seu dia a dia foi surpreendente é emocionante.” Comenta Vanessa Aragon
“Quando leio os livros da Jojo, o que mais me chama a atenção é o cuidado que ela tem ao descrever as mais variadas relações humanas. O livro não é só Lou e Will. A Lou tem uma relação mais complicada com a mãe e com a irmã, e acompanhar como ela se desenvolve no livro, e na continuação, é muito interessante.” Afirma Aline Tavares, e já deixa a dica para Depois de Você, que traz a continuação da história.
A outra coisa que também foi muito apontada foi a personalidade de Lou. “Eu também me identifiquei muito com a Lou com sua personalidade e tudo mais...” diz Fernanda Pelitzer, sendo ecoada por quase todas. “Também me identifiquei com a Lou quanto a acomodação. É muito difícil sair da zona de conforto, principalmente quando parece q está tudo bem.” (Aline Tavares) “Decidi mudar algumas coisas na minha vida. Preciso realmente de alguém pra trocar minhas cortinas? Ou pra colocar novas prateleiras no quarto? Não. Posso fazer sozinha e devo aproveitar e ser feliz por poder fazê-lo! Viajar sozinha? Sim! Vestir roupas que gosto mas que estão fora de moda? Sim! E principalmente, me aceitar. Foi o que aprendi com Lou.” (Michelle Motta).
Por fim, nas palavras de Jesiane Santos, “Eu amei o livro. Os personagens são bem sensíveis e não são perfeitos. As questões abordadas nos livros são muito relevantes (...) O ponto que mais chamou minha atenção foi que o livro não vai pro caminho de um romance água com açúcar, se aproxima muito da realidade, isso o torna mais belo e sensível. (...) Levo esse livro com muito carinho no lado esquerdo do peito.”
Só pra deixar você arrepiado e com uma lagriminha querendo cair do seu olho direito...
Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam - e não deveriam - compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
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O oceano no fim do caminho é um “mergulho” em um livro que altamente recomendado, ele conta a historia–real ou imaginaria- de um homem que revivi as memórias de sua amizade durante a infância.
O livro fala, principalmente, sobre amizade, confiança nos outros e em si mesmo, crescimento e amadurecimento, e também como nossos medos e inseguranças podem nos transformar no que somos atualmente.
A leitura desse livro é algo surpreendente, cada página te prende de uma forma inexplicável. Neil Gaiman consegue te transportar para o mundo do protagonista, fazendo com que pareça que você está vivenciando cada acontecimento e quando fecha o livro fique se perguntando: isso foi real?
A melhor coisa que posso fazer -ao invés de ficar tentando explicar as sensações e emoções que esse livro possui- é falar para vocês:
LEIAM!!! LEIAM!!! LEIAM!!!
Foi a primeira vez que li algo escrito pelo Gaiman e confesso que fiquei encantada com ele. Espero conseguir ler todos os outros livros dele e quem sabe apresentar para vocês também.
Título no Brasil: Orgulho &
Preconceito e os Zumbis
Título original: Pride &
Prejudice and Zombies
Autor: Jane Austen e Seth
Grahame-Smith
Editora: Intrínseca
Tradução: Luiz Antonio Aguiar
Páginas: 320
Sinopse: Orgulho e preconceito e
zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo
cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus
miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se
abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão
retornando à vida! Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está
determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela
chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia
de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados –
além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra
fartamente. Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela
superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor,
emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição,
Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial
em algo que você terá vontade de ler.
Para construir o livro, o autor
utilizou a técnica mash up, ou mistura literária, onde o autor se apropria de
uma obra, geralmente clássica, e adiciona elementos fantásticos, sem que se
perca a identidade do autor. Resumindo: basicamente é o Orgulho &
Preconceito que a gente conhece + os zumbis (morto-vivos). Não foi uma leitura
fácil para todas, tanto que “decepcionante” foi uma palavra repetida a ao longo
do debate, principalmente para aquelas que gostam da temática “zumbi”. A caracterização
e o destino de alguns personagens, principalmente da Charlotte Lucas também não
nos agradou, gerando ânsias de vômitos em algumas. Porém as cenas de lutas, com
referências as artes marciais, ninjas e samurais agradaram em geral, gerando certa
expectativa quanto ao filme.
Na San Diego Comic Con desse ano o
autor do livro comentou um pouco sobre o livro e o filme, que será lançado em
fevereiro do ano que vem. No filme Elizabeth Bennet será interpretada pela
atriz Lily James (Cinderella), o Mr. Darcy será o Sam Riley (Na estrada), Jane
Bennet será interpretada por Bella Heathcote, Mr. Bingley será o Douglas Both
(Romeu e Julieta) e o Mr. Collins será o Matt Smith (Doctor Who). Confiram alguns trechos:
"Quando escrevi o livro, não
havia expectativas de que ele seria lido".
"Mas quando virou um sucesso,
fiquei muito assustado, porque Austen tem uma comunidade de fãs muito forte e
achei que eles fossem querer me matar. Mas fiquei surpreso, porque eles têm
senso de humor. E Jane Austen era uma pessoa muito engraçada, então gostaria de
pensar que ela levaria numa boa".
"A intenção para todos era pegar as características
originais e levá-las a um nível ridículo".
"O filme é feito de forma elegante, tem boas atuações,
figurinos elaborados. Mas também tem zumbis, e funciona".
“Era uma vez três mulheres, que tinham amigos em comum e... algo mais
profundo que as unem....”
Não, essas não são as primeiras
frases do livro nem as finais, e quando li a sinopse dele e vi alguns vídeos-resenha
tive a impressão de que seria um livro bem clichê. Mas os bons deuses da
leitura sabem muito bem o que fazem e no primeiro amigo oculto que organizamos
dei esse como uma das opções de livros desejados e eles guiaram a mão da
Michelle no momento da compra do meu presente (Michelle, acho que ainda não te agradeci o
suficiente pela escolha! Obrigada!!).
O livro começa nos apresentando a
vida perfeita de Cecilia.Mãe de três meninas, casada com o marido perfeito, além
de um emprego que adora e ser super bem cotada na sociedade que ela se
encontra; mas uma carta escrita por seu marido transforma a sua vida perfeita em um completo pesadelo, obrigando-a a escolher entre a razão e o
coração. Somos apresentadas também a Rachel, que está profundamente marcada por
um evento que ocorreu há anos e que transformou a vida dela completamente. Além
das duas conhecemos também Tess uma esposa que descobre que seu casamento não é
tão perfeito quanto ela pensava e temos a participação de uma quarta mulher que
será importante em toda trama. A história é dividida basicamente em três
núcleos que em alguns momentos se cruzam e nos permite ver nossas personagens
interagindo entre si e mostrando que essa não é a primeira vez que suas
histórias se cruzam.
O livro tem 368 páginas de uma
história que supera a barreira do clichê e nos leva a sofrer as angústias das
personagens nos proporcionando amá-las e odiá-las cada uma delas pelas suas escolhas
e pensar quais seriam nossas decisões se estivéssemos no lugar delas. Tive
momentos de largar o livro por precisar sair daquele mundo,tentando me afastar
das escolhas das personagens ou das atitudes delas, momentos em que não queria
largá-lo por querer saber o que viria a seguir.
Mas isso não significa que o livro seja sem falhas nem imune a previsão
de leitores mais atentos (como eu). Apesar disso garanto que o livro vale apena
e mesmo quando previ alguns acontecimentos a autora conseguiu me prender até o
final do livro me deixando curiosa pra saber como ela iria unir as pontas.
Escrevi isso tudo pra dizer que
super-recomendo o livro e espero que vocês leiam e venham comentar o que
acharam.